Olhamos pelos ecrãs para o Médio Oriente e não vemos. Desde Beirute ao Cairo e até Bagdade, pouco ou nada sabemos de tais gentes e desses locais, excepto as notícias sempre iguais, guerras, miséria e conflitos político-sociais, em síntese, o que vemos nas TV’s. Talvez uns quantos de nós ainda se recordem do que aprenderam na escola, ou seja, que essas terras foram o berço das civilizações iniciais, os sítios por onde andaram aqueles povos de quem tanto herdámos, como por exemplo, os sumérios, os babilónios, os assírios, os mesopotâmicos ou os antigos egípcios. Por entre os três grandes rios que atravessam essas terras, o Nilo, o Tigre e o Eufrates, nasceram deuses, inventou-se a escrita, concebeu-se a matemática e ergueram-se as primeiras grandes cidades da história da humanidade. Abaixo, uma imagem de como seriam os jardins suspensos da Babilónia, cidade que se situava no que é hoje o Iraque. Sim, estamos muito esquecidos, que foi nessas terras, que teve origem a civilização. Porém, p...
Em tempos houve um ilustre docente, cujo nome era Mário Dionísio, e que escreveu um livro intitulado “O quê professor”. O dito livro contém vinte e dois textos sobre o ensino, sendo que o seu autor detestava o facilitismo, sendo por isso que escreveu coisas como a seguinte: “…esta preocupação com os exames liga-se a tudo quanto se queira menos a qualquer coisa de muito importante. E é na verdade estranho como tanta gente se preocupa com o gravíssimo problema dos exames sem se preocupar absolutamente nada com o que os nossos estudantes – o futuro do país – aprendem ou não aprendem, com a preparação que adquirem ou deveriam adquirir, outra maneira de dizer: com o que lhes ensinam, ou não.” Há que dizer, que Mário Dionísio não era apenas professor, era também romancista, poeta e artista. Aqui o vemos abaixo, enquanto escreve. Há romancistas, poetas e artistas, que logo desde pequeninos se vê o seu destino. É gente que já na mocidade é dada a suspiros, a devaneios oníricos, a altas div...