Ai que lindo e tranquilo é o nosso Portugal... Está bem de ver que ultimamente tem havido chatices com os exames de acesso ao ensino superior e não só, todavia, isso para nós é uma ocorrência menor, um mero incómodo, pois o que na verdade nos importa é que haja saúde e o tempo esteja de feição. Por ora há muito barulho nos telejornais e cenas que tais por causa dos exames, mas em breve tudo se dissipará na espuma dos dias e um qualquer outro escarcéu ocupará as notícias e as conversas, depois disso, e como sempre, mal ou bem, cá iremos andando c’o a cabeça entre as orelhas. Veja-se como as coisas são piores na Índia, onde os exames de acesso ao ensino superior são extremamente competitivos e envolvem anualmente cerca de 30 milhões de estudantes, havendo anos lectivos em que esse número atinge os 60 milhões, coisa pouca portanto. Imagine-se se na lusitana nação houvesse milhões a fazer exame, o que tal não seria? Era bem capaz do nosso querido país ir desta para melhor. Os exames m...
Cristina Iglesias nasceu em 1956 na cidade basca de San Sebastián, em Espanha, sendo uma das escultoras actuais com o maior renome internacional. Durante anos criou labirintos, pavilhões suspensos, treliças e passagens que desafiam a percepção do espectador. Dir-se-ia que essas suas obras são imersivas, não tivesse esse termo ganho uma estranha conotação nos últimos anos, estando agora associado a muitas luzes, a imagens artificiais, a cenas digitais e a outras coisas que tais. Seja como for, as obras de Cristina Iglesias nada têm que ver com isso, são antes espaços místicos, tecidos manualmente e permeados por luzes e sombras, em síntese, tratam-se de labirintos cuja travessia nos lembra coisas muito antigas e nos faz vislumbrar algo de invisível ou de já quase esquecido. Nos últimos anos, Cristina Iglesias tem trabalhado em espaços públicos. Estuda a geologia de um local, para tentar saber que correntes subterrâneas aí existem, que nascentes, covas, e rios escondidos e antigos ...