Como na canção de Ella Fitzgerald, nos Guiões de Aprendizagem que por aqui vamos publicando, queremos ser multidisciplinares, interdisciplinares e transdisciplinares.
Mas também falamos de pássaros, de abelhas e até de pulgas. Viajamos desde a vizinha Espanha à longínqua Lituânia. Desde a gélida Finlândia até à ardente Argentina.
Let's do it!
Pesquisar neste blogue
Não sei para onde vou, sei que não vou por aí, ou seja, sou da psicogeografia!
Nos dias de hoje não há quem não tenha conselhos a dar-nos, sobre que caminho havemos de seguir. Nunca houve tantos pastores como agora, para nos indicar o percurso certo.
Seja na TV, nos jornais, na internet, no escritório, na escola ou à mesa do café, há sempre quem nos diga para sermos ovelhas obedientes e seguirmos os conselhos ouvidos, como se estes tivessem sido proferidos pela Boca da Verdade.
Abaixo a Boca da Verdade original, que atualmente se encontra no átrio de entrada de uma algo esquecida igreja medieval, na eterna e bela cidade de Roma.
Tanto faz qual seja o assunto, o facto é que conselhos nunca faltam. Os de saúde são muitos. Acerca do que se deve comer, também não escasseiam. Isto já para não falar dos relativos à pele e às horas certas de exposição ao sol no tempo de verão. E dos que concernem a constipações e a como nos devemos proteger da chuva e do frio durante o inverno, não há igualmente carência. Para a primavera há os relacionados com pólens e alergias, e no outono, há menos luz solar, e aconselham-nos portanto a estarmos atentos a possíveis sinais que indiquem estados depressivos.
Há-os ainda e muitos, conselhos, bem-entendido, para o modo como se deve educar os filhos. Há-os igualmente, e bastantes, para problemas sentimentais, para namoricos, primeiras relações e casamentos duradouros. Ademais abundam os conselhos sobre como se há de gastar o dinheiro ou então como se o há de poupar.
E como arrumar as malas de viagem? Também não faltam conselhos. E nem sequer faltam outros que nos digam que livros havemos de ler, que filmes temos de ver, que concertos não podemos perder e a que restaurantes ir.
Por fim, e para não nos tornarmos exaustivos, referimos ainda, que há igualmente imensos conselhos sobre as nossas horas de sono e acerca do modo como devemos dormir.
A nós irrita-nos este vendaval de conselhos que, mais tarde ou mais cedo, deixam de ser apenas sugestões mais ou menos bem-intencionadas e transformam-se em obrigações:
- Não me digas que almoçaste um cozido à portuguesa, regado a vinho e depois ainda bebeste um café e fumaste um cigarro? És louco? Não sabes que isso te faz mal? Queres morrer do coração? Queres que eu fique viúva? Não queres é saber de mim para nada, essa é que é a verdade, se quisesses comias todos os dias uma salada.
- Já leste o último livro do Saramago? Olha que não podes deixar de o ler, é imprescindível. O quê, não queres saber? Mas então porquê, se tu gostas tanto de ler? Já te disse, é uma obra de leitura obrigatória! Estás-te nas tintas para obrigações?! A minha mãe bem me dizia que tu não era boa rês! Vai, vai…vai ler outros autores, vai ler o Camões. Se calhar alguma colega tua te o aconselhou. Aos conselhos literários das outras ligas tu, aos meus é que não!
Estes são apenas dois exemplos caricaturais de como conselhos bem-intencionados se transformam rapidamente em obrigações, que, quando não cumpridas, dão logo azo a desentendimentos e altercações. Na verdade, quando um conselho é dado e frequentemente repetido, é como se o caminho que nos indicam passasse a ser obrigatório e o único possível.
Abaixo uma foto de um trilho aberto num jardim, pelos muitos que decidiram não ir pelo percurso aconselhado, cortaram caminho, e foram por outro lado.
