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Mensagens

Manual para identificar raparigas atiradiças na vida real e na História da Arte

É com preocupação que temos constatado, que nos últimos largos anos, as raparigas obtém muito melhores notas de que os rapazes, em todos os níveis de ensino. Por consequência disto, e como conhecimento é poder, chegados ao fim da juventude e ao início da idade adulta, são muitos os rapazes que não possuem ferramentas cognitivas para lidar com as moças, que fazem deles o querem, sobretudo se forem atiradiças. Sendo este blog pedagógico e didáctico, hoje vamos deixar-vos um guia prático e científico, mas também histórico, cultural e artístico, sobre como a rapaziada pode identificar raparigas atiradiças. De facto, sendo os rapazes ligeiramente distraídos, correm o risco real de um momento para o outro já estarem de casamento marcado, com um cão e com um crédito à habitação aprovado, sem sequer terem percebido como tudo isso aconteceu. É nossa intenção alertar a juventude masculina para tais perigos, e por isso aqui deixamos este guia prático, científico, histórico, cultural e artístico a...
Mensagens recentes

Tudo é vaidade neste nosso tempo neo-barroco

Quem porventura creia que a cultura da ostentação, da desgraça e do exagero começou com as chamados redes sociais, fica a saber que já no século XVII nada excitava tanto as gentes como um bom, aparatoso e grandioso drama. Nesse tempo, quem não estivesse a chorar copiosamente ou a desmaiar de descomedida emoção, não ardesse de angústia ou não ostentasse uma imensa desesperança existencial, estava pura e simplesmente condenado a que ninguém lhe ligasse nenhuma, a que o olhassem com distância, frieza e indiferença. O século XVII foi pois o auge do grandioso estilo barroco, esse movimento artístico, político e religioso configurado pelo exagero, pela ostentação, por bruscos e dramáticos contrastes e pela busca incessante por chocar, emocionar e impressionar o público. Na verdade, o estilo Barroco nasceu como um dispositivo comunicacional, ou seja, como uma ferramenta artística da igreja católica para impressionar e reconquistar os fiéis perdidos para o protestantismo, através da sumptuosid...

Escrever bem não é coisa que se aprenda na escola, só correctamente

  A forma correcta de se escrever correctamente é corretamente e a forma correcta de se escrever correcta é correta. Palavras antigas como correctamente ou correcta deixaram de existir e foram substituídas por palavras tolas como corretamente e correta. O que isto provocou foi o desfazer da ligação etimológica do português ao latim e a outras línguas europeias. Dito isto, nós estamos-nos nas tintas para o acordo ortográfico, pois gostamos de sentir, de escutar, de ler e de colocar nas palavras, em todas elas, os ecos, as memórias e as histórias das suas vidas e ancestrais origens. Como é evidente, actualmente os professores ensinam nas escolas a ortografia oficial, essa que decorre do acordo. Assim sendo, é bastante provável que daqui a uns anos sejam muito raros os portugueses que saibam escrever bem. É impossível escrever bem se porventura as palavras escritas não trouxerem consigo histórias, vozes e memórias. Provavelmente, daqui a uns tempos, o mais que se saberá é apenas escre...

Contra a desidratação verbal, arte

Um recente estudo científico revelou que andamos a falar cada vez menos. Pelos vistos, já em 2019, antes ainda da pandemia, andávamos a falar menos quatro mil palavras por dia do que duas décadas antes. O dito estudo indica-nos que nesse período de tempo, passámos de dezasseis mil palavras diárias para cerca de doze mil, o que perfaz um total de menos cento e vinte mil palavras por ano. O autor do estudo é o psicólogo Mathias Mehl da Universidade do Arizona, em co-autoria com a psicóloga Valeria Pfeifer da Universidade do Missouri. Claro que todos ficamos contentes e felizes por certas e determinadas pessoas fecharem a matraca, contudo, o que ambos os investigadores nos asseguram, é que esta descoberta não é efectivamente uma boa notícia. A principal causa apontada para este estado de coisas é o avanço tecnológico que eliminou muitas conversas. Com efeito, basta estarmos num café, numa sala de espera, num jardim, num restaurante ou em qualquer outro lugar, para olharmos à nossa volta e...