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A agnotologia é uma janela aberta sobre o presente.


Em 2016 as prestigiadas universidades de Harvard, Londres e Edimburgo realizaram um estudo conjunto e demonstraram que o Pai Natal não é tão justo como se diz e visita menos as crianças pobres e mais as ricas.

Foi o primeiro estudo que desmentiu o mito de que o Pai Natal visita as crianças conforme o seu comportamento ao longo do ano. O estudo chegou à conclusão que a situação económica dos miúdos desempenha um papel mais importante no que diz respeito ao número de visitas que recebem do Pai Natal, e que o seu comportamento não influencia assim tanto.

Quem quiser aprofundar este assunto pode fazê-lo em:

O Doutor Francis M. Fesmire descobriu que uma massagem retal é a cura perfeita para os soluços. O seu estudo foi publicado na prestigiada revista Annals of Emergency Medicine, onde num extenso artigo explica como funciona a técnica da massagem retal com o dedo no tratamento de soluços persistentes.

Há muita e abundante literatura sobre este tema, aqui fica para quem a queira ler:

Os neurocientistas espanhóis J. M. Toro, J. B. Trobalon e N. Sebastian-Galles da Universidade de Barcelona descobriram em 2007 que os ratos distinguem diferentes idiomas, mas não entendem simultaneamente o japonês e o holandês. Os ratos também não entendem qualquer destas duas línguas quando faladas ao contrário.

Tais factos foram revelados através de um estudo com 64 ratos machos. Os roedores foram divididos em dois grupos. Um foi treinado para responder a estímulos em holandês e o outro tinha de responder a estímulos ditos em japonês. Resultado: os ratos que entendiam uma das línguas não respondiam ao estímulo verbalizado na outra. 

O estudo foi publicado no Journal of Experimental Psychology em 2005, aqui fica um resumo da experiência:

Apesar destes três estudos aparentarem ser risíveis, a verdade é que estas descobertas tiveram a sua importância. Ficou a saber-se que as crianças hospitalizadas provenientes de famílias ricas recebiam muito mais visitas do Pai Natal para as animar, do que as crianças vindas de famílias pobres que estivessem nas mesmas circunstâncias. Esse conhecimento permitiu que o Serviço Nacional de Saúde britânico corrigisse essa desigualdade.

Ficou a saber-se como curar os soluços, que não sendo nada de grave na maior parte dos casos, quando se prolongam por demasiado tempo, podem fazer com que uma pessoa acabe nas urgências.

Ficou igualmente a saber-se como funcionam certos mecanismos cerebrais da linguagem e com isso avançou-se no tratamento de alguns disfunções linguísticas.

Em síntese, aqueles que são curiosos, leem, aprendem, pesquisam e inventam novos caminhos para o saber e para o conhecimento, podem por vezes parecer loucos, mas o certo é que sem eles o mundo não avançaria e jamais se libertaria da ignorância.



Abrir caminhos, inventar novas formas de saber, expandir o conhecimento e fazer retroceder a ignorância, foram sempre essas as tarefas das artes, das letras e das ciências. Nesse contexto, descobrimos recentemente, que há uma nova área do conhecimento, a agnotologia. Nasceu há uns poucos anos e as melhores universidades do mundo já têm departamentos dedicados ao seu estudo.

E em que consiste essa nova ciência, a dita agnotologia? Na verdade a sua ação centra-se na investigação da produção de ignorância. É isso mesmo, sem tirar nem pôr. Compreendemos o eventual espanto de quem nos lê, mas todos perceberão já a seguir o que tal significa.

Que não haja equívocos, não é a agnotologia que produz ignorância, ao que ela se dedica é sim a investigar os procedimentos e métodos de quem o faz. Em resumo, a angnotologia produz conhecimento estudando aqueles que fazem o seu exato oposto, ou seja, os que intencionalmente propagam a ignorância.

Até há algum tempo, a ignorância era espontânea, sendo praticamente um sinónimo de desconhecimento. Combatia-se a ignorância aprendendo, lendo, investigando e pesquisando. Assim sendo, ao avanço do conhecimento correspondia um consequente retrocesso da ignorância. Todavia, parece que no presente as coisas já não são bem assim.

A ignorância já não é simplesmente espontânea, já não é apenas o mero desconhecimento. Atualmente há inúmeras gentes que se dedicam a fazê-la avançar, fazendo-o de uma forma intencional e utilizando para tal os mais sofisticados meios e métodos e outros muito básicos.