Quem era José Régio? Entre muitas outras coisas, era um poeta que nasceu em 1901 em Vila do Conde e morreu nessa mesma localidade em 1969. Foi professor de liceu toda a sua vida e lecionou em vários concelhos de Portugal. Ficou conhecido em todos esses lugares por frequentar cafés e à sua volta se formarem tertúlias.
Em Coimbra, onde deu aulas, pontificava no Café Central. Mais tarde, uma vez colocado no Alentejo, presidia às conversas no Café Portalegre. Foi depois figura de proa de uma tertúlia que reunia semanalmente no Diana-Bar da Póvoa de Varzim, e aos sábados, no restaurante Marisqueira A-Ver-o-Mar.
Fumador inveterado, Régio morreu vítima de ataque cardíaco, e isto por não ouvir os bons conselhos, que lhe davam a propósito dos malefícios do tabaco em todos os concelhos por onde passou enquanto professor.
Logo aos 24 anos de idade, Régio escreveu aquele que viria a ser o seu poema mais conhecido, “Cântico Negro”:
"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces Estendendo-me os braços, e seguros De que seria bom que eu os ouvisse Quando me dizem: "vem por aqui!" Eu olho-os com olhos lassos, (Há, nos olhos meus, ironias e cansaços) E cruzo os braços, E nunca vou por ali...
A minha glória é esta: Criar desumanidades! Não acompanhar ninguém. — Que eu vivo com o mesmo sem-vontade Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde Me levam meus próprios passos... Se ao que busco saber nenhum de vós responde Por que me repetis: "vem por aqui!"? Prefiro escorregar nos becos lamacentos, Redemoinhar aos ventos, Como farrapos, arrastar os pés sangrentos, A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi Só para desflorar florestas virgens, E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada! O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem Para eu derrubar os meus obstáculos?... Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós, E vós amais o que é fácil! Eu amo o Longe e a Miragem, Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas, Tendes jardins, tendes canteiros, Tendes pátria, tendes tetos, E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios... Eu tenho a minha Loucura ! Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura, E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém! Todos tiveram pai, todos tiveram mãe; Mas eu, que nunca principio nem acabo, Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções, Ninguém me peça definições! Ninguém me diga: "vem por aqui"! A minha vida é um vendaval que se soltou, É uma onda que se alevantou, É um átomo a mais que se animou... Não sei por onde vou, Não sei para onde vou Sei que não vou por aí!
A recusa de Régio em ir pelos caminhos que lhe aconselharam não deriva da teimosia, deriva sim de saber que tinha cabeça para pensar, que sabia pesar as circunstâncias e que, mal ou bem, era a ele que lhe competia decidir por onde ir na sua vida.
Na verdade, homens como Régio parecem hoje escassear, ou isso, ou então somos nós que estamos a ver mal. Na nossa perspetiva, que até pode estar errada, atualmente quase todos seguem bovinamente os conselhos que escutam, como se esses fossem ordens.
Por consequência disso, quase todos percorrem agora os mesmos caminhos. Só que nós, gostamos de ir por percursos inusitados. Permitimo-nos a isso, pois não devemos nada a ninguém e vamos por nossa conta e risco, consequentemente, dispensamos conselhos bem-intencionados ou outros. Nesse contexto, por que não irmos à toa, deambularmos, e chamarmos a este texto um outro homem do norte? No presente caso, não de Vila do Conde, como José Régio, mas sim do FC Porto.
É pois isso que vamos fazer, trazemos a este nosso texto vagamente literário e com uns quantos apontamentos reflexivos, um personagem nada óbvio para este percurso, a saber, Pinto da Costa.
Parece ser um estranho caminho este que agora percorremos, mas ainda assim, como sempre, vamos em frente. Normalmente só ouvimos as gentes do futebol a dizer vulgaridades nas TV’s, nos jornais e na internet, é por isso bonito ouvir, um ilustre personagem do pontapé na bola, a recitar o poeta José Régio:
Talvez quem nos leia desconheça o termo psicogeografia, mas caso assim seja, nós esclarecemos. A definição de psicogeografia é a seguinte: estudo dos efeitos do ambiente geográfico, ordenado conscientemente ou não, ao atuar diretamente no comportamento afetivo dos indivíduos.
