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Que difícil é ser crescido…


Há muito entre a actual gente jovem, quem tenha questões existenciais e se consuma em dúvidas sobre quem é, para onde vai e o que o futuro lhe reserva. Pode ser impressão nossa, mas cremos que dantes, a juventude de outrora não vivia tão cheia de angústias.

Agora há muito quem se disponibilize para ajudar a juventude a andar para frente de peito erguido e cabelos soltos ao vento. Ele existem psicólogos, psiquiatras, terapeutas, gente que faz “coaching” e “influencers”, todos com inúmeras ajudas e conselhos para a rapaziada arribar. Por assim ser, nós, os deste blog, também vamos seguir esse caminho e tentar ser um farol para a mocidade.

No distante tempo em que éramos jovens, só havia um canal televisivo, a RTP, sendo que, com muita frequência víamos na TV filmes, muitos deles autênticos clássicos da sétima arte. 

Hoje em dia, os programadores da RTP têm uma outra noção sobre o que é um serviço público de televisão, por tal razão, o canal transmite abundantemente concursos como o Preço Certo e outros em que jovens talentos vão exibir os seus dotes. Clássicos do cinema na RTP, actualmente é coisa rara, e quando tal sucede, só os passam de madrugada. 

Quando nós éramos jovens víamos esses filmes na RTP e por os vermos, aprendíamos muito sobre a vida, sendo que por consequência disso, não andávamos tão angustiados com a nossa existência e, salvo raras excepções, não nos consumíamos tantos com dúvidas e angústias existenciais.

Veja-se por exemplo, uma grelha da programação da RTP de 1992. Assim só de olhar, vemos logo três grandes clássicos da sétima arte, “Apocalipse Now”, “Passagem para a Índia” e “Um Peixe chamado Vanda”.


Sim os filmes, os bons, os clássicos, ensinaram-nos muito sobre a vida e a existência, ensinaram-nos tanto, que ficámos preparados para viver e jamais necessitámos do auxílio e dos conselhos de psicólogos, psiquiatras, terapeutas, gente que faz “coaching” e “influencers”. 

Estando neste momento a decorrer a Festa do Cinema Italiano por todo este nosso Portugal, vamos aproveitar a ocasião para propor-vos cinco clássicos da cinematografia transalpina. Vendo estas cinco películas, fica-se certamente melhor preparado para a vida, do que ouvindo muitos dos conselhos que por aí se vão dando.


O primeiro desses clássicos é “A ultrapassagem”, filme de Dino Risi, de 1962. Um homem de meia idade encanta um jovem estudante com a sua pose exuberante, despreocupada e alegre. O jovem é um rapaz tímido interpretado por Jean-Louis Trintignant, enquanto o quarentão que o convida a viajar por Itália no seu carro desportivo é protagonizado por Vittorio Gassman.


O personagem de Vittorio Gassmam procura dissimular o seu fracasso na vida numa louca viagem sem verdadeiro rumo, ao longo da qual o jovem interpretado por Jean-Louis Trintignant se vai transformando na sua réplica. 

Ao longo de dias erram pelas estradas e visitam as respectivas famílias. Todavia, o fascínio do jovem pelo homem maduro vai-se dissipando à medida que vai percebendo como o segundo é um ser vazio, falso, superficial e infeliz. Uma ultrapassagem mal calculada põe fim à viagem de forma trágica.

O filme capta a euforia e a aceleração desenfreada da Itália dos anos 60, época que ficou conhecida como “O milagre económico”. A "ultrapassagem" representa a pressa de uma sociedade que tão-somente queria divertir-se, ir à praia, viajar, dançar em “night-clubs”, comer em bons restaurantes e, sobretudo, consumir. 

O jovem interpretado por Jean-Louis Trintignant num primeiro momento deixa-se fascinar pela velocidade e pela adrenalina de uma sociedade de consumo sempre em festa, depois rapidamente percebe a superficialidade desse mundo, no entanto, para ele já era tarde, o seu destino foi trágico.

Aqui fica um extenso trailer, que tem como banda-sonora a canção de Peppino Di Capri, “Don’t Play That Song”:


Vendo “A Ultrapassagem”, todos os jovens de outrora percebiam que a vida não é adrenalina, velocidade, festas e consumo e que assim sendo, esse era um caminho vazio e que a essência da existência não era essa, uma lição tão útil para a juventude de outros tempos, como para a de agora. 

Um outro clássico italiano, é “La dolce vita”, filme de 1960, dirigido por Frederico Fellini. O filme passa-se em Roma e conta-nos a história de Marcello, um jornalista de histórias sensacionalistas sobre estrelas de cinema, que cobre a visita de uma actriz de Hollywood, por quem fica fascinado.


Marcello vive rodeado de celebridades e luxo, mas sente-se cada vez mais alienado, só e sem propósito na vida. A película critica a perda de valores espirituais e intelectuais, e a sua substituição pelo sensacionalismo, pelo prazer efémero e pelo culto da imagem.

