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Os homens são todos iguais (1ª parte)


Os homens são todos iguais, por vezes parecem diferentes, mas depois vai-se a ver, e são sempre o mesmo. Com tal constatação, não temos a menor intenção de denegrir a parte varonil da humanidade, antes pelo contrário. 
O facto é que mais ou menos a meio da vida, os homens se põem a pensar na dita, nisso são efetivamente todos idênticos. Já assim era em tempos antigos, assim continua a ser nos modernos.

Entre 1304 e 1321, Dante escreveu a sua mais célebre obra, “A Divina Comédia”. O livro está dividido em três partes, sendo que a primeira, “O Inferno”, é de todas elas e de longe, a mais conhecida e famosa.

São precisamente as descrições que Dante fez em “O Inferno”, que acabaram por dar origem ao adjetivo dantesco, termo que ainda hoje é de uso corrente. O livro inicia-se assim: “No meio do caminho desta nossa vida, vi-me numa selva escura, onde me perdi da correta via (Nel mezzo del cammin di nostra vita, Mi ritrovai per una selva oscura, Che la diritta via era smarrita)”.

Independentemente de no tempo de Dante não haver crises de meia-idade, o certo é que esse verso inicial de “O Inferno”, poderia muito bem referir-se a um homem da nossa época, um que chegado ali algures entre os quarenta e os sessenta anos de idade, se sente velho, perplexo, desanimado e por isso se põe a pensar na sua existência e sobre o que fazer à vida.


Como dissemos no início, os homens são todos iguais, por consequência, não são somente aqueles maduros que não cumpriram os seus sonhos de juventude, que ficaram aquém das expectativas e se sentem uns falhados e uns tristes, que se põem a pensar na vida. Nada disso, são todos, ou seja, também os que se sentem realizados e creem ter atingido os seus objetivos, se põem chegando à meia-idade a ruminar e a matutar acerca do passado e do futuro.

É esse o caso de Don Draper, personagem principal da série televisiva norte-americana Mad Men. A narrativa centra-se nos homens (e só mais lateralmente nas mulheres) que em meados do século XX trabalharam nas grandes agências de publicidade americanas que então existiam na Madison Avenue, em Nova Iorque.

Don Draper é um publicitário brilhante, por todos é admirado. Don é um caso clássico de um homem bem sucedido na vida, um exemplo claro como poucos, de que o American Dream não é um mito, que é possível.

Draper é o típico homem de êxito de meados do século XX. Veio do nada, subiu a pulso, casou com uma bela mulher, tem filhos saudáveis, possuiu bons amigos, bebe e fuma o que lhe apetece sem pensar no assunto, conduz bons carros, passam-lhe múltiplas mulheres pelos braços e dinheiro não lhe falta. Em síntese, é um homem aparentemente feliz, faz o que entende e não se priva de nada.

O problema é que a pouco e pouco Don Draper se põe a pensar. Pensa em si, nos seus, na vida, na sociedade, no mundo que o rodeia e em tudo o mais. Em dado momento, tendo chegado a uma certa idade, no meio do caminho da sua vida, põe-se a ler. Lê não para se distrair ou passar o tempo, mas sim para compreender melhor os outros, o mundo, a vida e, sobretudo, a si próprio.

Don Draper medita nas leituras que vai fazendo, no que elas lhe dizem, e vai assim aprofundando os seus conceitos e ideias acerca de quem é e do que o cerca. Aqui o vemos abaixo na imagem, a passar umas férias na praia, embrenhado numa leitura estival, a saber, “O Inferno” de Dante.


Num qualquer episódio da série Mad Men, Don Draper lê um poema de Frank O’ Hara (Baltimore 1926 - Long Island 1966) cujo título é “Mayakovsky”. Tal poema faz parte do livro de O’ Hara de 1957, “Meditations in an emergency”, é com ele que essa sua obra se encerra.

Vejamos um excerto desse poema, no qual o poeta, já a caminhar para a maturidade, constata que não é quem antes era, mas que talvez ainda o possa voltar a ser (And if I do, perhaps I am myself again). Verifica que tudo tem menos intensidade que noutros tempos, tudo é agora menos engraçado e mais acinzentado (always diminishing, less funny, not just darker, not just grey). Olha para trás e tenta regressar ao passado (to seem beautiful again, and interesting, and modern).

Em conclusão, o poeta depara-se com esse momento de emergência na vida dos homens, em que todos são iguais, ou seja, quando com uma certa idade se põem a meditar e temem o que têm pela frente. Receiam que no resto de vida que os espera, se deparem com uma catástrofe. Pior do que isso, suspeitam que eles próprios sejam em si mesmos essa receada catástrofe.

Now I am quietly waiting for
the catastrophe of my personality
to seem beautiful again,
and interesting, and modern.

The country is grey and
brown and white in trees,
snows and skies of laughter
always diminishing, less funny
not just darker, not just grey.

It may be the coldest day of
the year, what does he think of
that? I mean, what do I? And if I do,
perhaps I am myself again.


