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Ai, ai, ai…

Decidimos intitular este nosso texto de hoje, “Ai, ai, ai…”. Se porventura alguém nos perguntar porquê, a única resposta decente e sincera que teremos para dar, é a de que não fazemos a menor a ideia. Em qualquer dos casos, nem sequer gostamos particularmente deste título, foi simplesmente uma coisa que nos veio de repente à mente, enfim, nada mais do que isso. Já agora, a fotografia que encima o texto é de Alexandre O’ Neill. Como título, Ai, ai, ai…, nem fica mal de todo, mesmo não sendo particularmente brilhante, porém, ao termos de o citar por escrito, esse mesmo título fica pura e simplesmente horrível. Situação que já sucedeu no primeiro parágrafo deste texto, ou seja, o anterior ao anterior a este, o mesmo é dizer, o do início. Se bem repararam, citámos aí, no dito parágrafo inicial, o título entre aspas, todavia, antes das aspas finais da direita, existem umas extensas reticências e logo de seguida, ainda um derradeiro ponto final. Confirmem lá, como de facto o título ficou mal...
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E neste entretanto, na Índia, há problemas com os exames

Ai que lindo e tranquilo é o nosso Portugal...  Está bem de ver que ultimamente tem havido chatices com os exames de acesso ao ensino superior e não só, todavia, isso para nós é uma ocorrência menor, um mero incómodo, pois o que na verdade nos importa é que haja saúde e o tempo esteja de feição. Por ora há muito barulho nos telejornais e cenas que tais por causa dos exames, mas em breve tudo se dissipará na espuma dos dias e um qualquer outro escarcéu ocupará as notícias e as conversas, depois disso, e como sempre, mal ou bem, cá iremos andando c’o a cabeça entre as orelhas. Veja-se como as coisas são piores na Índia, onde os exames de acesso ao ensino superior são extremamente competitivos e envolvem anualmente cerca de 30 milhões de estudantes, havendo anos lectivos em que esse número atinge os 60 milhões, coisa pouca portanto. Imagine-se se na lusitana nação houvesse milhões a fazer exame, o que tal não seria? Era bem capaz do nosso querido país ir desta para melhor. Os exames m...

Em Londres, Nova Iorque e Toledo é um luxo, em Lisboa é lixo!

  Cristina Iglesias nasceu em 1956 na cidade basca de San Sebastián, em Espanha, sendo uma das escultoras actuais com o maior renome internacional. Durante anos criou labirintos, pavilhões suspensos, treliças e passagens que desafiam a percepção do espectador. Dir-se-ia que essas suas obras são imersivas, não tivesse esse termo ganho uma estranha conotação nos últimos anos, estando agora associado a muitas luzes, a imagens artificiais, a cenas digitais e a outras coisas que tais. Seja como for, as obras de Cristina Iglesias nada têm que ver com isso, são antes espaços místicos, tecidos manualmente e permeados por luzes e sombras, em síntese, tratam-se de labirintos cuja travessia nos lembra coisas muito antigas e nos faz vislumbrar algo de invisível ou de já quase esquecido. Nos últimos anos, Cristina Iglesias tem trabalhado em espaços públicos. Estuda a geologia de um local, para tentar saber que correntes subterrâneas aí existem, que nascentes, covas, e rios escondidos e antigos ...

O nosso onze ideal para a final Espanha versus Argentina

É hoje a final do Mundial de Futebol, e ao contrário do que eventualmente se possa pensar, nós não nos vamos pôr adivinhar quem vai ganhar, nem vamos tão-pouco sugerir quais os jogadores que devem ser titulares, vamos sim dizer quem são as nossas onze figuras favoritas de Espanha e também da Argentina. Em síntese, vamos fazer duas seleções com gente que não dá pontapés no esférico. Como somos Ibéricos estamos por Espanha, que ainda para mais é sítio de que muito gostamos e é já aqui ao lado. Por assim ser, não vamos ser equitativos, pois dedicaremos muito mais tempo aos selecionados espanhóis do que aos argentinos. Com os espanhóis iremos um a um, com calma e tranquilidade, uma vez que são os nossos preferidos, com os argentinos despachamos o avio todo de uma penada. Vamos lá então ao nosso onze ideal do país vizinho.  O primeiro selecionado é Miguel Cervantes (1547–1616), o autor do imortal “Dom Quixote”. Não vamos hoje alongarmo-nos sobre os méritos de Cervantes e acerca da extre...