Vemos as notícias que vêm de Cuba e percebemos que a bela La Habana se encontra num estado lastimável. É pena, dá dó. Há muitos anos estivemos em Cuba e quase nem pusemos os pés na praia, e isto porque Havana tinha tudo e, assim sendo, para quê afastarmo-nos dela? Ninguém lê este blog em La Habana, nem este nem nenhum. Por estes dias, nem sequer electricidade por lá há, sendo que a comida escasseia e o combustível acabou-se. Na Havana de hoje, o mais que há a fazer é esperar. Só havia uma cidade e a cidade era Havana, é possível que esta frase esteja incluída no célebre livro de Guilhermo Cabrera Infante “Três Tristes Tigres”. Em boa verdade, já desfolhámos o livro de trás para a frente e de frente para trás e não a encontrámos. Ao procurarmos na internet, também não descobrimos nenhum sítio que dissesse que a dita frase aparece no referido livro. A conclusão óbvia é que a frase “Só havia uma cidade e a cidade era Havana” não se encontra no livro “Três Tristes Tigres”. Sendo essa...
Num destes dias, numa manhã igual a tantas mais, subíamos a Avenida dos Estados Unidos da América em Lisboa, vindos de Entrecampos, isto quando de repente, um pouco antes de chegarmos ao ponto em que essa avenida se cruza com a de Roma, decidimos seguir para a direita, em direção a uma pequena via cujo nome é Rua Flores do Lima. É uma rua modesta e discreta, que quase se diria ser tão-somente as traseiras dos altos prédios da Avenida dos Estados Unidos da América. Decidimos então ir por essa rua, mas não pela sua beleza ou por nela existir algo de pitoresco ou peculiar, e sim e apenas por ela estar inscrita na nossa memória. Com efeito, nessa rua corriqueira e banal, entre 1975 e 2007 esteve sediado o cinema Quarteto. Foi esse o primeiro complexo de salas de Lisboa, coisa que muito justamente o slogan realçava: “4 Salas / 4 Filmes”. O Cinema Quarteto fez história, pois aí havia uma autêntica atmosfera cinéfila. Era um sítio onde se exibiam filmes europeus, e outros vindos de continente...