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Mensagens

Alunos e certos professores do Liceu Camões e da Escola António Arroio, armaram-se em românticos

Primeiro uma declaração: nós não somos negacionistas ambientais, bem pelo contrário.  Dito isto, na passada sexta-feira, os estudantes do antigo Liceu Camões e da Escola António Arroio em Lisboa fecharam os ditos estabelecimentos de ensino, para se manifestarem a favor do fim dos fósseis até 2030, ou seja, até daqui a três anos e uns meses. Pelas imagens vistas na Tv’s e nos jornais parece que foi muito giro e que os estudantes se divertiram bastante. Dançaram, cantaram, saltaram e gritaram, em síntese, foi um dia em cheio. É certo que se não se usassem fósseis, a poluição atmosférica urbana baixaria drasticamente, reduzindo de imediato as taxas de asma, de doenças cardiovasculares e de cancros associados ao uso e à queima desses combustíveis. É igualmente certo, que a longo prazo, e para conter o aquecimento global e travar a escalada de eventos climáticos extremos, a humanidade terá de ir fazendo uma transição para outros tipos de energia, que não a fóssil, mas dito isto, tudo o ...
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Uma balada desde a velha à nova Lisboa

Lá para a zona leste de Lisboa, logo ali a seguir a Santa Apolónia, há lugares antigos da cidade que poucos conhecem ou sabem sequer que existem. Entre esses, destaca-se o edifício da Estação Elevatória dos Barbadinhos, hoje em dia Museu da Água.   A primeira coisa que certamente causará uma certa estranheza, é o facto da estação elevatória se chamar “dos Barbadinhos”, nome idêntico ao de uma íngreme calçada ali próxima, que desce lá do alto da Graça até praticamente à beira Tejo.   O nome barbadinhos tem a ver com uns frades italianos que por ali assentaram arraiais no século XVIII e com o convento que por esses lugares existia, no qual estiveram recolhidos esses monges de longas barbas, que o povo lisboeta de então apelidou de barbadinhos.   Por consequência de tudo isso, tal designação apegou-se a esses sítios até aos dias de hoje. A Estação Elevatória dos Barbadinhos foi durante o século XIX e o início do XX, o local onde se efectuava a distribuiçã...

Fotografias há muitas, mas só poucas são arte

Fazem-se actualmente mais fotografias num só dia, do que no século XIX inteiro e em várias décadas do século XX combinadas, e isto já para não referir épocas anteriores. A verdade é que nunca houve tantas fotografias, calcula-se que sejam tiradas entre 5 a 6 mil milhões de fotografias por dia, o mesmo é dizer, cerca de 60.000 fotos por segundo em todo o mundo. Somos diariamente confrontados com essa avalanche de imagens fotográficas, umas chegar-nos-ão por razões pessoais, outras por motivos profissionais e as demais terão objectivos publicitários, informativos ou de mero entretenimento. Muito mais raro é vermos imagens fotográficas por razões estéticas ou artísticas. Sim, embora haja muito quem o faça, ainda assim não é a coisa mais comum deste mundo, olharmos para fotos como sendo estas obras de arte. Uma obra de arte, ao contrário dos milhões de imagens que se produzem todos os dias, requer tempo para que a contemplemos, ou seja, uma boa fotografia artística não é para ser vista no ...

Insólitas metamorfoses, pessoas extraordinárias, invulgares invenções e um “twist” no fim

Hoje vamos contar-vos histórias de pessoas extraordinárias e de fantásticos acontecimentos e inventos. Falaremos aqui de gente e de eventos tão fenomenais, que parecem ser inacreditáveis. Estranhamente tudo isso foi esquecido ao longo do tempo e actualmente ninguém se recorda desses prodigiosos indivíduos e dessas sensacionais ocorrências, que agora vamos lembrar e evocar. Se procurarmos o seu nome numa enciclopédia ou na internet, não o iremos encontrar, é como se Jean-Luc Marcel (1902–1968) nunca tivesse sequer existido. É um imenso mistério, a forma como quer a sua obra, quer até o próprio nome deste escritor, não se descobrem em lugar algum. Jean-Luc Marcel foi um poeta, contista e ensaísta francês. Consideravam-no uma das vozes mais viscerais e independentes do movimento surrealista parisiense. Tinha um temperamento errático e celebrizou-se pela publicação de um livro de contos intitulado "O Manifesto da Carne Insubmissa" (1929), obra em que contava histórias de órgãos d...