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A mostrar mensagens de dezembro, 2025

Deuses antigos vivem perto de nós (uma variação)

No nosso texto de ontem falámos de alguns mitos da antiguidade clássica e dos deuses, semideuses e heróis que neles aparecem. Ontem falámos da Fama (ou Rumor), de Cronos, de Eros e Psique, de Leda e o cisne, de Minerva e de Atlas. Ontem falámos de todos esses seres e de onde podemos encontrar obras de arte que os representam: https://ifperfilxxi.blogspot.com/2025/12/deuses-antigos-vivem-perto-de-nos.html Hoje repetiremos a dose, só que as representações artísticas desses seres a que recorreremos serão outras, dando-nos uma perspectiva distinta, do que antes vimos. Comecemos então pela Fama, ou Rumor, como era denominada pelo poeta Ovídio. A Fama habitava no centro do mundo, nos confins da terra, do céu e do mar. No seu palácio com milhares de orifícios, captava tudo o que se dizia e propalava-o de imediato. É frequentemente representada com asas e acompanhada por uma trombeta ou corneta, pois os boatos, os mexericos, os escândalos e as falsas notícias, fazem-se sempre anunciar de forma...

Deuses antigos vivem perto de nós

  Basta olhar para as prendas de Natal que crianças, adolescentes e jovens recebem, para se perceber que os grandes mitos da antiguidade clássica circulam entre nós, pois a sua presença é constante em jogos de computador e de PlayStation. O facto é até paradoxal, pois exceptuando esse contexto, os grandes mitos da antiguidade clássica parecem estar algo esquecidos.  Em boa verdade, neste nosso tempo, tudo está um tanto ou quanto esquecido. Com efeito, até as notícias de há apenas um mês, parecem referir-se a acontecimentos de um passado já muito distante, do qual agora já ninguém se recorda. Os escândalos tremendos e os acontecimentos bombásticos de há cerca de um mês, foram rapidamente abandonados no sótão das memórias e velozmente substituídos pelos mais recentes escândalos tremendos e acontecimentos bombásticos, que por sua vez serão também apressadamente engolidos pela vertigem deste nosso tempo. Mais abaixo um fresco do Palácio da Ajuda, no qual está representada a Fama, ...

Ainda por cima, isto!

Decidimos que o texto de hoje, teria por título a frase “Ainda por cima, isto! “, no entanto, não pensámos em mais nada. Ou seja, pensámos no título e pronto. Sendo que o problema que agora se nos coloca, é como arranjarmos qualquer coisa para dizermos, que tenha alguma relação com o título previamente escolhido. Quando dizemos “Ainda por cima, isto!”, pode parecer que estamos zangados ou incomodados com algo ou alguma coisa que nos sucedeu, mas não. Em boa verdade, não estamos zangados ou incomodados com absolutamente nada. Sim, está um bocadinho de frio, mas cá está, como é uso dizer-se, é o tempo dele, e, assim sendo, tal não é razão suficiente para andarmos zangados ou incomodados. A bem dizer, há no mundo sítios mais frios, e não é por isso que as pessoas andam por lá todas chateadas ou irritadas. Se elas não andam, porque andaríamos nós? Como já terão percebido, já conseguimos escrever três parágrafos e ainda não dissemos nada de aproveitável, o que significa que vamos no bom cam...