A forma correcta de se escrever correctamente é corretamente e a forma correcta de se escrever correcta é correta. Palavras antigas como correctamente ou correcta deixaram de existir e foram substituídas por palavras tolas como corretamente e correta. O que isto provocou foi o desfazer da ligação etimológica do português ao latim e a outras línguas europeias. Dito isto, nós estamos-nos nas tintas para o acordo ortográfico, pois gostamos de sentir, de escutar, de ler e de colocar nas palavras, em todas elas, os ecos, as memórias e as histórias das suas vidas e ancestrais origens. Como é evidente, actualmente os professores ensinam nas escolas a ortografia oficial, essa que decorre do acordo. Assim sendo, é bastante provável que daqui a uns anos sejam muito raros os portugueses que saibam escrever bem. É impossível escrever bem se porventura as palavras escritas não trouxerem consigo histórias, vozes e memórias. Provavelmente, daqui a uns tempos, o mais que se saberá é apenas escre...
Um recente estudo científico revelou que andamos a falar cada vez menos. Pelos vistos, já em 2019, antes ainda da pandemia, andávamos a falar menos quatro mil palavras por dia do que duas décadas antes. O dito estudo indica-nos que nesse período de tempo, passámos de dezasseis mil palavras diárias para cerca de doze mil, o que perfaz um total de menos cento e vinte mil palavras por ano. O autor do estudo é o psicólogo Mathias Mehl da Universidade do Arizona, em co-autoria com a psicóloga Valeria Pfeifer da Universidade do Missouri. Claro que todos ficamos contentes e felizes por certas e determinadas pessoas fecharem a matraca, contudo, o que ambos os investigadores nos asseguram, é que esta descoberta não é efectivamente uma boa notícia. A principal causa apontada para este estado de coisas é o avanço tecnológico que eliminou muitas conversas. Com efeito, basta estarmos num café, numa sala de espera, num jardim, num restaurante ou em qualquer outro lugar, para olharmos à nossa volta e...