Para quem eventualmente não saiba, Mayakovsky foi um poeta russo que nasceu numa aldeia longínqua, daí partiu, correu mundo e morreu na capital do seu país, Moscovo. Mayakovsky veio à vida no ano de 1893 e deixou-a, voluntariamente, pelas suas próprias mãos, em 1930.

Mayakovsky era um entusiasta, alguém que amava a vida, a poesia e a revolução com um imenso e intenso vigor. Aquando da revolução soviética e da queda dos czares, o seu júbilo e ardor redobrou. Acreditava ferozmente que a vida podia ser vivida como um poema. Cria que a revolução iria fazer com que o trabalho nas fábricas, nas minas, nos campos, nos escritórios, nas escolas, nas academias, nos jornais e nos cais se transformasse em poesia.

Mayakovsky cria que tudo poderia ser poético. O que ele verdadeiramente desejava era fazer da poesia uma ruidosa notícia de última hora, daquelas que todos escutam com interesse e atenção. Incrivelmente, tal esteve prestes a acontecer.

O poeta discursava nas ruas, nas escolas, nos hospitais, em comícios e assembleias, as pessoas ouviam-no e levavam-no verdadeiramente a sério. Por um momento, muitos acreditaram que a vida poderia vir a ser poesia. Hoje em dia isso parece-nos algo de inaudito, todavia, nessa primeira época soviética tomaram-se medidas e aprovaram-se leis revolucionárias para que as fábricas, as escolas, os campos, os quartéis e tudo o mais, fossem locais poéticos.


Quando veio a primavera de 1930, já Mayakovsky tinha perdido tudo. A amante, a fama, a multidão que delirava ao escutá-lo, a força das suas cordas vocais e, pior ainda, a fé na poesia e na Revolução. Só lhe faltava perder a vida. Pôs-se a jogar à roleta russa, impecavelmente vestido, como exigiam os costumes da época, e descarregou sobre o coração as balas de um revólver.

Foi acerca deste homem, o poeta revolucionário russo Mayakovsky, que desistiu da sua vida a meio, que algumas décadas mais tarde, o poeta norte-americano Frank O’ Hara escreveu um poema a ele dedicado.

Foi um excerto desse poema, que Don Draper na série de TV Mad Men, encontrando-se numa daquelas encruzilhadas existenciais que surgem na vida dos homens a partir de uma certa idade, leu. Vamos lá escutar e ver:



Os homens são todos iguais, dissemos nós no início deste texto. A verdade é que o são também no modo como tentam lidar com o que de mais profundo neles e no mundo existe.

Homens bem sucedidos na vida, com bons empregos, com uma atitude dinâmica, prósperos e com projetos profissionais e pessoais a concretizar, não se põem cá a pensar. Não raras vezes, nem mesmo os que falharam e se sentem frustrados, infelizes e tristes se põem a pensar.

Na verdade, por norma, um homem só pensa em coisas práticas, ou seja, no modo de solucionar problemas e de enfrentar desafios, sejam estes quais sejam. O credo masculino é simples: “a man's gotta do what a man's gotta do” e pronto, é pôr mãos à obra e fazer.

Mark Rothko (1903-1970) nasceu na Rússia, mas logo aos três anos de idade veio para a América, tendo vivido toda a sua vida em Nova Iorque. Cresceu, tornou-se artista e as suas telas abstractas e frequentemente monocromáticas tornaram-se tão populares, que Rothko enriqueceu enormemente. Aparecia amiúde nos jornais, fazia capas de revistas e dava entrevistas nas TV’s.


A meio da sua vida, Mark Rothko encontrou-se numa selva escura e receava ter perdido a recta via. Amargurava-se com o seu imenso êxito e sentia-se ameaçado pelo seu sucesso financeiro.

Rothko receava que o seu triunfo comercial e mediático fosse um sintoma de que afinal a sua arte nada valia, que era apenas mais uma parte do vazio espiritual e do consumismo que por todo o lado o circundava. O pintor acabaria por dar-se morte a si próprio, enredado em angústias existências para as quais não conseguia vislumbrar uma saída.

Na série Mad Man aparece um Rothko. Essa cena não é protagonizada por Don Draper, são sim os seus jovens subordinados quem a protagoniza. Os personagens entram no escritório do dono da empresa e deparam-se com um quadro de Mark Rothko numa parede.

Nenhum deles sabe como reagir perante a obra de Rothko, sabem que estão diante de uma pintura profunda, mas tendem a hesitar e não se deixarem emergir nas cores do quadro e no seu misterioso significado. 
No fundo, os homens são todos iguais, preferem pensar em coisas práticos, solucionar problemas e enfrentar desafios. Com efeito, a profundidade mete-lhes medo, só por volta da meia-idade é que de súbito começam a ser afligidos por pensamentos obscuros e profundos.

Terminamos esta primeira parte deste texto, com essa cena, na qual jovens publicitários se deparam com um Rothko. Em breve virá a segunda parte:

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