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Mensagens

Ó Portugal, se fosses só três sílabas, linda vista para o mar, Minho verde, Algarve de cal… (Alexandre O’ Neill)

  10 de Junho, Dia de Portugal. A História portuguesa está repleta de esplendores e misérias, sendo provável que o nosso maior feito enquanto povo, seja um reflexo disso mesmo: o Brasil. A terra (e quem a habitava) já lá estava, mas, para o bem e para o mal, o Brasil fomos nós que o inventámos. Foi Chico Buarque quem o disse numa canção:  "Ai, esta terra ainda vai cumprir o seu ideal. Ainda vai tornar-se um imenso Portugal” . 10 de Junho é também o Dia de Camões. Por  mares nunca dantes navegados…   entoava o poeta. Entre Lisboa e o Rio de Janeiro há tanto mar, tanto mar. Um outro poeta, Alexandre O’ Neill, escreveu “Daqui, desta Lisboa compassiva, Nápoles por Suíços habitada” . Referia-se ao facto de a cidade ser linda e luminosa como poucas, contudo, ser habitada por gente melancólica, que vivia numa tristeza vil e apagada. Quando se banha no Atlântico e o atravessa, a cidade transforma-se, torna-se festiva e exuberante. O Rio é isso, essa espécie de Lisboa à solt...

Quando ela era boa

  Na “Casa das Histórias” em Cascais, num museu dedicado à obra de Paula Rego, sabe-se que em todas as estórias há o  bom, o mau e o vilão.   Se quisermos ser politicamente correctos, diríamos antes, que, em todas as estórias há a boa, a má e a  vilã.  Nos nossos guiões de aprendizagem, usámos algumas vezes imagens das obras de Paula Rego.    Usámo-las porque cremos ser importante que os alunos as conheçam, ou seja, que saibam desde tenra idade quem são os maus, as más, os  vilões e as vilãs.  Sabendo-o, também saberão quem são os bons e as boas. Acreditamos que é fundamental para o futuro de qualquer criança saber quem são os bons e as boas. A Paula Rego era boa. Guião de aprendizagem " A Poesia está na Rua" https://drive.google.com/file/d/1asPmmwMjLg8QZp-8VVBiXwgobbpHHfTJ/view?usp=sharing Ficha de Exploração " A Poesia está na Rua" https://drive.google.com/file/d/1a2-mGMbeUBJQxGyGbKh1U_a0lx5xgQpA/view?usp=sharing

Ai os exames! Agora é que são, é que vão ser elas.

  Carlos Botelho, “Lisboa e o Tejo”, 1935, Museu Nacional de Arte Moderna (Chiado) Agora é que são, é que vão ser elas. Começa a época das provas de aferição e dos exames nacionais. A esse propósito, damos por nós a pensar que os bairros antigos de Lisboa já não são o que eram. Antes, a população era sobretudo local e popular e tinha um sentido quase inato de comunidade. Desses, restaram uns quantos. Todavia, os que restaram, conseguiram integrar na vida local, tanto a gente de passagem acomodada nos chamados alojamentos locais, como os estudantes Erasmus, também os reformados franceses/italianos e, simultaneamente, os emigrantes vindos da China, do Nepal, do Bangladesh e do Paquistão e de outros países. Não é coisa pouca. Na maior parte dos países ocidentais, este caldeirão cultural seria pura e simplesmente impossível. Na maior parte dos países ocidentais, caldeirões culturais com muito menos diversidade do que este, são por si...

Tudo o que ouvimos é uma opinião, não um facto. Tudo o que vemos é uma perspetiva, não a verdade (Marco Aurélio - Imperador romano)

  O guião de aprendizagem “Vamos lá ver uma coisa…ou outra” pretende dar a ver aos alunos, que conforme a perspetiva em que nos colocamos, conforme o mundo nos aparece. Pretende que percebam, que com um simples sinal de pontuação podemos alterar completamente a perspetiva de quem lê. Pretende mostrar-lhes que a posição de uma câmera fotográfica determina a mensagem que uma imagem nos transmite. Pretende que entendam, que o mesmo sucede com as imagens filmadas e pictóricas. Mas este guião pretende também preparar uma posterior visita de estudo ao Museu Nacional de Arte Antiga. Fundamentalmente, o que este guião pretende é combater um mundo em que cada vez há mais gente com vontade de impor a sua perpetiva aos outros. O que este guião pretende é promover uma cidadania em que haja uma sã convivência entre a diversidade de perspetivas. Guião de Aprendizagem "Vamos lá ver uma coisa... ou não" https://drive.google.com/file/d/1Ikwoz3mp3qzG4VtUUubE7MQYlTX4YR0z/view?usp=sharing Ficha ...

