E aqui vamos nós para o terceiro texto desta nossa série dedicada a Verões desastrosos. Hoje o destino é uma ilha tropical deserta, situada algures no Oceano Pacífico. À partida local mais luxuriante e paradisíaco não poderia haver, todavia, por vezes é precisamente nos mais belos lugares, que tudo corre mesmo muito mal. É isso o que sucede no livro “O Deus das Moscas”, uma obra de 1954, do nobelizado escritor inglês William Golding (1911-1993). A história passa-se no Verão de 1954, quando um grupo de rapazes ingleses que iam de viagem para a Austrália, acaba isolado numa ilha deserta, após um acidente de avião. Sem adultos por perto, a rapaziada tenta organizar-se e criar regras, coisa que se estava mesmo à espera que fizessem, sendo eles civilizados súbitos da Real Coroa Britânica e rapazes que frequentaram os bons colégios da Velha Albion. Numa época já distante, havia em Portugal quem chamasse a Inglaterra não a Velha, mas sim a Pérfida Albion. Sempre houve por cá uma certa quantid...
Vamos então ao segundo texto desta nossa série de Verão, na qual, até ao final de Agosto, falaremos sobre períodos estivais desastrosos, só que não dos reais e sim dos literários. Hoje o texto tem intenções didácticas e pedagógicas, sendo que as áreas disciplinares em que nos vamos centrar é na Educação Sexual e no Português. A história que serve de leitmotiv às nossas intenções educativas, é a fracassada lua-de-mel de um jovem casal, no Verão de 1962, na costa de Dorset em Inglaterra. Do que vos vamos falar é do livro “Na Praia de Chesil”, obra de 2007 do aclamado escritor britânico Ian McEwan. Os principais personagens do livro são Edward Mayhew, historiador, rapaz oriundo da classe média e possuidor de um temperamento por vezes impetuoso, mas também profundamente apaixonado, e Florence Ponting, talentosa violinista, rapariga algo idealista, vinda de uma família da classe alta e muito conservadora. O cenário da narrativa é um hotel isolado junto à Praia de Chesil, onde o casal ...