Em virtude das muitas séries televisivas e dos filmes que vimos, temos uma imagem das zonas periféricas de Nova Iorque, como sendo locais degradados, dominados por gangues e onde reina a criminalidade. É uma imagem estereotipada. A um português será difícil imaginar que bairros ou localidades à saída de Lisboa ou já bem para lá das portas da cidade, possuam instituições culturais ou museus de prestígio internacional ou até só mesmo nacional. Com efeito, quem pensa em Chelas, Sacavém, Cacém, Amadora, Arrentela ou em outros lugares dos arredores da capital, jamais lhe ocorrerá a ideia, de que em tais locais possam existir museus e sítios dedicados à alta cultura. Quem em Portugal pensa em Nova Iorque, normalmente pensa em Manhattan. Sim, é aí, no centro da cidade, que estão os melhores hotéis e restaurantes, as lojas da moda, bem como os cinemas e os teatros, e ainda importantes e imponentes museus de arte, como o Metropolitan, o Guggenheim ou o MoMa, só para citar alguns dos principais....
Por cá, pela nossa amada pátria, são raros os que percebem um pouco que seja, do que é a América. Em boa verdade, o estranho seria que muitos percebessem a destemida América, uma vez que, em termos genéricos, a nação lusitana não é propriamente uma terra de gente audaz e intrépida. Não é que os portugueses não saibam enfrentar corajosamente as dificuldades com que se deparam, contudo, só em incomuns momentos são aventureiros ou pioneiros, inovam e arriscam, o mais das vezes é mais “cautelas e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém”, “o seguro morreu de velho” e “gato escaldado da água fria tem medo”. Por assim ser, é perfeitamente natural que por cá não se compreenda a ousada América, esse lugar onde ser-se afoito, atrevido e arrojado, são características que se cultivam na rapaziada desde a mais tenra idade. Sim, por cá, pela nossa amada pátria, são muitos os que olham para a América e só conseguem ver clichês e estereótipos. É por isso que depois dizem e repetem lugares c...