Uma história deve ter um começo, um meio e um fim, mas não necessariamente por esta ordem

  Aplicámos um guião de aprendizagem cujo um dos objetivos era que os alunos compreendessem que uma imagem, seja esta fotográfica, pictórica ou cinematográfica, é sempre determinada pela posição do enquadramento. O objetivo era que os alunos aprendessem a VER. Numa época em que como nunca antes na história, somos diariamente bombardeados com milhares de imagens, suspeitamos que a sociedade actual produz muito mais imagens do que aquelas que consegue saudavelmente digerir, consequentemente, deveria fazer parte da educação de qualquer criança aprender a lê-las e a  selecioná -las.  São poucas as imagens inocentes, a maior parte delas quer algo de nós, seja convencer-nos que uma determinada política é a melhor ou seja vender-nos um certo produto. Há inclusivamente muitas imagens que nos querem dizer como devem ser os nossos corpos e o que devemos fazer para vivermos uma vida de felicidade total e absoluta. Por tudo isto, aprender a ler as imagens, é a única forma de resistir...

Big Brother is Watching You

  Há cerca de semana e meia, o semanário Expresso publicou uma extensa reportagem acerca dos pais e encarregados de educação que formam grupos de WhatsApp nas escolas. Ao lermos a reportagem, constatamos que as crianças estão altamente vigiadas pelos adultos.   Neste Dia Mundial da Criança, deixamos-vos um excerto de um filme de 1933 intitulado “Zero em comportamento” que nos apresenta a revolta das crianças contra o excesso de vigilância imposto pelos adultos.   É um clássico.   Zéro de Conduite, Jean Vigo, 1933  https://youtu.be/JTeDS9wRsSI%20  

A Bela e o Boi

A primeira aparição do nome Europa deu-se na antiga Grécia. Europa era uma princesa que vivia na Ásia. Zeus viu-a a apanhar flores, apaixonou-se por ela e decidiu levá-la. Transformou-se num touro. Aproximou-se de Europa e esta sentou-se no seu dorso. Zeus disparou a voar por cima do oceano em busca de um lugar para viver. Assim deixaram a Ásia e passaram ao continente vizinho, que ainda não tinha nome e em homenagem à bela princesa veio a chamar-se Europa. Neste guião de aprendizagem intitulado “A bela e o boi” contamos essa e muitas outras histórias da Europa. Partimos de Atenas para chegar a Bruxelas e terminamos com um adeus britânico. Guião de Aprendizagem "A Bela e o Boi" https://drive.google.com/file/d/1WGFGgg_UYDVOv5EI0F4tSPDLQ4Yz8OrU/view?usp=sharing Ficha de Exploração "A Bela e o Boi" https://drive.google.com/file/d/1jUFj3hTrT2s4CMX_fBk5rQa2AbhpK6Nq/view?usp=sharing

À quoi ça sert l'amour?

Louco é aquele que quer pôr fim à loucura do amor Porque o sol correrá com cavalos negros A terra extrairá trigo da cevada A corrente fluirá ao encontro da fonte E antes que o coração reconheça a moderação Os peixes nadarão em rios secos.                                                                                                                                                                       Ezra Pound 

Wild at heart

  No passado dia 14 de fevereiro, sabe Deus porquê, decidimos aplicar este guião. Valeu para esse dia, mas também valerá para outros, sobretudo enquanto o tempo for primaveril. Mas isto já se sabe, a primavera é quando um homem quiser. Guião "Amor é Fogo que Arde sem se Ver" https://drive.google.com/file/d/1885LSStEyEPiScXA8d5mVsl7mN4dTKBb/view?usp=sharing Ficha de Exploração "Amor é Fogo que Arde sem se Ver" https://drive.google.com/file/d/1Jib9GOiKqzsC4mFkWQzC7Yk2nGBYQySI/view?usp=sharing

