Cá prosseguimos com esta nossa série estival dedicada a Verões desastrosos. Neste décimo texto, o tema centra-se no romance de Lídia Jorge, “O Vento Assobiando nas Gruas”, obra publicada em 2002, cuja ação decorre no sotavento algarvio, em finais da década de 90 do século XX. Lídia Jorge nasceu em 1946, em Boliqueime, no concelho de Loulé. Cresceu num Algarve antigo e profundo, esse que existia antes da explosão do turismo de massas. No entanto, em “O Vento Assobiando nas Gruas”, é do Algarve contemporâneo que ela nos fala, uma região fortemente marcada pelo excesso de construção civil e pela consequente transformação da sua paisagem original. É em Loulé, perto donde Lídia Jorge nasceu e cresceu, que encontramos a Biblioteca Municipal Sophia de Mello Breyner Andresen. Foi bem nomeada a biblioteca, pois apesar de Sophia ter nascido no Porto e vivido a maior parte da sua vida na Graça em Lisboa, a poeta homenageou em muitos dos seus poemas um Algarve de lenda. Para Sophia, o Algarve era ...
Como na canção de Ella Fitzgerald, nos Guiões de Aprendizagem que por aqui vamos publicando, queremos ser multidisciplinares, interdisciplinares e transdisciplinares. Mas também falamos de pássaros, de abelhas e até de pulgas. Viajamos desde a vizinha Espanha à longínqua Lituânia. Desde a gélida Finlândia até à ardente Argentina. Let's do it!