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Capítulo IX - Como andar tristonho e mal-disposto em agosto…com a comida


Neste nono capítulo da nossa série de verão “Como andar tristonho e mal-disposto em agosto” vamos falar-vos de comida, mais concretamente de carne, de peixe, de fruta, de vinho, de couves e de bolos.


Como calcularão, nós relativamente a comida, é mais na óptica do utilizador. Sobre o modo como se cozinha aquilo que se come, temos uma vaga noção acerca do que é necessário fazer para se confecionar um ovo estrelado e de como se assam umas quantas sardinhas, fora isso, pouco mais.

Quando muito, em dias de festa, lá conseguimos preparar as bebidas para o coquetel e cozinhar umas coisinhas simples para acompanhar, tipo um Velouté de potimarron à la crème de truffe en verrine, ou umas Cassolettes d'épinards au saumon fumé e, vá lá isso, uns Escargots au beurre persillé, mas ainda assim, o que nos sai melhor são as sandes de fiambre e queijo.


Bem sabemos que durante o verão as gentes gostam é de comida saborosa, leve e simples e com produtos frescos, mas como todos os que nos leem também sabem nós estamos aqui para falar de coisas que nos ponham tristonhos e mal-dispostos, consequentemente, vamos falar-vos de manjares desagradáveis, enjoativos e até nauseabundos.


Abaixo uma imagem com uma obra de Daniel Spoerri, de 1972. O artista suíço foi o percursor da chamada “eat art”. O seu método de trabalho era simples, convidava umas quantas pessoas para comer e em determinado momento dava a refeição por finalizada. Claro que havia quem ficasse chateado, pois ou a comezaina lhe estava a saber bem ou tinham fome, e subitamente, assim do nada, acabava-se a paparoca.

Mas pronto, como era tudo em nome da arte, os convidados lá se consolavam, enchiam-se de paciência e iam à procura de uma roulette que vendesse febras, bifanas e cachorros quentes.


A toalha de mesa, os talheres, os pratos, os copos e os restos de comida ficavam tal e qual como estavam. Posteriormente Spoerri aplicava-lhes um produto que os conservasse para a eternidade e fixava-os numa tela. A obra era depois exposta numa galeria de arte ou museu, sendo pendurada na vertical como um qualquer outro quadro.



Para todos aqueles que já estão cheios de apetite para saber mais sobre Daniel Spoerri, tomam conhecimento que o homem nasceu em 1930 na Roménia. Durante a Segunda Guerra Mundial, o seu pai foi enviado para um campo de concentração de onde nunca voltou. Nessa ocasião, a mãe pegou nele e fugiu para a Suíça, onde se estabeleceram. Spoerri viveu durante um largo período da sua vida em Paris, fazia parte do movimento artístico “Noveau réalisme” e teve durante bastantes anos um restaurante em Düsseldorf.


Mas quem ainda não tem o apetite satisfeito e quer saber mais, aqui fica a edição do programa francês “Trois minutes d’art” dedicado a Spoerri, verão que a sua obra tem profundas afinidades com a antiguidade clássica:



Daniel Spoerri é um artista giro, embora muita gente tenha ficado desagradada por não ter podido finalizar a refeição, para que ele criasse as suas obras de arte. No entanto, a coisa mais desagradável que alguma vez vimos no que a comida diz respeito, foi o filme franco-italiano “La Grande Bouffe/ La grande abbuffata”, no Brasil foi-lhe dado como título “A grande comilança” e em Portugal “A grande farra”.


A história é fácil de contar, quatro homens de meia-idade e bem-sucedidos na vida, decidem refugiar-se numa mansão para cumprir uma missão: comer até morrer. Levam consigo umas raparigas e durante dias e dias comem abundantemente do bom e do melhor.

Vamos ser spoilers e dizemos-vos desde já que conseguiram o que pretendiam, morreram a comer. Durante o filme vemos como ingerem enormes quantidades de comida, como ficam indispostos, vomitam, evacuam e passam bastante mal. O certo é que depois de assistir ao filme, não se tem assim muita vontade de comer, talvez seja aconselhável a quem quer fazer dieta.


“A grande farra” é uma película altamente filosófica, Marco Ferreri, o realizador, explicou-a assim: “Vivemos num tempo onde já não existem sentimentos. Tudo é falso e hipócrita. Assim, com “La Grande Bouffe”, quis contar uma história que se apoiasse numa verdade ainda não adulterada: a realidade fisiológica. O meu filme exprime um profundo desespero, traduzido na vontade de se empanturrar, de se empanturrar até explodir. É um filme moralizador, é um filme moralista”


O trailer do filme dá logo uma boa ideia daquilo que se passa. Em 1973 o filme causou um escândalo aquando da sua estreia no Festival de Cannes, curiosamente, em Portugal foi um grande sucesso, quando por cá estreou em 74, já após o 25 de Abril, faziam-se filas à porta dos cinemas. Quando dois ou três anos depois passou na RTP, voltou a ter grandes audiências, eram outros os tempos, de distintos apetites.



