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Que semelhanças existem, a existirem, entre um hospital psiquiátrico e uma escola? (Segunda parte)


Fazemos hoje a segunda parte desta nossa viagem pelo antigo Hospital Psiquiátrico Miguel Bombarda em Lisboa, cujo destino final nos conduzirá à escola. Neste entretanto, quem quiser ler ou reler a primeira etapa deste percurso pode fazê-lo em:

https://ifperfilxxi.blogspot.com/2025/09/que-semelhancas-existem-existirem-entre.html


Como antes vimos, na primeira parte, Ângelo de Lima (1872-1921), grande pintor e poeta da Geração Orpheu, esteve vinte anos internado no Bombarda, período que durou até ao final da sua existência.


O caso de Ângelo de Lima é exemplar de uma certa forma de se fazer psiquiatria noutros tempos, que se poderia resumir da seguinte forma: se é alguém divergente e não corresponde aos padrões da boa sociedade, então é porque é doido, assim sendo, não há nada a fazer, interne-se no manicómio.



Ângelo de Lima resistiu como conseguiu a esse internamento, foi pintando e escrevendo poesia, tendo também redigido textos em que expressava a sua indignação pelos tratamentos sofridos, manifestando igualmente a sua perplexidade perante o absurdo do que lhe sucedia. Nesses escritos negava vigorosamente o diagnóstico que lhe tinha sido feito.


Nas suas palavras: “Eu não estou doudo. Tenho sido manejado como um puro manequim. Os seus meios de manejo têm sido – a mim aqui ao seu dispor abandonado por toda uma sociedade, a começar por aqueles que mais estrito dever tinham de tal não fazer – os seus meios de acção são, já a tortura, já a sugestão, já o veneno.”


Em qualquer caso, mesmo encerrado, Ângelo de Lima escreveu um dos grandes poemas da Língua Portuguesa:


Pára-me de repente o Pensamento...

-Como se de repente sofreado

Na Douda Correria... em que, levado...

-Anda em Busca... da Paz... do Esquecimento.

- Pára Surpreso...Escrutador...Atento

Como pára... um Cavalo Alucinado

Ante um Abismo...ante seus pés rasgado...

- Pára... e Fica e Demora-se um Momento...

Vem trazido na Douda Correria

Pára...e Fica...e Demora-se um Momento...

E Mergulha na Noute, Escura e Fria

Um Olhar d"Aço, que na Noute explora...

-Mas a Espora da dor seu flanco estria...

- E Ele Galga...e Prossegue...sob a Espora


O primeiro livro publicado pelo romancista António Lobo Antunes, corria o ano de 1974, é precisamente sobre a obra de Ângelo de Lima, “Loucura e criação artística: Ângelo de Lima, poeta de Orpheu”.


Dito isto, houve um outro artista cujo destino esteve igualmente ligado ao Hospital Miguel Bombarda, o seu nome era Jaime.


Jaime era um humilde camponês da Beira Baixa, que andaria pelos seus 38 anos de idade, quando foi internado no Hospital Miguel Bombarda. Todavia, foi apenas muitos anos depois, mais concretamente a partir dos 65 anos, que começou a pintar e a desenhar de forma obsessiva.


Durante um curto período de três anos e meio, ou seja, desde os 65 até à sua morte, Jaime realizou uma obra pictórica genial, onde se descobre na força dos traços e no enigma das cores, aquilo a que ele teve de renunciar, ou seja, a si próprio.


As suas pinturas e desenhos situam-nos num lugar, o Eu de Jaime, um sítio que existe e não existe, que é real e imaginário. 

Jaime, homem sombra no meio das sombras, homem bicho no meio de bichos: figuras com perfis impossíveis com estranhas cores, que são gritos mudos contra a clausura.


Em síntese, a arte como o espelho de um Eu a quem não foi permitido existir, como o retrato de uma alma que se perdeu e procura sem esperança reencontrar-se.



