Terminámos o nosso texto de ontem com uma questão, a saber, o que sentimos diante de um mundo crescentemente padronizado. Uma coisa são os padrões geométricos que nos acompanham desde o início dos tempos, e que existiram em todas as culturas e civilizações. Os padrões geométricos sempre estiveram associados a significados espirituais e a repetição não era um fim em si mesmo, mas sim uma espécie de caminho místico para um centro, para algo de invisível, de superior e transcendente. Coisa diferente é a repetição “ad nauseam” de uma qualquer forma, sem que isso pareça ter qualquer significado, e não seja caminho para sítio nenhum. Neste caso estaremos já a falar de uma forma padronizada, que nada de místico tem. Na imagem abaixo vemos padrões oriundos de diversas culturas e épocas. Em todos eles podemos ver formas geométricas que se movem, se transformam, que ganham vida e ritmo. Cada um destes padrões estava associado à revelação de uma qualquer verdade espiritual ou constituía uma image...
Como na canção de Ella Fitzgerald, nos Guiões de Aprendizagem que por aqui vamos publicando, queremos ser multidisciplinares, interdisciplinares e transdisciplinares. Mas também falamos de pássaros, de abelhas e até de pulgas. Viajamos desde a vizinha Espanha à longínqua Lituânia. Desde a gélida Finlândia até à ardente Argentina. Let's do it!