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Sinfonias de um libertino, ou seja, à rasca estamos nós todos


Como eram belos aqueles dias, já mesmo no fim dos anos 80 e depois pelos 90 adiante, em que regularmente entrávamos em salas de cinemas, dessas que havia antigamente, para vermos filmes do grande João César Monteiro.


Cineasta tão provocador, culto e divertido, jamais houve outro em Portugal. Era um homem que adorava partir a loiça toda, gozar com tudo e com todos, sobretudo com os puritanos e com os intelectuais, mas que ao mesmo tempo amava imensamente a poesia e a beleza. Aqui fica uma imagem de um dos seus filmes, o César Monteiro é o que está de costas. De frente, o histórico director da Cinemateca, João Bénard da Costa.



Vem César Monteiro agora a propósito, de lhe irem dedicar uma imensa retrospectiva, onde, como é bom de ver, será apresentada toda a sua obra.


Tal retrospectiva decorrerá em Lisboa? No Porto? Em Coimbra? A respostas é não para todos esses três sítios, o lugar onde a tal se vão dedicar é Nova Iorque, e mais concretamente, o mítico Museum of Modern Art, também conhecido por MoMA.


O trailer que anuncia a imensa retrospectiva nova-iorquina dedicada a João César Monteiro, é desde logo uma declaração de intenções. Com efeito, o dito trailer tem como banda sonora um muito popular e rústico tema de Quim Barreiros, cujo refrão todos conhecemos, a saber: “Quero cheirar teu bacalhau, Maria, Quero cheirar teu bacalhau, Mariazinha deixa-me ir à cozinha, Deixa-me ir à cozinha, Pra cheirar teu bacalhau”.


Por outro lado, esse mesmo exacto trailer, tem igualmente como banda sonora, o muito lírico, terno, melancólico e poético tema “La valse à mille temps” de Jacques Brel. É ver:



Em Portugal, as nossas sempre muito respeitáveis gentes de bem, consideravam-no um grande ordinário, porém, havia quem visse nele um herói da cultura nacional.


João César Monteiro tinha um raro talento, misturava de uma forma sadia, o vulgar e o intelectual, sem querer saber de qual era qual. Teve a sorte de ter tido uma excelente educação, ou seja, contemplou os quadros dos grandes mestres, leu os clássicos, viu os melhores filmes e deliciou-se com melodias intemporais. À escola, ligou pouco.


Relativamente ao seu breve percurso académico, disse o seguinte: “Por volta dos 16 anos, fixei-me com a família em Lisboa, para poder prosseguir a minha medíocre odisseia liceal. Instalado no colégio do dr. Mário Soares, acabei por ser expulso ao contrair perigosíssima doença venérea. Pensei, então, que entre a política e as fraquezas da carne devia existir qualquer obscena incompatibilidade e nunca mais fui visto na companhia de políticos.”


Na sua primeira longa-metragem, “Fragmentos de um Filme Esmola: A Sagrada Família”, foi ainda mais cáustico relativamente ao mesmo assunto: “A escola é a retrete cultural do opressor»


Ainda antes disso, em 1969, João César Monteiro realizou um filme intitulado “Sophia de Mello Breyner Andresen”. Na película vemos o olhar contemplativo da poetisa e ouve-se a voz de Sophia a dizer a sua poesia. É uma obra ímpar de dezasseis intensos minutos, que hoje em dia pode ser toda vista on-line.


A determinado momento, Sophia diz-nos que, “Mesmo que fale somente de pedras ou de brisas a obra do artista vem sempre dizer-nos isto: Que não somos apenas animais acossados na luta pela sobrevivência mas que somos, por direito natural, herdeiros da liberdade e da dignidade do ser.”


Seja como for, ninguém filmou tão bem a essência da poesia de Sophia, como o fez João César Monteiro. Quem quer que queira ver esses dezasseis minutos de alta poesia, aqui os têm:



César Monteiro foi realizando inúmeros filmes, mas em 1989 veio a consagração internacional, com a atribuição do Leão de Ouro no Festival de Veneza ao seu filme “Recordações da Casa Amarela”.


Em “Recordações da Casa Amarela”, surge pela primeira um personagem, que há de aparecer nos filmes seguintes: João de Deus.


João de Deus é um sublime e inveterado pornógrafo, um Bocage da Sétima Arte. Vê o país que habita como uma execrável piolheira e também como um cu donde não se sai.


Dito isto, os primeiros cinco minutos de “Recordações da Casa Amarela”, dão-nos a ver uma Lisboa que vai de ocidente para oriente, uma vista incomum. Uma Lisboa que se inicia ali pelo Terreiro do Paço e sobe lentamente à beira Tejo, até à zona da Estação de Santa Apolónia.


Nessa sequência primeira há um monólogo, uma capela dedicada a Nossa Senhora, percevejos, bananas da Colômbia, um pacote de manteiga escondida e ardor nos tomates. É um dos mais profundos momentos do cinema português:




A casa amarela, a que o título do filme se refere, é um antigo edifício do extinto manicómio, o Hospital Miguel Bombarda. João de Deus, o herói, é um indivíduo de meia-idade, um pobre diabo.