Não há nada editado em português sobre este assunto, porém, quem quiser ler sobre o tema, pode fazê-lo noutro idioma, como por exemplo, em espanhol.
Uma situação estudada pela psicogeografia é aquela quando as pessoas se põem à deriva por caminhos distintos, e renunciam aos percursos normais nos quais habitualmente se deslocam. Nessas deslocações, as gentes movimentam-se de forma diferente dos dias em que vão para o trabalho ou em que se dirigem para algum outro afazer.
Ao contrário do que se possa pensar, quando as pessoas se aventuram por caminhos inabituais, não o fazem aleatoriamente, pois deixam-se levar pelas exigências sentimentais do terreno e por impulsos emocionais que desabrocham do solo e do espaço circundante.
Significa isto, que quando nos desviamos de um caminho traçado e nos pomos a deambular, o terreno e o espaço levam-nos por percursos inconscientes, como se neles existissem correntes secretas que nos arrastam.
Veja-se a imagem abaixo. Há um caminho nitidamente estabelecido, contudo, como se no solo e no espaço circundante houvesse uma qualquer corrente inconsciente, muitos são os que por ela atraídos e arrastados, acabam por ir pelo outro lado. São coisas deste tipo, que estuda a psicogeografia.
As linhas traçadas no solo ao longo dos tempos por caminhantes que não vão pelo percurso habitual, designam-se como linhas do desejo. Se voltarem a olhar para a fotografia acima, aquilo que a psicogeografia designa como uma linha de desejo, é aquele caminho pelo meio da relva, aberto pelos pés de todos os que ao longos dos tempos inconscientemente disseram de si para consigo perante o caminho estabelecido o mesmo que Régio: “não vou por aí”.
Quem quiser ler mais sobre tais linhas, pode fazê-lo no jornal francês “Le Monde”, num artigo intitulado “La ligne de désir, ou la ville inventée par le piéton”. Há umas quantas teses e artigos neste domínio publicadas em português, mas todas as que conhecemos provêm do Brasil, não tendo nós nada quanto o país-irmão que fica do outro lado do Atlântico, antes pelo contrário, ainda assim preferimos deixar-vos algo em francês, que a bem dizer é mais chique:
E pronto, dito isto, achamos que está feito o nosso ponto, ou seja, somos adversos aos conselhos e preferimos antes ir por caminhos pouco ou nada trilhados, e não queremos fazer parte de um rebanho que segue sem mais a voz de mando do seu pastor. Em resumo, e para finalizarmos. aprendemos isto com José Régio e com a psicogeografia.
Aproxima-se a Fim de Ano e o subsequente Ano Novo. A esse propósito, lembrámo-nos que serão pouquíssimos, os que, como os professores, gozam do privilégio de festejarem mais do que uma vez num mesmo ano civil, o Fim de Ano e o subsequente Ano Novo. Com efeito, a larguíssima maioria da população, comemora o Fim de Ano exclusivamente a 31 de dezembro e o Ano Novo unicamente a 1 de janeiro. Contudo, a classe docente, goza também de um fim de ano algures no final do mês de julho, e de um Ano Novo para aí nos princípios de setembro. Para os nossos leitores cuja agilidade mental eventualmente esteja toldada pelos tantos comes e bebes ingeridos na época natalícia, explicitamos que o fim do ano letivo é em julho e o início em setembro. É disso que aqui falamos, esclarecemos nós, para o caso dessa subtil alusão ter escapado a alguém. Para além da classe docente, são poucos os que têm esta oportunidade, ou seja, a de ter múltiplas passagens de ano num só e mesmo ano...
