Na imagem acima vemos uma pintura do vienense Gustav Klimt, “O hino à alegria”. Era uma vez uma cidade vibrante como nenhuma outra, onde se podia ir ao café para pôr a conversa em dia, e tanto se falava do orgasmo feminino como de fissão nuclear, e tanto se trocavam umas ideias sobre psicanálise como acerca de arte e arquitetura moderna. Essa cidade era Viena entre finais do século XIX e inícios do XX. Hoje a cidade é apenas a pacata capital da Áustria, mas houve um tempo em que foi o centro do mundo. O que distinguia a Viena desse tempo de outras grandes capitais europeias, era o facto de a sua população ser em grande parte constituída por imigrantes originários das mais remotas partes do Império Austro-Húngaro. Pelas suas ruas havia húngaros, checos, eslovacos, sérvios, croatas, eslovénios e também judeus. Em termos numéricos calcula-se que nessa época vivessem em Viena 400 000 checos, 140 000 húngaros, 100 000 ucranianos e 175 000 judeus vindos dos mais diversos países, mas so...
Como na canção de Ella Fitzgerald, nos Guiões de Aprendizagem que por aqui vamos publicando, queremos ser multidisciplinares, interdisciplinares e transdisciplinares. Mas também falamos de pássaros, de abelhas e até de pulgas. Viajamos desde a vizinha Espanha à longínqua Lituânia. Desde a gélida Finlândia até à ardente Argentina. Let's do it!