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Mensagens

Anthímio, vem cá abaixo ver isto

As apostas sobre o regresso de Jesus Cristo à Terra têm vindo a ganhar crescente destaque nas plataformas online. Quem aposta no “Sim”, ou seja, que o Nosso Senhor regressa ainda em 2026, poderá ter lucros superiores a 5700% se tal evento acontecer, quem aposta no “Não”, e caso Jesus efectivamente não volte, terá lucros pequenos, mas provavelmente mais seguros, de cerca de 5,5%. Esta aposta sobre Cristo movimenta 3,3 milhões de dólares por ano, sendo que, nos últimos dias, a probabilidade atribuída ao regresso de Jesus em 2026 duplicou subitamente, subindo para 4%. “A Entrada de Cristo em Bruxelas em 1889” é o título de uma monumental pintura do artista belga James Ensor. A obra data de 1888 e à época causou um grande escândalo. A pintura mostra-nos Jesus Cristo a entrar na cidade de Bruxelas montado num burro, mas completamente perdido e ignorado no meio de um desfile de Carnaval caótico, grotesco e ruidoso. A multidão em redor de Cristo é composta por máscaras disformes, palhaços, es...
Mensagens recentes

Lugares que não têm absolutamente nada de especial

Andamos obcecados por sítios extraordinários. Viajamos para ver monumentos, subimos a altas montanhas, percorremos lindas cidades e queremos contemplar os mais vastos desertos, todavia, há uma beleza silenciosa mesmo à nossa volta, em lugares que não têm absolutamente nada de especial. O que torna estes lugares belos é, paradoxalmente, o facto de não quererem ser especiais. São sítios que não pedem a nossa atenção. Estão apenas ali para a vida do dia a dia acontecer. Uma passagem pedonal subterrânea é, por definição, um lugar de transição, sem nada de especial. Ninguém vai para lá, apenas se passa por lá. Abaixo temos uma foto de uma dessas passagens, esta fica em Belém em Lisboa, e permite que se passe por debaixo da linha férrea, que separa o espaço junto ao Tejo, da praça ajardinada que está do outro lado. Há uma estranha quietude neste tipo de túneis pedonais, em que a claridade do dia desce as escadas e entra por eles adentro, no entanto, a penumbra também lá tem o seu lugar. Este...

Ai os homens…

Acima vemos uma gigantesca escultura do artista australiano Ron Mueck, a peça tem cerca de cinco metros de altura e retrata um rapaz agachado. Apesar do seu colossal tamanho, a figura masculina transmite uma profunda sensação de vulnerabilidade, medo e recolhimento. Aqui há uns poucos meses, o semanário Expresso publicou uma notícia cujo primeiro parágrafo era o seguinte: “O ministro da Educação não quer, para já, pronunciar-se sobre o alarme lançado este fim de semana por diretores de escolas, professores e associações de pais. Em causa está o aumento do discurso de ódio dentro dos estabelecimentos de ensino, em particular contra as raparigas.” Ao dia de ontem, o jornal Público publicou uma notícia com este título: “A manosfera deve ser tratada como um problema de saúde pública, dizem investigadores”. Ainda bem, recentemente, nós, os que aqui escrevemos, não fazíamos a mais leve ideia de que coisa fosse a manosfera, por acreditarmos que haja muito boa gente que também desconheça tal t...

Alunos e certos professores do Liceu Camões e da Escola António Arroio, armaram-se em românticos

Primeiro uma declaração: nós não somos negacionistas ambientais, bem pelo contrário.  Dito isto, na passada sexta-feira, os estudantes do antigo Liceu Camões e da Escola António Arroio em Lisboa fecharam os ditos estabelecimentos de ensino, para se manifestarem a favor do fim dos fósseis até 2030, ou seja, até daqui a três anos e uns meses. Pelas imagens vistas na Tv’s e nos jornais parece que foi muito giro e que os estudantes se divertiram bastante. Dançaram, cantaram, saltaram e gritaram, em síntese, foi um dia em cheio. É certo que se não se usassem fósseis, a poluição atmosférica urbana baixaria drasticamente, reduzindo de imediato as taxas de asma, de doenças cardiovasculares e de cancros associados ao uso e à queima desses combustíveis. É igualmente certo, que a longo prazo, e para conter o aquecimento global e travar a escalada de eventos climáticos extremos, a humanidade terá de ir fazendo uma transição para outros tipos de energia, que não a fóssil, mas dito isto, tudo o ...