Quem não se lembra dos tempos de criança na escola primária, em que havia certos e errados marcados a esferográfica vermelha no nosso manual escolar ou no caderno diário? Que tempos esses, em que fazíamos um qualquer exercício, as tabuadas ou uma redação e uma vez terminada a tarefa, a professora, pois que normalmente era uma professora, nos marcava um imenso certo ou um lastimável errado. O certo era um grande e exuberante “c” minúsculo desenhado a letra manuscrita. A extremidade superior do “c” era sofisticada, elegante e encaracolada. No certo, a extremidade inferior do “c”, ao invés de terminar onde era suposto terminar, ascendia velozmente, a uma velocidade quase supersónica, e prolongava-se por ali afora, parecendo ir direita ao cosmos infinito. Não raras vezes, o prolongamento da extremidade inferior do “c”, esticava-se mesmo até à ponta do caderno ou do manual, assinalando dessa forma, o orgulho e a esfuziante satisfação da professora primária por o seu alu...
Como na canção de Ella Fitzgerald, nos Guiões de Aprendizagem que por aqui vamos publicando, queremos ser multidisciplinares, interdisciplinares e transdisciplinares. Mas também falamos de pássaros, de abelhas e até de pulgas. Viajamos desde a vizinha Espanha à longínqua Lituânia. Desde a gélida Finlândia até à ardente Argentina. Let's do it!