António Reis, provavelmente o maior cineasta documentarista português, descobriu-o em 1974 e, por consequência disso, realizou um filme acerca de Jaime, no qual se fala da sua vida e obra.


Jaime, depois de morto, chegou inclusivamente a ter uma exposição na Fundação Calouste Gulbenkian em 1980. Um crítico de arte descreveu então o seu trabalho como sendo uma espécie de teia de aranha que encerra as figuras ao mesmo tempo que as compõe, e onde as linhas se multiplicam, entram em pânico e finalmente impõem-se.


Os desenhos e pinturas de Jaime retratam espaços sem saída, sítios inflexíveis, que são sintomas de uma completa impotência, da quase total negação do ser.



Acerca de Jaime, a pessoa, António Reis, o cineasta, explicou que “Quando o Jaime tinha um delírio, pegava numa picareta e começava a picar no cimento do hospital, para descobrir a mina de ouro.”


Maria Filomena Molder, professora, ensaísta e filósofa, escreveu a propósito do filme “Jaime” o seguinte: “Há ouro em todo o lado. Isto é um grande ensinamento que António Reis nos dá, pois é comum, se desprezamos um cineasta ou detestamos um escritor, recusarmo-nos a admitir que gostamos de um filme desse cineasta ou de um livro desse escritor que acabou de nos surpreender. Estamos muito habituados a fazer isso. Mas a natureza, a reinante, a imprevisível, encarrega-se de nos trocar as voltas, por exemplo, quando cantarolamos músicas de que não gostamos. E, de repente, percebemos que ficámos ligados a uns certos harmónicos, a ritmos que têm a ver, por contraste ou por semelhança, com qualquer coisa que estamos a sentir. Sim, mesmo debaixo do cimento do hospital pode haver ouro.”


Esta passagem de Maria Filomena Molder pode ser lida de muitos modos, todavia, o que nela é essencial é que há ouro até nos mais improváveis sítios, como por exemplo, debaixo das paredes de cimento de um hospital psiquiátrico, ou então, numa canção que cantarolamos, mas da qual nem sequer gostamos.


Significa isto, que na nossa mente e alma, há coisas valiosas escondidas atrás de paredes de cimento da razão, significa isto, que há porventura na nossa mente e alma, figuras, frases e melodias que nos tocam profundamente, mesmo que não saibamos porquê e que nem delas gostemos.


Quando trazido à luz, o ouro brilha e ilumina-nos, e quase sem darmos por isso, faz-nos vislumbrar figuras, frases e melodias, que sem pensarmos nos pomos a desenhar, a escrever ou a cantar.


É desse brilho que se alimenta a arte Jaime, a poesia de Ângelo de Lima ou o nosso distraído cantarolar.



Nas nossas vidas há imagens, sons, palavras, sentimentos e sensações cuja origem é para nós nítida, mas nas nossas vidas há também em nós imagens, sons, palavras, sentimentos e sensações cuja origem nos é desconhecida, pois escondem-se em lugares obscuros da nossa mente e alma.


Que escondido sentimento nos faz cantarolar distraídos uma canção da qual nem sequer gostamos? Que obscura origem têm rabiscos, figuras e desenhos que abstraídos fazemos nas margens de cadernos ou de agendas quando estamos entediados? Não sendo poetas, onde estarão escondidas palavras e frases que por vezes nos veem à mente ou mesmo à boca, e que quase são como poemas?


Relembremos o personagem principal do romance de Jorge de Sena “Sinais de Fogo”, em quem de repente, e sem que nada antes o fizesse prever, se deu a aparição de um poema:


“Acendi um cigarro. Onde iria jantar? Não me apetecia comer. Apetecia-me fugir. Para onde e porquê? E, de repente, ouvi dentro da minha cabeça uma frase: «Sinais de fogo as almas se despedem, tranquilas e caladas, destas cinzas frias». Olhei em volta. De onde viera aquilo? Quem me dissera aquilo? Que sentido tinha aquela frase? Tentei repeti-la para mim mesmo: Sinais de fogo... Mas esquecera-me do resto. Com esforço, reconstituía a sequência: Sinais de fogo os homens se despedem, exaustos e espantados, quando a noite da morte desce fria sobre o mar. Não tinha sido aquilo. Não era aquilo. E que significava? Seriam versos? Repeti mentalmente: «Sinais de cinza os homens se despedem, lançando ao mar os barcos desta vida». Novamente as palavras eram outras, ou quase as mesmas mas diversamente.”


