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Mensagens

Do mito ao disparate: caça-fantasmas, gente que cheira mal e outras coisas que tal

Acabadas as festas natalícias, conversámos por acaso, mas a esse propósito, com uma menina dos seus nove anos de idade, que é bastante inteligente, tem muita curiosidade e vontade de aprender, e que é igualmente uma excelente aluna. Mas dito isto, a rapariga não fazia a mais leve ideia, que o Menino Jesus era o Cristo. Conhecia perfeitamente ambos os nomes, mas cria que cada um deles correspondia a uma pessoa diferente. É possível comemorar o Natal sem se ter a menor ideia que o Menino Jesus e Cristo são o mesmo ser? Pelos vistos é. Na verdade, não é preciso procurarmos muito, para encontrarmos celebrações, comemorações e festas, cuja verdadeira razão de ser e respectivo significado, poucos conhecem ou sabem. A humanidade desde sempre festejou os seus deuses, as suas histórias, as suas lendas, santos, heróis e mitos, mas tudo isso tinha um sentido, que estava associado a um significado que por todos era conhecido. No entanto, parece que agora tal já não é preciso, pois festa é fes...

Poeta e professor

Assim quase por acaso, descobrimos o nome de um professor e poeta português de agora, o seu nome é António Carlos Cortez. O homem nasceu em 1976 e decidiu dedicar-se à escola e à poesia. “Não tenho carro, não tenho carta de condução. Não sou casado, não tenho filhos. Concebi a minha vida assim, dedicada ao ensino, à literatura, à investigação literária.” Não é hoje em dia vulgar que andem poetas pelas escolas, e mais ainda que alguém se dedique a escrever poemas, mas que se dedique também a escrever livros reflexivos sobre o que é ou deveria ser o ensino. Um dos mais recentes livros de António Carlos Cortez intitula-se “Para Ler Camões, 35 poemas líricos comentados para estudantes e professores”. Como todos sabemos, há décadas que a escola se dedica a fazer com que gerações inteiras de alunos ganhem horror à poesia de Camões, e o facto é que o tem conseguido. A situação é tal, que a comissão oficial para as comemorações do V Centenário do nascimento do poeta, decidiu instituir um prémi...

Um Vinícius com vista para o MAR

  O que é o MAR e quem é Vinicius? O MAR é o Museu de Arte do Rio, e o Vinicius é o de Moraes. O poeta nasceu no Rio de Janeiro em 1913, sendo que para ele, a cidade carioca era mais do que mera paisagem, era ela a principal personagem da sua poesia, a sua musa e o seu espelho. Neste entretanto, o MAR tem patente a exposição “Vinicius de Moraes – Por toda a minha vida”. É difícil de conceber, que uma vida intensa e toda feita de poesia, de boémia, de mulheres e amigos, e de canções e melodias, acabe exposta e fechada entre as paredes de um museu. No entanto, o tempo passa, o que era lume extingue-se e em cinzas fica, e foi isso mesmo o que sucedeu: Vinicius no museu. Vinicius teve uma séria carreira de diplomata, tendo exercido esse ofício em Paris e em Roma , contudo, em 1968 foi afastado da carreira, tendo sido compulsivamente aposentado. O motivo apontado para o seu afastamento foi o seu comportamento ...

Cai neve em Nova Iorque, há sol no meu país

Por causa do José Cid, nós por cá, pelo nosso Portugal, sabíamos que em Nova Iorque o Inverno era frio, e mais o seria ainda, na decadente e cinzenta década de 70 dessa cidade.   Corria o ano de 1976, quando os Blondie entraram num estúdio de Manhattan, no caso, o Plaza Sound, para aí gravarem o seu primeiro álbum, isto após já terem gravado uns quantos singles. Desde então, e até ao dia de hoje, passaram-se umas singelas cinco décadas.   Em 76, os Blondie ainda não se ouviam por cá, pelo nosso Portugal, mas dois anos depois, em 78, sim. Nós sabíamos que no Inverno fazia frio em Nova Iorque, e foi por isso um tanto ou quanto estranho, observarmos uma serigaita já crescidita, envergando somente como vestimenta um curto maillot, e para mais, a cantar de forma quente e sorridente: “Oh Denis, ooh-be-do, I'm in love with you, Denis, ooh-be-do, I'm in love with you…”   É certo que a moça trazia também vestido por cima de si um casaquito, mas ainda assim, era por d...