Um dado muito preocupante que tem vindo a ser revelado por investigações neurológicas recentes, é que quanto mais tempo jovens e crianças passam a olhar para os ecrãs eletrónicos, menor é a sua capacidade de identificar os sentimentos dos outros, mesmo daqueles que lhes são mais próximos. A capacidade de perceber o que os outros sentem desenvolve-se, hoje como sempre, conversando cara a cara, aqui e agora. Havendo pouca conversa, há consequente fraco entendimento. A propósito disto, lembrámo-nos da D. Ermelinda. No outro dia, a D. Ermelinda, a velhota que mora no rés de chão do prédio que fica de esquina, proclamou do alto da sua janela para quem a quisesse ouvir: “ Com estas desgraças todas que agora vão pelo mundo, ainda assim, do que sinto mais falta é das conversas que antigamente havia .” A nossa visão do mundo em pouco ou nada coincide com a da D. Ermelinda, pois esta crê que dantes é que era, que hoje em dia já não há respeito nenhum, que isto é tudo uma...
Como na canção de Ella Fitzgerald, nos Guiões de Aprendizagem que por aqui vamos publicando, queremos ser multidisciplinares, interdisciplinares e transdisciplinares. Mas também falamos de pássaros, de abelhas e até de pulgas. Viajamos desde a vizinha Espanha à longínqua Lituânia. Desde a gélida Finlândia até à ardente Argentina. Let's do it!