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Folhetim de verão - Capítulo VII - Anita vai à América

 


A troca de personalidades entre o Cunha e o Esteves estava a causar um alarido internacional. Quer um, quer o outro, tinham comunicado às respetivas famílias, amigos e conhecidos o que tinha sucedido. A notícia espalhou-se e foi publicada em todas as redes sociais. Tornou-se viral. As televisões acompanham o estranho fenómeno com diretos a partir das termas e o jornais fazem primeiras páginas quase diárias sobre o assunto. Hollywood está atenta e já há quem fale na possibilidade de se fazer um filme.

Como se todo este sururu não fosse bastante, as agências de espionagem também estão interessadas em descobrir qual é a composição da misteriosa substância usada pela Professora Anita. A CIA, o KGB e a Mossad já destacaram agentes secretas para as termas. 

O chefe do posto da GNR local, não quis ficar atrás e ordenou que o guarda Antunes regressasse mais cedo de férias para acompanhar a situação. O Antunes ficou enxofrado, pois já tinha pago o mês de agosto num apartamento em Ferragudo. A senhoria de certeza que não o reembolsaria da verba despendida. Ainda assim, era um militar e compreendeu que o dever falava mais alto. 

É bem verdade que a mulher e os filhos do Antunes podiam ter permanecido em Ferragudo até ao final do mês, mas para o GNR, isso é que não podia ser. Se não tivesse a mulher consigo, quem é que lhe ia preparar a marmita com o almoço e passar-lhe a farda a ferro? Quem? 

Ao Antunes ainda lhe passou pela ideia regressar sozinho e pedir à solteirona do 3° Drt° que lhe tratasse desses assuntos, com certeza que ela não se importava, mas depois recordou-se que aqui há uns tempos, só por ter ido pôr uma bucha na parede da vizinha, tinha tido o cabo dos trabalhos com a mulher e achou melhor não abusar da sorte. Consequentemente, a família do guarda Antunes regressou toda à terra mais cedo que o previsto, e acabou-se a conversa.

Neste entretanto, a Professora Anita trancou-se no quarto. Escondida de todos, estava há dias a chá de camomila e a bolachas sem sal. Ainda bem que o serviço de quartos renovava todos os dias o stock, caso contrário, já teria desfalecido. A Professora Anita perguntava-se a si mesma como é que se tinha metido nesta caldeirada.

Tudo tinha começado há uns anos. Um dia, a Professora Anita decidiu fazer uma aula com experiências. Juntou os alunos em redor de uma mesa, pôs-lhe um alguidar em cima e atirou para o seu interior farinha, vinagre, azeite, vinho verde, pudim em pó, leite condensado e shampoo. A mistela fez fumo e largou um odor nauseabundo. Os alunos preencheram uma ficha de exploração na qual registaram os compostos usados e as reações químicas observadas. 

A aula correu bem e a Professora Anita sentiu-se satisfeita por ter dinamizado uma atividade de ensino experimental. O problema veio depois. o Zé Maria, que era um aluno com muitas dificuldades nas contas em pé, e o Carlitos, que tinha muitas dificuldades nas contas deitadas, durante o intervalo entraram à socapa na sala de aula e provaram a mistela. Foram apanhados. 

Os dois rapazes estavam bem dispostos, mas por cautela, chamaram o 112. Veio a verificar-se que a mistela era perfeitamente inofensiva para a saúde gastrointestinal dos petizes. No entanto, passado pouco tempo, a Professora Anita verificou que agora era o Zé Maria quem tinha dificuldades nas contas deitadas e o Carlitos quem tinha dificuldades nas contas de pé. A Professora Anita teve imediatamente uma intuição: aquela transferência de dificuldades estava relacionada com a mistela. 

Quis tirar as dúvidas e comprovar cientificamente a sua intuição. Para se certificar que a mistela era realmente inofensiva para a saúde, deu-a a provar ao caniche da vizinha de cima e ao Rottweiler do vizinho do lado. Confirmou-se, nenhum dos canídeos teve qualquer indisposição ou sintoma, porém, ambos mudaram de personalidade. O Rottweiler apanhou jeitos amaneirados e ladrava num tom esganiçado, e o caniche transformou-se num animal feroz com um focinho de poucos amigos, parecendo estar sempre pronto para atacar quem viesse.

A Professora Anita sabia agora que podia usar a mistela sem perigo para os seus alunos. Começou por fazer uma tabela. Na primeira coluna vertical constavam três nomes: a Joana, que tinha dificuldades com a vírgula, a Francisca que tinha dificuldades com o ponto e a Maria, que não tinha dificuldades nem com o ponto nem com a vírgula, mas tinha-as com o ponto e vírgula. 

