Terminamos hoje esta nossa série de Agosto dedicada a Verões desastrosos. É certo que a larga maioria das pessoas gosta de passar pelo menos uns quinze dias de férias, numa qualquer estância balnear, a banhos de sol e mar. Porém, por vezes, uma mera quinzena é mais do que o suficiente para dar cabo da vida de uma pessoa e a transformar num autêntico desastre. Foi isso o que sucedeu com Santiago Biralbo, que para que tal lhe acontecesse, nem sequer precisou de sair da sua terra natal, a sofisticada San Sebastían, uma das mais elegantes cidades balneares de Espanha inteira e até da Europa. Já lá iremos a esse assunto. Neste décimo terceiro texto e último texto, centramos-nos no romance “O Inverno em Lisboa (1987) do excelente escritor espanhol, Antonio Muñoz Molina. Sendo esta nossa série dedicada ao Verão, nada melhor que findarmos de forma coerente, com uma história cujo Inverno consta logo no título. Mais do que isso, o título refere também Lisboa, que é um sítio donde os locais...
Há na época estival quem perca a cabeça e gaste mais de que o que devia em viagens, restaurantes e hotéis. Há também quem perca a cabeça com um amor de Verão, daqueles que estão destinados a acabar mal. Depois há ainda quem perca a cabeça no estio e aproveite para fazer largas noitadas e beber até cair. Todas essas são actividades potencialmente desastrosas, no entanto, o que é realmente desastroso é perder-se literalmente, e não só metaforicamente, a cabeça. Continuamos hoje com esta nossa série estival dedicada a Verões desastrosos. Neste décimo segundo texto e penúltimo, centramos-nos no romance “O Estrangeiro, obra de 1942, do escritor Albert Camus (1913-1960). Camus amava os prazeres terrenos, o sol do Mediterrâneo, o futebol e o teatro, equilibrava a sua filosofia existencialista com uma imensa alegria de viver. Era conhecido pela sua personalidade magnética, pela requintada elegância e pela sua intensa, variada e extensa vida amorosa. Era uma figura muito querida e admirad...