Ora bem, comer até morrer, digam lá se não é uma ideia que deixa uma pessoa triste e mal-disposta? É sim senhor, mas mais desagradável ainda, é ser comido depois de morto.


“O Cozinheiro, o Ladrão, a sua Mulher e o Amante Dela” é um filme de 1989, escrito e realizada por Peter Greenaway. A história desenrola-se num restaurante chamado "Le Hollandais", em cujo proprietário, um gangster, se banqueteia todas as noites acompanhado pela sua mulher. Farta do seu maçador e sádico marido, a mulher acaba por encontrar um amante simpático e culto, com quem tem relações em espaços esconsos do restaurante com o beneplácito do cozinheiro.


Quando o marido descobre que a mulher lhe é infiel, enraivecido, ordena aos seus homens que obriguem o amante a engolir um livro inteiro, página por página, até à sua morte. Depois faz com que este seja cozinhado de um modo refinado e serve-o como refeição à sua mulher. No fim do filme, a mulher vinga-se com uma receita de igual crueldade. Aqui fica o trailer:




Não é por acaso que o sofisticado restaurante que aparece no filme “O Cozinheiro, o Ladrão, a sua Mulher e o Amante Dela” se chama Le Hollandais, é o seu nome porque as referência à grande pintura holandesa da idade de ouro, entre os séculos XVI e XVIII, estão por todo o lado.


Na idade de ouro da pintura holandesa surgiram génios como Rembrandt ou Vermeer, mas foi também o período pródigo das natureza-mortas.



Um dos motivos recorrentes das natureza-mortas era a comida. São inúmeras as pinturas em que vemos uma mesa na qual há pratos, talheres, copos e restos de comida. Na verdade, as natureza-mortas de há quantos séculos não são assim muito diferentes da obra de Daniel Spoerri.


Genericamente, o significado simbólico das natureza-mortas relaciona-se com a transitoriedade da vida e a inevitabilidade da morte. Os alimentos retratados nas composições são símbolos da efemeridade e da fragilidade humana, lembrando-nos da impermanência das coisas. Comeram e beberam, ou seja, viveram, mas no fim o que fica são apenas restos. Serviram-se de taças refulgentes, de copos cristalinos, de talheres de ouro e de brilhantes pratos prateados, contudo, uma vez o repasto terminado, tudo isso fica abandonado em cima da mesa como se nenhum valor tivesse.


As naturezas-mortas são obras de arte moralistas, mostram-nos coisas belas e deliciosas, mas não para que as admiremos e saboreemos, mas sim para que reflictamos sobre a brevidade da vida e cheguemos à conclusão que mesmo a abundância, a riqueza e a beleza, são no fundo essencialmente fugazes.


A mensagem poder-se-ia resumir do seguinte modo, comam e bebam, mas lembrem-se que não é para sempre, digam lá que não é o pensamento que acompanha bem com uma salada fresca, com uma mariscada, com umas sardinhas assadas ou até a comer um gelado. Em qualquer refeição de verão, fica-se logo mais tristonho e mal-disposto, se ao se ingerir-se seja lá o que for, se pensar que a vida é breve e que caminhamos velozmente para o fim. É ou não é?



Se as naturezas-mortas dos séculos passados usavam a comida como um aviso acerca da efemeridade da vida, há atualmente artistas contemporâneos que a usam para nos avisar que a vida não é só consumo.


Olhemos por exemplo para a obra abaixo da alemã Rebecca Rütten:


Olhemos igualmente para esta outra obra da francesa Olga Kisseleva:




E por fim, esta última mais poética, da australiana Marian Drew:



Para terminarmos, um filme da extinta Checoslováquia realizado por Věra Chytilová em 1966, “As Pequenas Margaridas”. Duas jovens mulheres, Marie I e Marie II, observando o caos do mundo à sua volta, decidem que se devem tornar más e obscenas. Seduzem dois homens mais velhos para que lhes paguem uma refeição num sofisticado e caro restaurante, depois livram-se deles e num ato de grande significado político dão cabo da comida toda.


Aqui fica esse excerto, um momento clássico do cinema de leste, estreado nas salas de cinema quando nas lojas e supermercados da Checoslováquia de então, não raras vezes, o mais que se via eram prateleiras vazias. Em síntese, a comida também é política.



E pronto com toda esta conversa já estamos com fome, vamos dividir a nossa refeição em dois momentos, primeiro vamos a um restaurante fino comer uma deliciosa “Feiulle de Alface solitaire avec mostarde de Bourgogne”, prato que como o próprio nome indica consiste numa solitária folha de alface temperada com mostarda, e a seguir vamos à roullotte mais próxima comer duas febras e uma cerveja.


E pronto, em breve neste blog, num outro dia, seguir-se-á o décimo capítulo desta série de verão, “Como andar tristonho e mal-disposto em agosto…”

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