Em síntese, a agnotologia é a ciência que estuda os meios e métodos que são usados para fazer recuar o conhecimento e a sabedoria, e quem ativamente propaga o desconhecimento, a confusão e a ignorância.

Na imagem abaixo "agnotologia" está escrito com acento no i, porque está em espanhol, não é portanto por ignorância.


A agnotologia estuda a utilização estratégica da disseminação da ignorância como forma de adquirir vantagens específicas (económicas, políticas, culturais). O que agnotologia já descobriu, foi que o principal método de “raciocínio” usado por todos os que fazem crescer a ignorância é muito básico: face à ausência de uma prova absoluta, legitima-se a afirmação contrária, mesmo que sem qualquer prova.

Se X não está provado a 100%, logo Não-X é o absolutamente verdadeiro. A plausibilidade e a probabilidade científicas são assim substituídas por certezas dogmáticas, cuja veracidade em nada se baseia, se não na teimosia e na ignorância.

A agnotologia teve origem num caso que se tornou um clássico, o tabaco. Sabe-se desde há muito que o tabaco agrava enormemente a probabilidade de se ter cancro do pulmão, contudo, como essa probabilidade não é absoluta, não é de 100%, pois há quem fume e não sofra dessa doença, passou a defender-se com unhas e dentes a tese exatamente oposta, ou seja, que não há factos inquestionáveis de que o tabaco seja uma das causas do cancro do pulmão.

Substituiu-se a assim a plausibilidade e a probabilidade baseadas em inúmeras pesquisas científicas, pela certeza dogmática contrária baseada em praticamente nada.

As tabaqueiras norte-americanas exploraram esse método à exaustão durante décadas. Não havendo uma relação de causa-efeito absoluta entre tabaco e o cancro do pulmão que fosse de 100%, negaram a validade científica da elevadíssima probabilidade e plausibilidade de que essa relação existisse.

Às tabaqueiras norte-americanas convinha-lhes enormemente que a ignorância alastrasse e não se pouparam a esforços para que tal sucedesse.


Para os que querem propagar a ignorância, ou bem que uma verdade o é a 100%, ou bem que é o oposto o verdadeiro. Os negacionistas das evidências científicas das alterações climáticas e da pandemia de Covid-19, são um outro exemplo desta situação.
Explorando o leve grau de incerteza inerente a todo e qualquer conhecimento científico, nega-se totalmente a validade desse mesmo conhecimento, afirmando-se convictamente o seu exato contrário.

Há teses ridículas mas que são propagadas por todo o lado, como por exemplo, a defendida pelos chamados terraplanistas. Os terraplanistas são pessoas que olham para o planeta Terra e, não o vendo redondo com os seus próprios olhos, não tendo portanto 100% de certeza, concluem o exato contrário, ou seja, que o planeta Terra é plano.

Que haja imensas provas que o planeta Terra não é plano, é algo que tanto lhes faz, ou bem que o veem redondo com os seus próprios olhos, ou bem que não há 100% de certeza, e não a havendo, é porque o planeta é plano. O “raciocínio” é esse, é básico, mas há muito quem se deixe enganar.

Coisa semelhante sucede com a Teoria da Evolução de Charles Darwin. Há milhões de anos não estavam lá para ver como é que as espécies evoluíram, logo não possuem 100% de certeza que assim tenha sido. Vai daí concluem que a Teoria da Evolução é uma grande aldrabice, adoptando a tese oposta.
Adoptada a tese, autointitulam-se criacionistas, que sempre é um nome mais fino e dá melhor ar do que os nomes daquilo que realmente são, ou seja, burros e ignorantes.

Que por exemplo o Papa Francisco tenha afirmado que a Teoria da Evolução, tal com a teoria do Big Bang, são linhas de pensamento corretas e que não entram em contradição com a religião cristã, aos criacionistas nada lhes diz.

Dizer-lhes que as histórias bíblicas podem e devem ser lidas como metáforas, e que é precisamente nisso que reside a sua profunda espiritualidade, é coisa à qual não ligam.

Terraplanistas, criacionistas e muitos outros “istas”, como por exemplo os fascistas, é tudo gente pão-pão, queijo-queijo, muito terra-a-terra. Só lá vão com dogmas, com verdades inquestionáveis e com 100% de certeza, metáforas é coisa que não lhes agrada, não percebem o que elas querem dizer.

