Uma memória fotográfica é a suposta capacidade de recordar imagens, textos, rostos ou acontecimentos com alta precisão e grande riqueza de detalhes. Sheila morreu subitamente aos 42 anos de idade de um aneurisma cerebral. A sua filha, Rachel, tinha à data apenas dezoito meses. Tudo isso sucedeu no já distante ano de 1979. Rachel disse depois, já em adulta, que da sua mãe tinha tão-somente uma vaga ideia e uma imprecisa imagem baseada nas histórias que o seu pai lhe ia contando. Abaixo uma foto de Sheila, a mãe, com Rachel, a filha. Sheila era jornalista e fotógrafa. Rachel cresceu e tornou-se também ela própria fotógrafa. No entanto, ansiava por saber mais acerca da mãe que nunca conheceu. A mãe havia deixado abandonado muito trabalho, mas foi apenas perto dos seus 30 anos de idade, que Rachel descobriu a imensa extensão do acervo deixado por Sheila: cerca de 300 mil fotografias, centenas de páginas de anotações em diários e mais de cinquenta horas de gravações com entrevistas a grande...
Usamos hoje como título para este texto, o título usado pelo jornal espanhol El Pais numa reportagem publicada há uns tempos, na qual se constatava que algo se passava na BD portuguesa. Escusado será dizer, que por cá, e de modo oposto ao que se passa no país vizinho, ninguém liga muito à nossa BD, ainda assim, o anterior Presidente da República, o Professor Marcelo Rebelo de Sousa, disse há cerca do ano o seguinte: “Criadores portugueses de BD são do melhor do mundo .” É certo que o Marcelo afirmava com frequência que os portugueses eram os melhores do mundo nisto, naquilo e naqueloutro, no entanto, é significativo que não se tenha esquecido da Banda Desenhada. Mas dito isto, a verdade é que poucos em Portugal ligam à BD, pois genericamente, para os nossos compatriotas, histórias aos quadradinhos é considerado como sendo uma coisa própria para crianças e jovens, e não para gente crescida e madura. Por cá, só se liga à “boa” literatura para adultos, dessa que vende muito, ou seja, a es...