Por algum desconhecido motivo, este blog é frequentemente mais lido noutros países, do que na nossa amada pátria, ou seja, a portuguesa. As últimas vinte quatro horas (tabela abaixo) são exemplificativas disso mesmo que dizemos, pois nesse período de tempo, existiram apenas catorze compatriotas que nos leram, sendo que, houveram trinta e sete norte-americanos a fazê-lo. Noutros dias a diferença de números é até bastante maior, facto que nos faz crer, que somos um claro blog de exportação. Assim sendo, o nosso destino bloguístico não se restringe à lusitana nação, pois atravessa fronteiras, oceanos e continentes, no fundo, abarca o mundo. Tendo nós chegado à conclusão que o nosso destino é o globo, não é por causa disso que esqueceremos a nossa terra e deixaremos de levar o nome de Portugal além mar, até às mais longínquas latitudes. É com orgulho, brio e raça, que queremos neste blog levar a outros povos as glórias e feitos lusitanos, mas mais do que isso, almejamos acima de tudo, que ...
Em Lisboa “todos sus moradores son agradables, son corteses, son liberales y son enamorados, porque son discretos. La ciudad es la mayor de Europa y la de mayores tratos; en ella se descargan las riquezas del Oriente, y desde ella se reparten por el universo…” Quem assim escreveu acerca da capital de Portugal foi Miguel de Cervantes, o famoso autor de “D. Quixote de la Mancha”, que nessa cidade passou dois misteriosos e felizes anos. Por lugares à beira Tejo, Cervantes conheceu amores e desamores. Entre a primavera de 1581 e a de 1583, com excepção de uma ou outra escapada a sítios próximos e nomeadamente a Tomar, a sua residência habitual foi em Lisboa. Diz-se que viveu ali para os lados do Campo das Cebolas, bem perto da Casa dos Bicos. A Cervantes é também atribuído o dito, “Para galas Milán, para amores Lusitânia" (Para festas Milão, para amores Lusitânia). Cinco séculos após o mais célebre e importante de todos os escritores espanhóis ter andado por Lisboa, nasce nessa...