Quem sendo professor já não ouviu a frase “Os professores estão sempre de férias”. É uma expressão recorrente e todos a dizem, seja o marido, o filho, a vizinha, o merceeiro ou a modista. Um professor inexperiente e em início de carreira, dar-se-á ao trabalho de explicar pacientemente aos seus interlocutores a diferença conceptual entre “férias” e “interrupção letiva”. Explicará que nas interrupções letivas há todo um outro trabalho, para além de dar aulas, que tem de ser feito: exames para vigiar e corrigir, elaborar relatórios, planear o ano seguinte, reuniões, avaliações e por aí afora. Se o professor for mais experiente, já sabe que toda e qualquer argumentação sobre este tema é inútil, pois que inevitavelmente o seu interlocutor tirará a seguinte conclusão : “Interrupção letiva?! Chamem-lhe o quiserem, são férias”. Não nos vamos agora dedicar a essa infrutífera polémica, o que queremos afirmar é o seguinte: os professores não necessitam de mais tempo desocupado, necessitam s...
Que imagem é esta? O que nos diz? Num mundo em que incessantemente nos deparamos com milhares de imagens desnecessárias e irrelevantes, sejam as selfies da vizinha do segundo direito, sejam as da promoção do Black Friday de um espetacular berbequim, sejam as do Ronaldo a tirar uma pastilha elástica dos calções, o que podem ainda imagens como esta dizer-nos de relevante? Segundo a Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência, no pré-escolar a idade média dos docentes é de 54 anos, no 1.º ciclo de 49 anos, no 2.º ciclo de 52 anos e no 3.º ciclo e secundário situa-se nos 51 anos. Feitas as contas, é quase tudo gente da mesma criação, vinda ao mundo ali entre os finais da década de 60 e os princípios da de 70. Por assim ser, é tudo gente que viveu a juventude entre os anos 80 e os 90 e assistiu a uma revolução no mundo da música. Foi precisamente nessa época que surgiu a MTV, acrónimo de Music Television. Com o aparecimento da MTV, a música deixou de ser apenas ouvida e pa...
Continuamos hoje esta nossa série de textos dedicados à alma portuguesa, sendo que nos dias que correm, só há uma certeza, a de que chove, e muito. A lusitana nação pode ser tudo ou não ser nada, mas o que é certo, é o que nos últimos tempos está constantemente toda encharcada. Não é comum vivermos desta forma, nesta espécie de contínuo dilúvio, mas ainda assim, é possível entrevermos a alma portuguesa, mesmo com tanta e tão intensa chuva. Para tal, nada melhor do que falarmos da poesia nacional. Vejamos para começarmos, este breve poema de Nuno Júdice (1949-2024): Chove como sempre. E, sempre que chove, as pessoas abrigam-se (as que não estavam à espera que chovesse); ou abrem, simplesmente, o chapéu-de-chuva - de preferência com fecho automático. Porque, quando chove, todos temos de fazer alguma coisa: até nós, que estamos dentro de casa. Vão, uns, até à janela, comentando: "Que Inverno!" sentam-se, outros, com um papel à frente: e escrevem um poema, como este. Diga-se de p...
Para terminarmos esta nossa série de textos dedicados à alma de Portugal, vamos ser simultaneamente peixeiros, poéticos e populares. Todavia, não o seremos necessariamente por esta ordem, ou seja, iremos efabular acerca desta tríade de assuntos, peixes, poemas e uma música popular, mas sem estabelecermos qualquer hierarquia entre esses três temas. Poder-se-ia bem dizer que temos um triângulo de temáticas, ou seja, uma figura geométrica com três lados iguais e os respectivos vértices onde cada uma das linhas se encontra com as restantes. Significa isto, entre outras coisas, que hoje nos vamos concentrar na poesia nacional, no peixe fresco e numa canção popular, uma trindade que a nosso ver, reflecte plenamente a alma portuguesa. Comecemos por um dos vértices do dito triângulo temático, a saber, o que une peixe e poesia. Bem sabemos que nesta nossa amada pátria, há quem seja muito intelectual e que, por consequência disso, não goste de misturar poesia com peixe. Para a fina intelec...