Vive numa pensão barata. É posto no olho da rua, depois de atentar contra o pudor da filha da dona da pensão. Sozinho, João de Deus anda pelos cafés de bairro em conversas sobre “o nosso Benfica”. Depois acaba internado no Hospital Miguel Bombarda, de onde sairá mais tarde, como homem livre e com uma missão a cumprir.


Após “Recordações da Casa Amarela”, João César Monteiro realizou mais dois filmes, em que João de Deus foi igualmente o personagem principal, “A Comédia de Deus” em 1995, e “As Bodas de Deus” em 1999.


No segundo filme da trilogia, João de Deus prosperou, tornando-se gerente do “Paraíso do Gelado”, um estabelecimento onde, como o nome indica, se vendem gelados.


João de Deus passa o seu tempo livre em casa inspecionando a sua colecção de pêlos púbicos femininos, que ciosamente guarda num caderno a que chama o “Livro de Pensamentos”.


A dona do “Paraíso do Gelado”, Judite, não está muito pelos ajustes com os avanços de João de Deus relativamente à jovem Joaninha, a filha de um talhante vizinho. Ainda assim, o pobre João de Deus, lá consegue levar a casa a linda Joaninha de olhos verdes.


Dá-lhe tantos doces, que a moça tem de recorrer à retrete. Enamorada, ela pergunta-lhe: “Quer que lhe guarde a caquinha?”. João de Deus, apreciador de bons odores, mas sempre na dose certa, desabafa: “Não, tudo o que é demais cheira mal”.


No fim, o vizinho talhante, pai da moça, tudo descobre e o nosso herói leva uma tareia das grandes, acabando todo embrulhado em ligaduras. Para a sua desgraça ser completa, é também despedido do “Paraíso do Gelado”.



No último filme da trilogia, “As Bodas de Deus”, o nosso personagem vai de mal a pior. Após múltiplas desventuras, João de Deus, é algemado e conduzido sob escolta, a um gabinete da Polícia Judiciária, onde é submetido a um interrogatório.


Depois de um cruel julgamento, é enclausurado no asilo psiquiátrico que, aliás, já conhecia. No espaço arquitectónico circular em que é fechado, João julga ver um Enviado de Deus, mas este não o reconhece ou finge não o reconhecer. Em síntese, nada lhe corre bem.


A cena decisiva de ‘As Bodas de Deus”, passa-se no tribunal. São trinta segundos, em que João de Deus dá um ar da sua graça:




Depois da triologia com o personagem João de Deus, João César Monteiro ainda realizou uns quantos filmes. Estávamos no ano 2000, quando realizou uma das suas obras maiores, “Branca de Neve”.


À estreia, no já extinto cinema King em Lisboa, compareceram grandes personalidades das artes e cultura, tendo todas as televisões estado presentes. Durante os 75 minutos que durou a projecção da película, o que os espectadores viram foi um ecrã completamente negro.


Nessa estreia houve um repórter da RTP, que entrevistou o realizador. Transcrevemos o diálogo entre os dois:


Repórter RTP: Por que é que resolveu fazer o filme assim?

César Monteiro: Porque não o pude fazer assado.

Repórter RTP: Quem é que não o deixou fazer assado?

César Monteiro: Eu não posso permitir-me certas coisas. Não estamos a brincar com coisas sérias.

Repórter RTP: O que é que aconteceu durante o filme?

César Monteiro: O que é que queriam? Queriam telenovela, era?

Repórter RTP: Isso são acusações ao produtor do filme?

César Monteiro: Não. São acusações para o serviço público de televisão (a RTP), que aliás nem devia existir. Não serve para nada. Não serve a nada nem a ninguém. Não gosto de televisão. Dispenso.


Depois chega uma repórter da SIC e continua a entrevista:

Repórter SIC: Está a receber muitos parabéns?

César Monteiro: Hã?

Repórter SIC: Ainda agora uma senhora lhe deu os parabéns.

César Monteiro: Deu-me os parabéns porque era o meu aniversário.

Repórter SIC: Faz anos hoje?

César Monteiro: Faço.

Repórter SIC: E acha que esta foi uma boa prenda? Esta estreia?

César Monteiro: Vocês é que sabem.

Repórter SIC: Dizem as más línguas que deixou um sobretudo esquecido em cima da câmera…

César Monteiro: Eu quero que as más línguas se fo…ponto final.

Repórter SIC: Acha que o público português recebeu melhor o filme…

César Monteiro: Eu quero que o público português se fo…e assim sucessivamente.



Aqui chegados, cremos que já abrimos o apetite a muitos dos leitores, para que caso passem por Nova Iorque nos próximos tempos, não perderem a retrospectiva de João César Monteiro. Aqui fica o o programa completo:


https://www.moma.org/calendar/film/5851

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