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Mensagens

Em Londres, Nova Iorque e Toledo é um luxo, em Lisboa é lixo!

  Cristina Iglesias nasceu em 1956 na cidade basca de San Sebastián, em Espanha, sendo uma das escultoras actuais com o maior renome internacional. Durante anos criou labirintos, pavilhões suspensos, treliças e passagens que desafiam a percepção do espectador. Dir-se-ia que essas suas obras são imersivas, não tivesse esse termo ganho uma estranha conotação nos últimos anos, estando agora associado a muitas luzes, a imagens artificiais, a cenas digitais e a outras coisas que tais. Seja como for, as obras de Cristina Iglesias nada têm que ver com isso, são antes espaços místicos, tecidos manualmente e permeados por luzes e sombras, em síntese, tratam-se de labirintos cuja travessia nos lembra coisas muito antigas e nos faz vislumbrar algo de invisível ou de já quase esquecido. Nos últimos anos, Cristina Iglesias tem trabalhado em espaços públicos. Estuda a geologia de um local, para tentar saber que correntes subterrâneas aí existem, que nascentes, covas, e rios escondidos e antigos ...
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O nosso onze ideal para a final Espanha versus Argentina

É hoje a final do Mundial de Futebol, e ao contrário do que eventualmente se possa pensar, nós não nos vamos pôr adivinhar quem vai ganhar, nem vamos tão-pouco sugerir quais os jogadores que devem ser titulares, vamos sim dizer quem são as nossas onze figuras favoritas de Espanha e também da Argentina. Em síntese, vamos fazer duas seleções com gente que não dá pontapés no esférico. Como somos Ibéricos estamos por Espanha, que ainda para mais é sítio de que muito gostamos e é já aqui ao lado. Por assim ser, não vamos ser equitativos, pois dedicaremos muito mais tempo aos selecionados espanhóis do que aos argentinos. Com os espanhóis iremos um a um, com calma e tranquilidade, uma vez que são os nossos preferidos, com os argentinos despachamos o avio todo de uma penada. Vamos lá então ao nosso onze ideal do país vizinho.  O primeiro selecionado é Miguel Cervantes (1547–1616), o autor do imortal “Dom Quixote”. Não vamos hoje alongarmo-nos sobre os méritos de Cervantes e acerca da extre...

Não vamos à bola com o Nolan, mas vamos com o Homero

E lá temos novamente em 2026 um filme, que nos conta as aventuras e desventuras de Ulisses, o principal protagonista da Odisseia.  É uma experiência física e emocionalmente dolorosa, assistir ao trailer da fita. Com efeito, nada daquilo que nos é apresentado parece ter minimamente a ver com o livro escrito por Homero, tudo aparenta ser um mero espectáculo, cujo único objectivo é encher o olho a quem o vê. Christopher Nolan é conhecido por realizar películas de ficção científica e por ter dirigido várias fitas da série de Batman, sendo que desta vez se atirou à Odisseia, a épica história de Homero escrita já há uns quantos milénios. Foi pena, podia ter continuado pelo Batman, que para isso até tem jeitinho. É claro que nós não iremos ver esta nova versão cinematográfica da Odisseia, pois basta-nos olhar para o trailer, e imediatamente sabemos que o Ulisses de Christopher Nolan é uma espécie de super-herói, coisa que, o personagem original de Homero certamente não era. Na imagem mais...