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Mensagens

Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, Vivá nossa caminete

  "Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, vivá nossa caminete! Por favor senhor condutor, ponha o pé no acelerador. Se bater não faz mal, vamos parar ao hospital. Hospital de Santa Maria é uma ganda porcaria. Hospital de São José,  que cheira sempre a chulé." Hoje pretendemos apresentar-vos algumas inovadoras sugestões sobre visitas de estudo. No final temos uns humildes e modestos guiões para vos servir de exemplo. Mas isso será só muito mais à frente, não temos pressa nenhuma em lá chegar. Vamos indo com calma e aproveitando o percurso para irmos cantando e rindo pelo caminho.   A cantilena com que iniciámos este texto, é um conhecido hino, que antigamente, turmas inteiras, do 1° ao 12° ano de escolaridade, entoavam em coro na “caminete”, durante um percurso de ida e volta numa qualquer visita de estudo.   Numa rápida análise hermenêutica ao conteúdo semântico dessa célebre cantilena, dir-se-ia que nela se revela um desejo premente...

Dantes, em Lisboa, os professores eram uns fidalgos

  Haverá talvez não mais que uma a duas centenas de professores do 1° ciclo, reformados ou no ativo, que ainda se recordarão de ter trabalhado nas antigas escolas primárias da zona histórica de Lisboa. As antigas escolas situadas em locais que hoje são o epicentro do “Boom” turístico: no Bairro Alto, em Alfama, na Bica e claro, também na Baixa.   Em finais dos anos 90 do passado século XX, muitas delas ainda tinham alunos e funcionavam. Depois, uma após a outra, a pouco e pouco, praticamente todas acabaram por encerrar as suas portas.   Em boa verdade, eram escolas que tinham poucas, ou mesmo nenhumas, condições para o serem. Eram escolas que funcionavam em edifícios que não tinham sido originalmente construídos para esse efeito. Quem muitos anos antes mandou erguer tais edifícios, jamais imaginaria que algum dia estes viessem a ser escolas e muito espantado ficaria se porventura o tivesse descoberto. Umas funcionavam nos segundos ou terceiros andares de velhos ...

A propósito de “rankings”, lembram-se dos ABBA? Estavam sempre no Top One.

Os ABBA eram suecos e hoje vamos falar-vos da Suécia. Apetecia-nos tanto falar de “rankings” e de como e para quê a comunicação social os inventou há uma boa dúzia de anos. Apetecia-nos tanto comentar comentadores cujos títulos dos seus comentários são “Ranking das escolas reflete o fracasso total no ensino público”. Apetecia-nos tanto, mas mesmo tanto, dizer o quão tendenciosos são e a quem servem tais comentários e o tão equivocados que estão quem os faz. Apetecia-nos tanto, tanto, mas no entanto, não. Os “rankings” são um jogo a que não queremos jogar. É um jogo cujo resultado já está decidido à partida, muito antes sequer da primeira jogada. Os dados estão viciados e sabemos bem o quanto não vale a pena dizer nada sobre esse assunto, uma vez que desde há muito, que está tudo dito: “Les jeux sont faits”.   Na época em que a Inglaterra era repetidamente derrotada pela Alemanha, numa entrevista, pediram ao antigo jogador inglês Gary Lineker que desse uma definição de futebol...

Está tudo guardado na Cloud

Há muitos professores desesperados que se queixam da vida e só querem que a reforma chegue o mais rapidamente possível. Sonham passar tranquilos invernos junto à lareira, bem agasalhados, acompanhados por uma bebida aconchegante, a ler um livro. Sonham também passar plácidos verões à beira-mar, com os pés na areia quente, à sombra, a ler um livro. Sonham ainda em passar primaveras e outonos com roupa de meia-estação, com uma manta por perto, não vá dar-se o caso de subitamente arrefecer, sentados numa cadeira de baloiço num alpendre, a ler um livro. Em síntese, sonham que ninguém mais os chateie e desespere e os deixem em paz e sossego a ler um livro. Já outros professores também estão desesperados. mas não pensam em ler, querem antes viver. Desejam ir-se embora, largar a profissão, mas para ir em busca de uma vida mais interessante e intensa. Sonham com novas e excitantes aventuras.   É para uns e para outros, que agora falamos de um respeitável professor, com um lugar de nomeação...

Conselhos literários para docentes acerca de como escrever relatórios

  Bem sabemos que os professores se queixam da papelada, mas nesta época do ano, a coisa tende a piorar, pois chovem pedidos de relatórios de todos os lados. Nesse contexto, muitos serão os docentes, que hesitam sobre qual será a melhor forma de iniciar a escrita dos textos dos seus múltiplos relatórios. Muitos estarão como certos alunos que, colocados perante a tarefa de escrever um texto, matutam, pensam e repensam, e passados uns poucos minutos, dizem qualquer coisa do género: “Não sei como começar”. O não saber como se iniciar um texto, não só é frequente acontecer com alunos e docentes, mas sim com toda a gente, inclusivamente, com experimentados e prestigiados escritores. Trata-se da conhecida angústia da página em branco, que há séculos afeta jovens dos 7 aos 77. Tanto faz que haja um tema em concreto sobre o qual escrevermos, como que haja liberdade para dissertarmos sobre o que muito bem nos aprouver. Em qualquer dos dois casos, é normal que hesitemos, não saibamos p...