O futuro será pior. Pior para o ambiente, pior para a saúde física, pior para a saúde mental, pior para as instituições democráticas, pior para a educação, pior para os serviços públicos e também pior para a paz. Em resumo, aqui temos o mantra do medo contemporâneo. Há uma crónica do escritor brasileiro Luís Fernando Veríssimo, que nos conta a história de um condomínio fechado, que era bastante apreciado pela sua segurança. Tinha belas casas, jardim, playground e piscina, mas acima de tudo era seguro, pois todo ele estava rodeado por um alto muro. Em síntese, no seu interior ninguém sentia medo. No entanto, ocorreram uns quantos assaltos. Os proprietários decidiram colocar torres com seguranças ao longo do alto muro e as inspeções tornaram-se mais rigorosas no portão de entrada, todavia, os assaltos continuaram. Decidiram electrificar os muros. Houve discordâncias, mas no fim todos acabaram por aceitar, pois o mais importante era a segurança. Os assaltos continuaram. Grades nas ja...
Vejamos algumas das mais curiosas fobias que existem, Ablutofobia (Medo de tomar banho), Aicmofobia (Medo de injecções), Aliumfobia (Medo do alho), Amicofobia (Medo de se coçar), Anglofobia (Medo da Inglaterra), Autodisomofobia (Medo de alguém com um cheiro horrível), Hipopotomonstrosesquipedaliofobia (Medo de palavras grandes) e por fim, Fobofobia (Medo de fobias). A lista de fobias oficialmente reconhecidas é enorme, quase parece infinita, facto que nos mostra, que de tudo é possível ter-se medo. A origem da palavra portuguesa fobia vem do grego, idioma em que o termo phobos significa medo. Há milhares de fobias, mas há igualmente um clima de medo que nos rodeia a todos, pois há permanentes ameaças à nossa existência: guerras (incluindo nucleares), alterações climáticas, desastres naturais, ataques terroristas, ofensivas cibernéticos à nossa segurança e privacidade e pandemias globais. Dito isto, o facto é que vivemos com a sensação, de que o fim do mundo está ao virar da esquina. Ma...