Mais abaixo, uma imagem do Pavilhão de Segurança do antigo Hospital Psiquiátrico Miguel Bombarda. Pavilhão a que também se chama o Panóptico, e que é um edifício de planta fechada e circular, apenas aberto para o céu, com uma torre de vigia ao centro, e no qual os pacientes se sentiam excluídos do mundo e permanentemente observados.


Na verdade, os homens que viveram longos anos, nalguns casos décadas, encerrados no Panóptico, pouco mais eram do que destroços humanos, gente que como barcos tinha sido lançada ao mar da vida, mas que nele naufragou. Caminhando em círculo, moviam-se como se não tivessem vontade própria, como se fossem meras cinzas arrastadas pelo vento.



Gostamos de imaginar Jaime, o camponês da Beira Baixa, após longas décadas internado no Hospital Miguel Bombarda, de repente, aos 65 anos de idade, a ser assaltado pelo mesmo espanto que assaltou o personagem principal de “Sinais de Fogo”.


De repente, não mais que de repente, Jaime sentiu vindo do mais fundo de si mesmo uma luz que brilhava como ouro, algo que ele espantado materializou nas figuras que pintou e desenhou. Tal e qual como o personagem de “Sinais de Fogo”, que vislumbrou surpreendido no seu interior, palavras e frases que não sabia donde lhe vinham.


“Tirei um papel do bolso, e escrevi: «Sinais de fogo os homens se despedem, lançando ao mar os barcos desta vida». Reli o que escrevera. E depois? Olhei o mar que escurecia, com manchas claras que ondulavam largas. Os barcos iam pelo mar fora, e nalguns havia lanternas acesas. «Nas vastas águas...» Nas vastas águas... Era absurdo. Eu fazendo versos? Porquê? Amarrotei o papel e deitei-o fora. Mal amarrotado, ele foi descendo num voo balanceante, até que pousou numa rocha. Aí, vacilou, aquietou-se, e, numa reviravolta súbita, deixou-se cair para o meio das pedras e sumiu. Era quase noite escura. Voltei para a cidade.”



Foi no Pavilhão de Segurança (Panóptico), onde tantos se arrastaram pela vida inteira, que a companhia francesa Gratte Ciel usou o céu como palco e cenário, transformando as figuras e corpos dos seus bailarinos em poesia suspensa.


Três bailarinos-acrobatas desdenharam da gravidade e desenharam no ar um bailado. Essa dança como que redimiu a arquitetura deste espaço, apresentando-o como um antónimo da função para o qual serviu durante longos anos, ou seja, o que foi uma prisão e um manicómio, era agora um espaço onde movimentos e gestos eram livres e plenos de encanto.


Gostamos de pensar que o espanto que esse espectáculo provocou em quem a ele assistiu, foi equivalente ao espanto que sentiu Jaime aos 65 anos de idade quando sentiu a necessidade de desenhar e de pintar, e igualmente equivalente ao de Ângelo de Lima quando compôs o poema “Pára-me de repente o Pensamento”, e ainda ao do personagem de “Sinais de Fogo”, quando em si sentiu aparecer-lhe um poema.



E por aqui terminamos esta segunda parte de um tríptico de textos a que demos o nome “Que semelhanças existem, a existirem, entre um hospital psiquiátrico e uma escola?”. Na terceira e última parte, que muito em breve virá, responderemos finalmente à questão que o título levanta…

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