Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

O quê professor…e também romancista, poeta e artista?

Em tempos houve um ilustre docente, cujo nome era Mário Dionísio, e que escreveu um livro intitulado “O quê professor”. O dito livro contém vinte e dois textos sobre o ensino, sendo que o seu autor detestava o facilitismo, sendo por isso que escreveu coisas como a seguinte: “…esta preocupação com os exames liga-se a tudo quanto se queira menos a qualquer coisa de muito importante. E é na verdade estranho como tanta gente se preocupa com o gravíssimo problema dos exames sem se preocupar absolutamente nada com o que os nossos estudantes – o futuro do país – aprendem ou não aprendem, com a preparação que adquirem ou deveriam adquirir, outra maneira de dizer: com o que lhes ensinam, ou não.” Há que dizer, que Mário Dionísio não era apenas professor, era também romancista, poeta e artista. Aqui o vemos abaixo, enquanto escreve. Há romancistas, poetas e artistas, que logo desde pequeninos se vê o seu destino. É gente que já na mocidade é dada a suspiros, a devaneios oníricos, a altas div...
Mensagens recentes

Que difícil é ser crescido…

Há muito entre a actual gente jovem, quem tenha questões existenciais e se consuma em dúvidas sobre quem é, para onde vai e o que o futuro lhe reserva. Pode ser impressão nossa, mas cremos que dantes, a juventude de outrora não vivia tão cheia de angústias. Agora há muito quem se disponibilize para ajudar a juventude a andar para frente de peito erguido e cabelos soltos ao vento. Ele existem psicólogos, psiquiatras, terapeutas, gente que faz “coaching” e “influencers”, todos com inúmeras ajudas e conselhos para a rapaziada arribar. Por assim ser, nós, os deste blog, também vamos seguir esse caminho e tentar ser um farol para a mocidade. No distante tempo em que éramos jovens, só havia um canal televisivo, a RTP, sendo que, com muita frequência víamos na TV filmes, muitos deles autênticos clássicos da sétima arte.  Hoje em dia, os programadores da RTP têm uma outra noção sobre o que é um serviço público de televisão, por tal razão, o canal transmite abundantemente concursos como o P...

Que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure

E se as sombras não fossem sombrias e nelas houvesse luz. Uma certa luz que desse a ver o que de invisível e essencial há nos objectos, nos corpos e em nós. Uma luz que só se mostrasse através das sombras, e que nesse mostrar-se revelasse também o que de infinito há em cada instante vivido e em tudo o que existe. E se mais do que isso, se com simples linhas e leves contornos, alguém desenhasse essas sombras e assim revelasse o reverso de tudo o que é ou foi vivido, de tudo o que existe ou existiu. Que revelasse portanto, o avesso que ultrapassa e se expande para lá dos limites temporais e físicos das coisas, das gentes e dos instantes. Em resumo, e se essas tais sombras desenhadas, fossem afinal um sinal do que de infinito há em tudo. Na verdade, uma sombra é sempre algo que se desprende e assim excede as fronteiras físicas de um corpo ou objecto, mas uma vez fixa e desenhada, ela acaba também por perdurar e desse modo extrapolar os seus limites temporais. “Caminhávamos de cabeça baixa...

O kitsch português

Ontem escrevemos sobre sombras, que são as mais discretas, leves e gentis presenças. Hoje falaremos sobre coisas kitsch, que de modo oposto, são presenças arrogantes, pedantes e emproadas. Acima fica o galo de Barcelos de Joana Vasconcelos, já a seguir, abaixo, para quem quiser ler o que escrevemos ontem, aqui fica o link:   https://ifperfilxxi.blogspot.com/2026/04/reaprender-o-saber-das-sombras-voltar.html O kitsch é frequentemente associado ao "mau gosto" , ou seja, ao gosto não educado. Muito embora o mau gosto e o kitsch não sejam exactamente a mesma coisa, são ainda assim fenómenos afins. O Kitsch é intencional, refere-se a objetos produzidos em massa que imitam estilos elevados ou clássicos de forma simplificada, exagerada e sentimental. Um traço central do kitsch é a pretensão. Ele tenta oferecer uma "beleza instantânea" que permita ao espectador ou consumidor sentir que tem acesso a algo de erudito sem o esforço mental que a arte e o belo exigem. ...