Tais gentes, uma vez tendo chegado às brilhantes conclusões de que a Terra é plana ou que a evolução das espécies nunca existiu, agem como iluminados e defendem ferozmente a “verdade”, afirmando que as ditas verdades científicas resultam de uma qualquer conspiração internacional para os enganar.

Abaixo um mapa-mundo do século IV a.C.


Para além de ter posto a claro a fórmula de “raciocínio” dessa gente, a saber, se X não está provado a 100%, logo Não-X é o absolutamente verdadeiro, a agnotologia também já descobriu que os que voluntariamente propagam a ignorância adoram teorias da conspiração.

Exemplos não faltam, há de todos os tipos, quer que as vacinas para o Covid 19 são uma maquinação do Bill Gates para dominar a humanidade, até que as imagens da ida à Lua foram produzidas num estúdio de Hollywood. Estas duas parecem inventadas por gente sem juízo, mas há umas quantas mais perigosas.

Imaginemos um país democrático onde se celebram eleições livres. Imaginemos igualmente que o candidato ou partido derrotado alega que houve uma fraude na contagem dos votos. Tal alegação não se baseia em nada de concreto, no entanto, semeia-se a dúvida, pois é impossível que todos possam estar nos milhares de mesas de votos existentes e ver com os seus próprios olhos que os votos foram bem contabilizados.

Em resumo, e mais uma vez, não há 100% de certeza que efetivamente todos os muitos milhões de votos tenham todos sido contados corretamente. Não há, nem nunca pode haver, pois o sistema eleitoral democrático baseia-se na confiança dos eleitores nas instituições e na imensa probabilidade que os votos tenham sido contabilizados corretamente.

Se cada cidadão tivesse que ir verificar pessoalmente a contagem de todos os votos, para ter mesmo 100% de certeza de que as contas foram bem feitas, nunca mais saíamos do mesmo sítio.
Porém, o que o nosso imaginário candidato derrotado insinua é isso mesmo, uma vez que ninguém tem mesmo a certeza absoluta que os votos estão bem contados, por consequência é porque não foram (se X não está provado a 100%, logo Não-X é o absolutamente verdadeiro), vai daí conclui-se que houve uma conspiração.

Se o “raciocínio” se X não está provado a 100%, logo Não-X é o absolutamente verdadeiro já por si é bastante enviesado, acrescentar-lhe uma conspiração torna tudo ainda mais louco.

Se quisemos colocar a coisa em termos matemáticos ficaria assim: 
∀ X ≠ 100% → ∀ ñX = 100% → ∀ X ≠ 100% = Conspiração.
Traduzindo: se não há 100% de certeza de que algo é assim, logo é porque é o seu contrário, por consequência, há uma conspiração.

Para quem porventura não tenha percebido, alertamos que a nossa ignorância em matemática é vasta e extensa.



Uma vez tendo passado em revista os meios e métodos mais básicos que a agnotologia identificou como os usados pelos que intencionalmente propagam a ignorância, vamos aos mais sofisticados.

Os que querem propagar a ignorância conseguem colocar ao seu serviço as mais complexas tecnologias digitais, nomeadamente através das redes sociais. Conseguem também compor rebuscadas e caríssimas campanhas publicitárias destinas a subtilmente desmantelar as mais sólidas instituições e a desacreditar as atividades sobre as quais assenta o progresso da humanidade e o retrocesso da ignorância, ou seja, as artes, as letras e as ciências.

Para quem quer propagar a ignorância, os principais alvos a abater são claros, as escolas, as universidades, os museus, os livros e tudo o mais que produza conhecimento.
Em substituição de tudo isso virão escolas e universidades ao serviço das empresas e cuja missão já não será expandir o conhecimento mas sim formar bons e leais funcionários, sejam eles cientistas ou empregados de balcão. Virão museus que já não o serão, pois que já não haverá reais obras de arte para calmamente se contemplar, mas sim experiências imersivas a que acorrerão multidões e que muito lucro darão. Virão também livros que não são os dos grandes autores, mas sim os escritos por apresentadores de TV e outras celebridades.

Em suma, virão o entretenimento e a superficialidade como modo de vida, e irão desaparecer o pensamento e a profundidade, se assim for, se calhar virão também regimes políticos que promoverão a ignorância e as suas verdades como inquestionáveis, assim sendo, toda a gente andará feliz e com 100% de certezas.
Neste entretanto, temos a agnotologia que é uma formas de irmos passando os dias.

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