Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

As mais desastrosas histórias de Verão (Crematório)

  Como antes anunciámos, iniciaremos hoje uma série de textos que se prolongarão até ao final de Agosto, nos quais nos dedicaremos a verões desastrosos. Não nos centraremos em acontecimentos reais, mas sim em ficções, lendas, contos e histórias, o mesmo é dizer, o nosso o objecto de trabalho são as narrativas e os relatos literários. Para quem quiser saber mais pormenores sobre esta missão estival a que nos propomos, aqui fica a introdução que ontem escrevemos: https://ifperfilxxi.blogspot.com/2026/07/as-mais-desastrosas-historias-de-verao.html Um funeral não é por norma um momento agradável, pior ainda o será quando acontece em pleno Verão. O romance “Crematório” do escritor espanhol Rafael Chirbes (1949-2015) inicia-se com a morte e o velório de Matías Bertomeu, alguém que em jovem tinha sido um idealista social e político, mas que mais tarde na vida decidiu antes dedicar-se à agricultura biológica. É cómico. O enredo arranca portanto com o falecimento de Matías Bertomeu no hospi...
Mensagens recentes

As mais desastrosas histórias de Verão - Introdução

E eis que chegam as férias de Verão e, como todos os anos neste blog, desde o fim de Julho até ao término de Agosto, teremos uma sequência de textos todos eles dedicados ao mesmo tema. Muito embora os textos sejam muito diferentes uns dos outros, ainda assim serão afins, isto de modo a que conjuntamente formem uma série com princípio, meio e fim, mas não necessariamente por esta ordem. Este ano vamos dedicar-nos às mais desastrosas histórias de Verão. Em boa verdade, a realidade fornece-nos todos os verões abundantes irritações, arrelias, acidentes, desastres e outras catástrofes, por consequência, matéria para tal não nos falta.  Com efeito, em Agosto tanto há contrariedades menores, tipo a água do mar está fria ou pôs-se a chover durante três dias, como também há as maiores, como por exemplo, os incêndios e coisas terríveis desse género. Apesar de a realidade todos os verões nos fornecer abundante matéria para falarmos de coisas desastrosas, nós preferimos antes falarmos de ficçõ...

Ai, ai, ai…

Decidimos intitular este nosso texto de hoje, “Ai, ai, ai…”. Se porventura alguém nos perguntar porquê, a única resposta decente e sincera que teremos para dar, é a de que não fazemos a menor a ideia. Em qualquer dos casos, nem sequer gostamos particularmente deste título, foi simplesmente uma coisa que nos veio de repente à mente, enfim, nada mais do que isso. Já agora, a fotografia que encima o texto é de Alexandre O’ Neill. Como título, Ai, ai, ai…, nem fica mal de todo, mesmo não sendo particularmente brilhante, porém, ao termos de o citar por escrito, esse mesmo título fica pura e simplesmente horrível. Situação que já sucedeu no primeiro parágrafo deste texto, ou seja, o anterior ao anterior a este, o mesmo é dizer, o do início. Se bem repararam, citámos aí, no dito parágrafo inicial, o título entre aspas, todavia, antes das aspas finais da direita, existem umas extensas reticências e logo de seguida, ainda um derradeiro ponto final. Confirmem lá, como de facto o título ficou mal...

E neste entretanto, na Índia, há problemas com os exames

Ai que lindo e tranquilo é o nosso Portugal...  Está bem de ver que ultimamente tem havido chatices com os exames de acesso ao ensino superior e não só, todavia, isso para nós é uma ocorrência menor, um mero incómodo, pois o que na verdade nos importa é que haja saúde e o tempo esteja de feição. Por ora há muito barulho nos telejornais e cenas que tais por causa dos exames, mas em breve tudo se dissipará na espuma dos dias e um qualquer outro escarcéu ocupará as notícias e as conversas, depois disso, e como sempre, mal ou bem, cá iremos andando c’o a cabeça entre as orelhas. Veja-se como as coisas são piores na Índia, onde os exames de acesso ao ensino superior são extremamente competitivos e envolvem anualmente cerca de 30 milhões de estudantes, havendo anos lectivos em que esse número atinge os 60 milhões, coisa pouca portanto. Imagine-se se na lusitana nação houvesse milhões a fazer exame, o que tal não seria? Era bem capaz do nosso querido país ir desta para melhor. Os exames m...