A primeira linha horizontal da tabela estava dívida em três células, uma para a vírgula, outra para o ponto e uma última para o ponto e vírgula. Experimentou dar a mistela às três meninas, dizendo-lhes que era mousse de manga. As meninas desconfiaram, mas provaram. Posteriormente, aplicou-lhes um miniteste e apontou os resultados na tabela. Ao analisar a tabela, a conclusão era inequívoca: a Maria usou o ponto e vírgula corretamente, a Joana a vírgula e a Francisca o ponto. As dificuldades também se alteraram, a Joana teve dificuldades com o ponto e vírgula, a Maria com o ponto e a Francisca com a vírgula.

A partir daqui foi o bom e o bonito, armada com a mistela e com tabelas, a Professora Anita conseguia monitorizar a turma como ninguém. Passou a fazer testes adaptados a cada um dos alunos e compunha-os de acordo com o modo como distribuía as dificuldades pela turma. Tornou-se a rainha do ensino individualizado. 

Em dado momento, ocorreu-lhe que a mistela podia ser acrescentada ao catálogo de medidas universais que constam no Decreto-Lei n.° 54° de 2018, Pensou sugeri-la à Equipa Multidisciplinar do seu agrupamento. Depois pensou melhor. Mais valia guardar o segredo ou ainda se ia meter em problemas. A Equipa Multidisciplinar que inventasse as suas próprias medidas, ela por si, estava servida. 

Durante anos, a Professora Anita só usou a mistela para fins pedagógicos, isto, até ao momento que lhe apareceu o Cunha pela frente e decidiu em contrário. Deu esse mau passo e agora estava metida numa valente carga de trabalhos. Logo ela que só queria ter umas férias grandes sossegadas.

Estava a Professora Anita nestas reflexões, quando os agentes da CIA lhe entram pelo quarto adentro, agarram-na, levam-na num automóvel em direção ao aeródromo municipal e põe-na num avião com voo direto para os EUA. 

Ao contrário do que se poderia pensar, a Professora Anita não se incomodou por aí além por estar a ser levada para América. Em boa verdade, até estava aliviada e feliz por a afastarem de toda aquela alhada em que se tinha metido.

Enquanto esperavam pela autorização para descolar, a Professora Anita sentia-se tão contente que se pôs a cantarolar. Cantarolava um tema do grande clássico musical de Leonard Bernstein, “West Side Story”: 


"I like to be in America, Skyscrapers bloom in America, Cadillacs zoom in America, Industry boom in America…"

Os agentes da CIA acompanharam-na na cançoneta fazendo de coro. O piloto não quis ficar atrás e juntou-se à festa. Só o jovem co-piloto permaneceu concentrado nos seus afazeres. Abriram-se umas garrafas de champagne e em breves instantes todos cantavam e dançavam alegremente, parecia a Broadway:


https://www.youtube.com/watch?v=_e2igZexpMs

Dadas as circunstâncias, o jovem co-piloto assumiu o comando, descolou e fez-se aos céus. Era o seu primeiro voo. Passado menos de uma hora, todos pensaram entrever ao longe a Estátua da Liberdade e os imensos arranha-céus de Manhattan. Estavam a chegar à América. Todavia, ao aproximarem-se da pista de aterragem, perceberam que nem Estátua da Liberdade, nem Manhattan. Na verdade, o jovem co-piloto em vez de se dirigir para oeste e atravessar o Atlântico, confundiu-se e voou para sul. A Estátua da Liberdade era a alta torre de controle do aeroporto de Faro, e os arranha-céus era os imensos resorts e hotéis que povoam a costa algarvia.

Já durante toda a sua escolaridade, o rapaz se confundia muito, sobretudo com as matérias curriculares. Acabaram por o empurrar para um curso de formação técnico-profissional. Disseram-lhe que ia ter um futuro a arranjar computadores ou, mais que não fosse, frigoríficos e máquinas de lavar loiça. Na pior das hipóteses, safava-se a consertar ventoinhas e torradeiras. 

Depois, à falta de encontrarem melhor sítio, puseram-no a fazer o estágio final no aeródromo municipal. No aeródromo ninguém percebia muito bem o que é que o rapaz era suposto aprender durante o estágio, no entanto, como era bom moço e simpatizavam com ele, acabaram por lhe atribuir um brevet de co-piloto para que não saísse dali de mãos a abanar.

Em síntese, a Professora Anita e os agentes da CIA aterraram no Algarve. 

E agora? Que farão o KGB e a Mossad perante o rapto da Professora Anita pela CIA? Estará o agente Antunes a comer bem? Continuará a comunicação social a acompanhar o caso? Estará Hollywood a preparar um filme? E quem fará o papel da Professora Anita? A Scarlett Johansson? A Julia Roberts? As respostas a tudo isto e a muito mais surgirão no oitavo capítulo deste fascinante folhetim de verão.

                                                                                       (continua)


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