Nós conhecemos o Professor António Castro Caeiro quando ele era ainda um rapaz novo, estávamos lá quando ele deu a sua primeira lição na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Depois disso tivemos umas quantas breves conversas, quando por mero acaso nos encontrávamos à noite à porta de certos lugares de um Bairro Alto que já não existe. Tudo isso foi há muito tempo. A noite de outrora era um local onde sucediam coisas espantosas, a noite de agora é um sítio para se dormir e se descansar, pois no dia seguinte há que ir trabalhar. Em boa verdade, também isso é espantoso, pois dá-nos a ver como o tempo passou num ápice e o outrora como por magia se transformou no agora. O que no Professor António Castro Caeiro vislumbrámos logo nesse primeiro dia em que o vimos, foi o seu intenso entusiasmo pela filosofia e a sua imensa crença no pensamento. Pela frente não tínhamos portanto um docente que vinha dar a matéria, mas sim alguém num estado de espanto contagian...
Como na canção de Ella Fitzgerald, nos Guiões de Aprendizagem que por aqui vamos publicando, queremos ser multidisciplinares, interdisciplinares e transdisciplinares. Mas também falamos de pássaros, de abelhas e até de pulgas. Viajamos desde a vizinha Espanha à longínqua Lituânia. Desde a gélida Finlândia até à ardente Argentina. Let's do it!