O filme é frequentemente visto como um retrato da busca humana por sentido num mundo que parece oferecer apenas distrações banais e superficiais.

Ora se “La dolce vita” já era no seu tempo um alerta sobre a banalidade, a superficialidade e o culto da imagem, tanto mais o seria hoje para os jovens actuais, caso estes o vissem. 

Se na década de 60 e seguintes a superficialidade, a banalidade e o culto da imagem já se faziam sentir, actualmente, com o advento das redes sociais, tudo isso se tornou de tal modo intenso, que pouco parecem escapar aos seus malefícios. Consequentemente, ao invés de discursos bem-intencionados e moralistas, talvez o ver-se “La dolce vita” pudesse ser mais eficaz como remédio contra a superficialidade, a banalidade e o culto da imagem.

Aqui fica o trailer:


Vamos então para o terceiro clássico, “A Rapariga da Mala”, película realizada em 1961 por Valerio Zurlini. Claudia Cardinale interpreta Aida, uma jovem mãe solteira que canta para ganhar a vida. 
Aida encontra Lorenzo, um rapaz de 16 anos, filho da aristocracia de Parma, que lhe oferece o seu amor, escondendo-lhe ser irmão do amante que acabara de a abandonar. 

É um encontro de duas solidões, envolto pelo gosto amargo das primeiras desilusões amorosas. O filme explora o contraste entre o cinismo do mundo adulto representado pelos sedutores que enganam Aida e a pureza de Lorenzo, o jovem de 16 anos oriundo de uma família aristocrática.

Lorenzo apaixona-se por Aida de forma altruísta, tentando protegê-la. Lorenzo oferece compaixão e dignidade a uma mulher habituada à exploração, mas tudo concorre para que esse seja um amor impossível. 

No fim, o que o filme mostra é um ritual de passagem da juventude para a idade adulta. Lorenzo acaba por convencer-se de que a vida adulta nem sempre se compadece com sentimentos puros e desinteressados, e também isso é uma lição que continua válida para os tempos de hoje.


Sigamos para o quarto clássico, “Antes da Revolução”, filme de 1964, realizado por Bernardo Bertolucci. Também neste caso estamos em Parma, onde encontraremos Fabrizio, um jovem comunista desiludido com os ideais revolucionários. 

Fabrizio, oriundo da alta burguesia, tenta abraçar o comunismo, mas luta contra a sua própria natureza burguesa e a tentação de conformismo. A trama intensifica-se com o envolvimento amoroso de Fabrizio com uma mulher mais velha, Gina. No fim da história, Fabrizio acaba por casar-se com uma moça do seu meio social e adapta-se ao que a família e a sociedade esperam dele.

Mas antes do fim, Fabrizio e Gina passearam-se pela Piazza Garibaldi, a praça principal de Parma. Foi um dia feliz. Foi um dia, que mais tarde, na vida já plenamente adulta, Fabrizio recordará.

Sim, porque a vida adulta não é feita só de adaptações, é igualmente feita de doces recordações e também esta é uma lição de sempre, que continua actual. 

Fabrizio e Gina passeiam-se pela Piazza Garibaldi, ao som de uma canção em que se diz assim:

Ricordati il film che abbiamo veduto
E poi tutto quello che abbiamo vissuto
Quel giorno, quel giorno
Che era un giorno come tutti gli altri
Ma tutto è cominciato
Quel giorno, quel giorno...

(Recorda-te do filme que vimos
E depois de tudo o que vivemos
Naquele dia, naquele dia
Que era um dia como qualquer outro
Mas onde tudo começou
Naquele dia, naquele dia...)


Por fim, o quinto e último clássico italiano, que propomos, nós, os deste blog, como um farol para a mocidade, “Rocco e os seus irmãos”, filme de 1960, realizado por Luchino Visconti.

A película narra a história dos irmãos Rocco, Ciro, Luca, Simone e Vincenzo, filhos da viúva Rosaria, que se mudam da pobre e provinciana Sicília, para a moderna e industriosa cidade de Milão. 

Simone, o irmão mais velho, namora com Nadia, mas mais tarde, depois dele a deixar, Rocco, interpretado por um juveníssimo Alain Delon, também se envolve com ela. 
Nadia e Rocco amam-se, todavia, Simone, o irmão mais velho, não aceita que Rocco e Nadia fiquem juntos. Rocco, que tem um imenso respeito pelas hierarquias familiares, desiste de Nadia.

É no topo da Catedral de Milão, que Rocco diz a Nadia, que não pode permanecer como ela. Que se ela tem de ficar com alguém, então só pode ser com o seu irmão, Simone.

Provavelmente, esta cena será das mais tristes da história do cinema, mas mesmo que assim seja, dá-nos uma lição, a de que por vezes, teremos de viver tristezas imensas, a de que por vezes teremos de renunciar, mesmo quando isso é tudo o que fazer na vida  não queríamos.



E pronto, por aqui terminamos, esta nossa tentativa de ser um farol para a nossa mocidade. Como se diz em Itália, arrivederci, ciao.

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