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O futebol não é uma questão de vida ou de morte. É muito mais importante que isso... (penáltis e apito afinal.

Terminamos hoje uma série de quatro textos dedicados às grandes emoções causadas pelo pontapé no esférico. Emoções essas que nos levaram a vastas reflexões artísticas e literárias e quiçá inclusivamente filosóficas. Para acabarmos vamos falar de Portugal, coisa que ainda não fizemos, mas antes disso, aqui ficam os links para os textos anteriores: https://ifperfilxxi.blogspot.com/2026/06/o-futebol-nao-e-uma-questao-de-vida-ou.html https://ifperfilxxi.blogspot.com/2026/06/o-futebol-nao-e-uma-questao-de-vida-ou_02105897334.html https://ifperfilxxi.blogspot.com/2026/06/o-futebol-nao-e-uma-questao-de-vida-ou_071574250.html Não existem na história do futebol português jogos cujo significado tenha extravasado largamente para fora do relvado. Não há momento algum em Portugal, que possa ser comparável ao do Maracanazo em 1950, quando o Brasil perdeu a final do Mundial em pleno Rio, e a nação entrou instantaneamente numa enorme depressão, cujos efeitos se fizeram sentir na economia, na sociedade...
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O futebol não é uma questão de vida ou de morte. É muito mais importante que isso... (prolongamento)

Começámos aqui há uns tempos a dissertar sobre as grandes emoções, fazendo para isso vastas reflexões artísticas e literárias sobre o pontapé na bola. Hoje vamos para um prolongamento dessas anteriores dissertações. Para quem é muito letrado e erudito, o futebol pode parecer um assunto corriqueiro e menor, porém, hão de ver que não. O jogo da bola tem tanta profundidade dramática como uma tragédia de Shakespeare, tem tanto mistério e suspense como uma película de Alfred Hitchcock, e é tão emocionante e intenso como “A Odisseia”, o épico poema de Homero. Antes de continuarmos para prolongamento, aqui ficam os nossos dois anteriores textos. Este é o primeiro https://ifperfilxxi.blogspot.com/2026/06/o-futebol-nao-e-uma-questao-de-vida-ou.html , e este é o segundo https://ifperfilxxi.blogspot.com/2026/06/o-futebol-nao-e-uma-questao-de-vida-ou_02105897334.html O autor da frase “O futebol não é uma questão de vida ou de morte. É muito mais importante que isso” foi Bill Shankly, o lendário t...

Pagar a conta da luz com cimento em redor, é agora um momento poético e quiçá uma maravilha de Portugal

O título deste texto é enigmático, todavia, o mistério que dele se desprende, só se desvendará mesmo no final. Até lá chegarmos, passaremos por Roma, Buenos Aires, Osaka, Leça da Palmeira e Lisboa, sendo esta última a cidade onde tudo se deslindará. Quando ouvimos dizer de uma qualquer cidade, que ela é como uma floresta de cimento, isso nunca é dito em tom de elogio, antes pelo contrário, o timbre usado é sempre o de desdém. Sim, há quem imagine as cidades ideais como uma espécie de espaço ajardinado, com bonitas casinhas lá pelo meio, dessas construídas com materiais tradicionais e que possuem beirais, quintais e lindas telhas da ancestral cerâmica. Há quem gostasse que as cidades fossem todas feitas de casas portuguesas, com certeza com pão e vinho sobre a mesa, quatro paredes caiadas e um São José de azulejos. Dito isto, nós por aqui preferimos cimento. Comummente usam-se os termos cimento e concreto como se fossem sinónimos, contudo, são coisas um pouco diferentes. O cimento é um ...

Nós é que somos wabi-sabi!

Uma das coisas de que mais gostamos é de pegar em premissas estabelecidas, em frases feitas, em ideias pré-concebidas, em dogmas e certezas e depois dar-lhes a volta, ou seja, transtorná-las, abaná-las, desgastá-las e sujá-las. O mesmo é dizer que não apreciamos verdades indubitáveis, dessas escritas na dura pedra, preferimos antes verdades irregulares, tais quais como essas pedras incertas que atravessam o tempo no jardim do templo de Ryoanji em Quioto, no Japão. Há muito quem adore ter rectas crenças, limpas, puras e duras, seja lá qual for o assunto em questão, mas gostando nós de achavascar, fazer oscilar e tremer certezas, hoje em dia deparamo-nos não raras vezes com a quase impossibilidade de o conseguirmos efectuar. O problema resume-se do seguinte modo: quem é dado a infalíveis certezas, mesmo que as veja sujas, abaladas e abanadas, ainda assim, refugia-se em certos clichés contemporâneos, que lhe permitem não sair do mesmo exacto sítio. Ponhamos um exemplo, quando alguém após ...