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Mensagens

Uma balada desde a velha à nova Lisboa

Lá para a zona leste de Lisboa, logo ali a seguir a Santa Apolónia, há lugares antigos da cidade que poucos conhecem ou sabem sequer que existem. Entre esses, destaca-se o edifício da Estação Elevatória dos Barbadinhos, hoje em dia Museu da Água.   A primeira coisa que certamente causará uma certa estranheza, é o facto da estação elevatória se chamar “dos Barbadinhos”, nome idêntico ao de uma íngreme calçada ali próxima, que desce lá do alto da Graça até praticamente à beira Tejo.   O nome barbadinhos tem a ver com uns frades italianos que por ali assentaram arraiais no século XVIII e com o convento que por esses lugares existia, no qual estiveram recolhidos esses monges de longas barbas, que o povo lisboeta de então apelidou de barbadinhos.   Por consequência de tudo isso, tal designação apegou-se a esses sítios até aos dias de hoje. A Estação Elevatória dos Barbadinhos foi durante o século XIX e o início do XX, o local onde se efectuava a distribuiçã...
Mensagens recentes

Fotografias há muitas, mas só poucas são arte

Fazem-se actualmente mais fotografias num só dia, do que no século XIX inteiro e em várias décadas do século XX combinadas, e isto já para não referir épocas anteriores. A verdade é que nunca houve tantas fotografias, calcula-se que sejam tiradas entre 5 a 6 mil milhões de fotografias por dia, o mesmo é dizer, cerca de 60.000 fotos por segundo em todo o mundo. Somos diariamente confrontados com essa avalanche de imagens fotográficas, umas chegar-nos-ão por razões pessoais, outras por motivos profissionais e as demais terão objectivos publicitários, informativos ou de mero entretenimento. Muito mais raro é vermos imagens fotográficas por razões estéticas ou artísticas. Sim, embora haja muito quem o faça, ainda assim não é a coisa mais comum deste mundo, olharmos para fotos como sendo estas obras de arte. Uma obra de arte, ao contrário dos milhões de imagens que se produzem todos os dias, requer tempo para que a contemplemos, ou seja, uma boa fotografia artística não é para ser vista no ...

Insólitas metamorfoses, pessoas extraordinárias, invulgares invenções e um “twist” no fim

Hoje vamos contar-vos histórias de pessoas extraordinárias e de fantásticos acontecimentos e inventos. Falaremos aqui de gente e de eventos tão fenomenais, que parecem ser inacreditáveis. Estranhamente tudo isso foi esquecido ao longo do tempo e actualmente ninguém se recorda desses prodigiosos indivíduos e dessas sensacionais ocorrências, que agora vamos lembrar e evocar. Se procurarmos o seu nome numa enciclopédia ou na internet, não o iremos encontrar, é como se Jean-Luc Marcel (1902–1968) nunca tivesse sequer existido. É um imenso mistério, a forma como quer a sua obra, quer até o próprio nome deste escritor, não se descobrem em lugar algum. Jean-Luc Marcel foi um poeta, contista e ensaísta francês. Consideravam-no uma das vozes mais viscerais e independentes do movimento surrealista parisiense. Tinha um temperamento errático e celebrizou-se pela publicação de um livro de contos intitulado "O Manifesto da Carne Insubmissa" (1929), obra em que contava histórias de órgãos d...

Manual para identificar raparigas atiradiças na vida real e na História da Arte

É com preocupação que temos constatado, que nos últimos largos anos, as raparigas obtém muito melhores notas de que os rapazes, em todos os níveis de ensino. Por consequência disto, e como conhecimento é poder, chegados ao fim da juventude e ao início da idade adulta, são muitos os rapazes que não possuem ferramentas cognitivas para lidar com as moças, que fazem deles o querem, sobretudo se forem atiradiças. Sendo este blog pedagógico e didáctico, hoje vamos deixar-vos um guia prático e científico, mas também histórico, cultural e artístico, sobre como a rapaziada pode identificar raparigas atiradiças. De facto, sendo os rapazes ligeiramente distraídos, correm o risco real de um momento para o outro já estarem de casamento marcado, com um cão e com um crédito à habitação aprovado, sem sequer terem percebido como tudo isso aconteceu. É nossa intenção alertar a juventude masculina para tais perigos, e por isso aqui deixamos este guia prático, científico, histórico, cultural e artístico a...

Tudo é vaidade neste nosso tempo neo-barroco

Quem porventura creia que a cultura da ostentação, da desgraça e do exagero começou com as chamados redes sociais, fica a saber que já no século XVII nada excitava tanto as gentes como um bom, aparatoso e grandioso drama. Nesse tempo, quem não estivesse a chorar copiosamente ou a desmaiar de descomedida emoção, não ardesse de angústia ou não ostentasse uma imensa desesperança existencial, estava pura e simplesmente condenado a que ninguém lhe ligasse nenhuma, a que o olhassem com distância, frieza e indiferença. O século XVII foi pois o auge do grandioso estilo barroco, esse movimento artístico, político e religioso configurado pelo exagero, pela ostentação, por bruscos e dramáticos contrastes e pela busca incessante por chocar, emocionar e impressionar o público. Na verdade, o estilo Barroco nasceu como um dispositivo comunicacional, ou seja, como uma ferramenta artística da igreja católica para impressionar e reconquistar os fiéis perdidos para o protestantismo, através da sumptuosid...