Que discos levaríamos para uma ilha deserta? Esta é uma questão que lateralmente atravessará todo este texto. Todavia, não lhe vamos dedicar nem mais uma palavra, quanto mais uma frase. Vamos sim falar de música. Surgiu por inícios da década de 60 do século XX e durou até meados dos anos 80, um programa na rádio que se chamava “Quando o telefone toca”. O conceito era simples, os ouvintes telefonavam, diziam o seu nome, pediam um disco e por vezes dedicavam-no a alguém. O disco pedido tocava, vinha um outro telefonema, outro disco pedido tocava, e assim sucessivamente. Quem telefonava eram gentes das mais diversas idades, terras e classes sociais, e assim sendo, tanto podia tocar o último sucesso em voga como um fado muito antigo. Não havia qualquer critério ou seleção musical, excepto o que era consequência das escolhas dos ouvintes. O programa era patrocinado por uma marca ou estabelecimento comercial, e havia uma frase publicitária simples a decorar e ...
Como na canção de Ella Fitzgerald, nos Guiões de Aprendizagem que por aqui vamos publicando, queremos ser multidisciplinares, interdisciplinares e transdisciplinares. Mas também falamos de pássaros, de abelhas e até de pulgas. Viajamos desde a vizinha Espanha à longínqua Lituânia. Desde a gélida Finlândia até à ardente Argentina. Let's do it!