Há muito quem por cá, e também pelo resto da Europa, sofra de um complexo de superioridade relativamente aos Estados Unidos da América. É certo que nos últimos tempos se têm verificado na grande nação norte-americana, alguns acontecimentos mais inusitados, contudo, e ainda assim, há poucas razões para alguém no chamado velho continente, se sentir superior às gentes dos bons USA. São muitos os exemplos que se poderiam apresentar, de como os EUA´s são superiores à Europa em quase tudo o que fazem, todavia, nós escolhemos ao dia de hoje, centrar a nossa atenção em apenas um desses aspectos, a saber, na estreita e íntima relação existente entre universidades e arte. Só para iniciarmos a conversa, veja-se a imagem abaixo do Weisman Art Museum, pertencente à Universidade do Minnesota. O edifício do museu da Universidade do Minnesota foi...
Há já algum tempo que os professores são uma das classes profissionais que mais recorre aos serviços de psicólogos e psiquiatras. Parece que agora, os adolescentes lhes fazem companhia. Aparentemente, uns por umas razões, outros por outras completamente diferentes, tanto os professores como os adolescentes, são atualmente dos melhores e mais assíduos clientes de psicólogos e psiquiatras. Se quiserem saber o que pensam os técnicos e especialistas sobre o que se passa com os adolescentes, abaixo deixamos-vos dois links, um do jornal Público e outro do Expresso. Ambos nos parecem ser um bom ponto de partida para aprofundar o conhecimento sobre esse tema. Quem porventura quiser antes saber o que pensamos nós, que não somos técnicos nem especialistas, nem nada que vagamente se assemelhe, pode ignorar os links e continuar a ler-nos. Não irão certamente aprender nada que se aproveite, mas pronto, a escolha é vossa. https://www.publico.pt/2022/09/29/p3/noticia/est...
Os ABBA eram suecos e hoje vamos falar-vos da Suécia. Apetecia-nos tanto falar de “rankings” e de como e para quê a comunicação social os inventou há uma boa dúzia de anos. Apetecia-nos tanto comentar comentadores cujos títulos dos seus comentários são “Ranking das escolas reflete o fracasso total no ensino público”. Apetecia-nos tanto, mas mesmo tanto, dizer o quão tendenciosos são e a quem servem tais comentários e o tão equivocados que estão quem os faz. Apetecia-nos tanto, tanto, mas no entanto, não. Os “rankings” são um jogo a que não queremos jogar. É um jogo cujo resultado já está decidido à partida, muito antes sequer da primeira jogada. Os dados estão viciados e sabemos bem o quanto não vale a pena dizer nada sobre esse assunto, uma vez que desde há muito, que está tudo dito: “Les jeux sont faits”. Na época em que a Inglaterra era repetidamente derrotada pela Alemanha, numa entrevista, pediram ao antigo jogador inglês Gary Lineker que desse uma definição de futebol...
Independentemente de todas as outras razões, estamos em crer que muito do mal-estar que presentemente assola a classe docente tem origem numa falácia. Uma falácia é como se designa um conjunto de argumentos e raciocínios que parecem válidos, mas que não o são. De há uns anos para cá, instalou-se neste país uma falácia que tarda em desfazer-se. Esse nefasto equivoco nasceu quando alguém falaciosamente quis que se confundisse a escola pública com um elevador, mais concretamente, com um “elevador social”. Aos professores da escola pública exige-se-lhes que sejam ascensoristas, quando não é essa a sua vocação, nem a sua missão. Eventualmente, os docentes podem até conseguir que alguns alunos levantem voo e se elevem até às altas esferas do conhecimento, mas fazê-los voar é uma coisa, fazê-los subir de elevador é outra. É muito natural, que sinta um grande mal-estar, quem foi chamado a ensinar a voar e constate agora que se lhe pede outra coisa, ou seja, que faça...
Aqui vos deixamos algumas atividades desenvolvidas com alunos de 2° ano no sentido de promover uma educação cinematográfica. Queremos que aprendam a ver imagens e não tão-somente as consumam. https://padlet.com/asofiacvieira/q8unvcd74lsmbaag
Comentários
Enviar um comentário