Há muito entre a actual gente jovem, quem tenha questões existenciais e se consuma em dúvidas sobre quem é, para onde vai e o que o futuro lhe reserva. Pode ser impressão nossa, mas cremos que dantes, a juventude de outrora não vivia tão cheia de angústias. Agora há muito quem se disponibilize para ajudar a juventude a andar para frente de peito erguido e cabelos soltos ao vento. Ele existem psicólogos, psiquiatras, terapeutas, gente que faz “coaching” e “influencers”, todos com inúmeras ajudas e conselhos para a rapaziada arribar. Por assim ser, nós, os deste blog, também vamos seguir esse caminho e tentar ser um farol para a mocidade. No distante tempo em que éramos jovens, só havia um canal televisivo, a RTP, sendo que, com muita frequência víamos na TV filmes, muitos deles autênticos clássicos da sétima arte. Hoje em dia, os programadores da RTP têm uma outra noção sobre o que é um serviço público de televisão, por tal razão, o canal transmite abundantemente concursos como o P...
E se as sombras não fossem sombrias e nelas houvesse luz. Uma certa luz que desse a ver o que de invisível e essencial há nos objectos, nos corpos e em nós. Uma luz que só se mostrasse através das sombras, e que nesse mostrar-se revelasse também o que de infinito há em cada instante vivido e em tudo o que existe. E se mais do que isso, se com simples linhas e leves contornos, alguém desenhasse essas sombras e assim revelasse o reverso de tudo o que é ou foi vivido, de tudo o que existe ou existiu. Que revelasse portanto, o avesso que ultrapassa e se expande para lá dos limites temporais e físicos das coisas, das gentes e dos instantes. Em resumo, e se essas tais sombras desenhadas, fossem afinal um sinal do que de infinito há em tudo. Na verdade, uma sombra é sempre algo que se desprende e assim excede as fronteiras físicas de um corpo ou objecto, mas uma vez fixa e desenhada, ela acaba também por perdurar e desse modo extrapolar os seus limites temporais. “Caminhávamos de cabeça baixa...