Somos feitos da mesma matéria de que são feitos os nossos sonhos (Shakespeare)

  Matéria é uma das mais belas palavras. A sua origem latina aparenta-a com MATER (a mãe, a fonte, a origem).  Matéria é uma    palavra da família de mãe em grego («mitéra»), russo («matʹ»), letã («māte») e irlandês («máthair»).  A palavra portuguesa madeira tem origem no Latim  materia . No latim, “materia” é a substância primeira e original de que são feito os objetos. Compreende-se, naquele tempo quase tudo era feito de madeira. A “materia”, ou seja, a madeira, era a mãe de todas as coisas. No início deste ano lectivo, construímos um guião de aprendizagem intitulado “Onde é que está a matéria?” Falávamos de competências e concluíamos que a matéria também está nos sons, nos cheiros, nas sombras e em tudo o que existe em nosso redor. Guião de Aprendizagem "Onde é que está a Matéria?": https://drive.google.com/file/d/1eH0pQdLq-JYeWnmESuqhvcpdqkds0b5D/view?usp=sharing Ficha de Exploração "Onde é que está a Matéria?" https://drive.google.com/file/d/14Z7QbtyvM...

Chapéus há muitos...

  Ficou famoso o episódio do filme “A canção de Lisboa” no qual Vasco Santana proferiu a frase " Chapéus há muitos" . Vale sempre a pena rever esta cena clássica da comédia nacional. Paradigmas educacionais também há muitos. Numa simples pesquisa na internet, descobrimos que há agrupamentos de escolas públicas em Portugal nos quais não há ciclos, nem turmas, nem testes. A escola organiza-se por núcleos e projectos e são os alunos conjuntamente com os professores, que definem os objetivos de aprendizagem. Os alunos são avaliados à medida que vão dizendo que “já sabem” aquilo que se propuseram aprender. Lendo o relatório da Inspeção-Geral da  Educação relativo a um desses agrupamentos, verifica-se que a escola foi avaliada com Muito Bom em todos os parâmetros. Voltemos a Vasco Santana e à comédia nacional. No início dos anos 50 foram realizados uns pequenos filmes didácticos em que Vasco Santana fazia de “Zé Analfabeto”.    A personagem do Zé tinha como objetivo ser um...

Oh Ireland my Ireland...

  Se pesquisarmos na internet uma citação do autor irlandês James Joyce sobre o que é aprender, rapidamente a encontramos.  "Mistakes are the portals of discovery" E que bonita é!   Qualquer professor sabe que é errando que os alunos fazem novas descobertas. Só há um problema, a citação está errada. A correta é:  "A man of genius makes no mistakes," escreveu James Joyce em   Ulysses,   "His errors are volitional and are the portals of discovery." Comemora-se este ano o centenário do lançamento do mais importante romance do século XX, Ulisses de James Joyce. Nele se conta, em milhares de páginas, um só dia da vida de Leopold Bloom enquanto percorre a capital da Irlanda, Dublin.  Não por acaso, conta a lenda, que Lisboa foi fundada por Ulisses, daí o nome Olissipo (a cidade de Ulisses).

O Tu Abstrato

  Após uma visita de estudo ao Museu Calouste Gulbenkian, cuja coleção se inicia na época do Egipto faraónico, passa pela antiguidade greco-romana e termina nas décadas iniciais do século XX, trabalhámos num guião de aprendizagem com o objectivo de preparar os alunos para uma futura visita ao CCB (Museu Coleção Berardo), cuja colecção, por contraste, se centra exclusivamente na arte moderna e contemporânea.  Contrastámos também a ancestral harmonia asiática com os desequilíbrios ambientais resultantes da revolução industrial. A esse guião de transição entre o antigo mundo clássico e o disruptivo mundo contemporâneo, chamámos-lhe “O tu abstracto”. Tem Picasso, poesia e Tai Chi. Guião de aprendizagem "O Tu Abstrato" https://drive.google.com/file/d/1yrOHZXGrHvPPivMIKBudIJry2uZOGC6o/view?usp=sharing Ficha de exploração "O Tu Abstrato" https://drive.google.com/file/d/1jc_mEs3WcUkp70ceM6eBltpF9I54T94L/view?usp=sharing