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American Friends

 


Há muito quem por cá, e também pelo resto da Europa, sofra de um complexo de superioridade relativamente aos Estados Unidos da América.


É certo que nos últimos tempos se têm verificado na grande nação norte-americana, alguns acontecimentos mais inusitados, contudo, e ainda assim, há poucas razões para alguém no chamado velho continente, se sentir superior às gentes dos bons USA.

 

São muitos os exemplos que se poderiam apresentar, de como os EUA´s são superiores à Europa em quase tudo o que fazem, todavia, nós escolhemos ao dia de hoje, centrar a nossa atenção em apenas um desses aspectos, a saber, na estreita e íntima relação existente entre universidades e arte.

 

Só para iniciarmos a conversa, veja-se a imagem abaixo do  Weisman Art Museum, pertencente à Universidade do Minnesota.

                   


O edifício do museu da Universidade do Minnesota foi desenhado pelo prestigiado arquitecto Frank Gehry, sendo que a sua colecção, contém aproximadamente 30.000 obras de arte, incluindo pinturas, esculturas, gravuras, fotografias, cerâmicas e vídeos.

 

Pressupomos nós, que não há uma única universidade portuguesa, e apenas duas ou três europeias, que apresente sequer edifício ou espólio que se assemelhe.

 

Poder-se-ia pensar, que os professores e estudantes universitários do Minnesota terem à sua disposição uma tal colecção de arte, seria caso único na América, porém, veja-se a imagem abaixo, relativa ao Museu de Arte, da Universidade do Michigan.

         


O desenho do edifício é da espectacular arquitecta britânica de origem iraquiana, Zaha Hadid. 

A colecção permanente do museu, tem mais de 10.000 peças, que vão desde a antiguidade até ao presente. No museu universitário há obras de arte da antiguidade grega e romana, esculturas e vasos pré-colombianos, iluminuras medievais e renascentistas, pinturas de mestres antigos, pinturas americanas do século XIX e esculturas dos séculos XX e XXI.

Mas porque não falarmos também do Museu de Arte da Universidade do Indiana, que foi desenhado pelo arquitecto I.M. Pei, o mesmo que há umas décadas desenhou as pirâmides do Louvre.

 


O museu da Universidade do Indiana dispõe de várias galerias com colecções permanentes, uma com arte europeia e americana até ao século XVIII, outra com arte moderna e contemporânea, mais uma com arte europeia e americana do século XIX, e ainda uma galeria de arte antiga, asiática e islâmica.

 

Como se não bastasse tem ainda galerias dedicadas às artes de África, da Oceânia e das Américas. Para além das galerias de colecções permanentes, o museu possui três espaços de exposições temporárias: a galeria de exposições especiais, a galeria que se foca no cinema e em novos tipos de arte, e por fim, a galeria de gravuras, desenhos e fotografias.

 

Mas que tal e se agora, falássemos do Texas e mais concretamente da sua universidade? Ou melhor, e que tal se falássemos de um museu, que faz parte da universidade, dessa terra que muitos julgam ser apenas de cowboys e de ródeos?




A colecção permanente do Museu da Universidade do Texas contém mais de 22.000 peças, com importantes acervos de arte moderna e contemporânea, de arte latino-americana e pinturas de Mestres Antigos.
 
Para quando “nos nossos Texas”, tipo o Ribatejo e o Alentejo, um museu universitário igual ao dos cowboys?
Para finalizarmos, de modo a ficar bem patente que nos bons USA a intimidade entre universidades e arte, é mais próxima do que aquela que existe por toda a Europa, um quinto e último museu universitário, o da universidade de Northwestern. 


Da sua colecção constam grandes artistas, daqueles que atravessaram os séculos, e também uns quantos contemporâneos. 
Vistos estes cinco museus universitários, que são apenas exemplos dos muitos que há na América, é de crer que mais ninguém venha a sofrer de complexos de superioridade relativamente aos nossos amigos americanos do outro lado do Atlântico. 

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