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Mensagens

Ai que medo…

Vejamos algumas das mais curiosas fobias que existem, Ablutofobia (Medo de tomar banho), Aicmofobia (Medo de injecções), Aliumfobia (Medo do alho), Amicofobia (Medo de se coçar), Anglofobia (Medo da Inglaterra), Autodisomofobia (Medo de alguém com um cheiro horrível), Hipopotomonstrosesquipedaliofobia (Medo de palavras grandes) e por fim, Fobofobia (Medo de fobias). A lista de fobias oficialmente reconhecidas é enorme, quase parece infinita, facto que nos mostra, que de tudo é possível ter-se medo. A origem da palavra portuguesa fobia vem do grego, idioma em que o termo phobos significa medo. Há milhares de fobias, mas há igualmente um clima de medo que nos rodeia a todos, pois há permanentes ameaças à nossa existência: guerras (incluindo nucleares), alterações climáticas, desastres naturais, ataques terroristas, ofensivas cibernéticos à nossa segurança e privacidade e pandemias globais. Dito isto, o facto é que vivemos com a sensação, de que o fim do mundo está ao virar da esquina. Ma...
Mensagens recentes

Uma cidade sob chuva miudinha

Chove na capital, não com a violência de há uns dias, mas sim e apenas com uma intermitente chuva miudinha. O céu é cinzento e não ameaçadoramente escuro e negro. Sabemos que não cairão grandes bátegas e que o tempo vai estar só assim-assim, neste meio termo. O clima não é quente nem frio, nem efectivamente nada de claramente fixo e definido, é tão-somente incerto. Passeamos por Lisboa e as ruas estão levemente húmidas. Não existem ainda sinais da próxima Primavera, no entanto, o mais rigoroso Inverno, ainda que bem presente e recente, parece ser agora algo do passado. Caminhamos portanto pela cidade, envoltos nesta espécie de meias-tintas climatéricas, em que as tempestades aparentam já lá ir, mas onde, e por enquanto, de momento não se avistam quaisquer flores primaveris. Nessa atmosfera citadina nada se espera, nem grandes descidas de temperatura, nem enormes aumentos da pluviosidade, tal e qual como também não se vislumbra o sol a brilhar e nem sequer breves lampejos de Primavera. ...

Neste carnaval falamos de ginásios, de folia, de vinho e de filosofia

Nós não somos particulares apreciadores nem de desfiles, nem de bailes, nem de máscaras, contudo, somos uns grandes defensores do carnaval.  Com efeito, o nosso apreço pelo entrudo, nada tem que ver com matrafonas, cabeçudos e carros alegóricos, aquilo que verdadeiramente prezamos nessa festividade é o seu carácter artístico, literário, filosófico e, sobretudo, o seu espírito livre. Quem nos lê de maneira nenhuma nos deve confundir com aquelas pessoas, que dizem não gostar nem achar piada alguma ao Carnaval. Tais criaturas são por norma gente virtuosa, bem-composta e séria e muito pouco dadas a brincadeiras, nós somos o oposto. Na verdade, esses são senhores e senhoras, que quase sempre sofrem de um mal cada vez mais expandido, o puritanismo. O puritanismo é o exacto contrário do espírito carnavalesco. Se quisermos definir o puritanismo de forma simples, digamos que ele consiste no temor permanente de que alguém, seja lá quem for e em que lugar seja, se esteja a divertir. Os acomet...

Nadir, ou a alegria num país deprimido

“Aos dezoito dias do mês de dezembro de dois mil e treze, reuniu em sessão ordinária a Assembleia Municipal de Chaves…” , é assim que se inicia a acta número sete do referido ano, que relata o ocorrido nessa reunião. A ordem de trabalhos era extensa, contendo catorze pontos, provavelmente por consequência disso, a acta que desse plenário municipal resultou tem umas meras sessenta e quatro páginas. Entre os catorze pontos a debater, contavam-se assuntos tão prementes como a apresentação de um relatório sobre a situação financeira do município, a celebração de um contrato, uma proposta fiscal e a eleição de membros da dita Assembleia para a representarem em órgãos como o Conselho de Educação ou o Conselho de Comunicação. Em síntese, na cidade flaviense, que fica em Trás-os-Montes, reunem-se os que lá estão, e nisso não são diferentes dos que vivem no Algarve, em Lisboa, no Porto, em Leiria ou em Coimbra, ou seja, na lusitana nação todos adoram reunir-se por longas horas e logo a seguir p...