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Neste carnaval falamos de ginásios, de folia, de vinho e de filosofia


Nós não somos particulares apreciadores nem de desfiles, nem de bailes, nem de máscaras, contudo, somos uns grandes defensores do carnaval. 
Com efeito, o nosso apreço pelo entrudo, nada tem que ver com matrafonas, cabeçudos e carros alegóricos, aquilo que verdadeiramente prezamos nessa festividade é o seu carácter artístico, literário, filosófico e, sobretudo, o seu espírito livre.

Quem nos lê de maneira nenhuma nos deve confundir com aquelas pessoas, que dizem não gostar nem achar piada alguma ao Carnaval. Tais criaturas são por norma gente virtuosa, bem-composta e séria e muito pouco dadas a brincadeiras, nós somos o oposto. Na verdade, esses são senhores e senhoras, que quase sempre sofrem de um mal cada vez mais expandido, o puritanismo.

O puritanismo é o exacto contrário do espírito carnavalesco. Se quisermos definir o puritanismo de forma simples, digamos que ele consiste no temor permanente de que alguém, seja lá quem for e em que lugar seja, se esteja a divertir.

Os acometidos pelo puritanismo, enfadam-se enormemente quando veem alguém bem-disposto, a rir e a gozar os prazeres da vida. A um puritano, a alegria causa-lhe repugnância e azia, razão pela qual, abomina o carnaval.

Nós, como já acima dissemos, não somos particulares apreciadores nem de desfiles, nem de bailes, nem de máscaras, todavia, nada temos contra a que outros desfilem, bailem e se mascarem. Não somos portanto puritanos, somos sim é mais dados a questões metafísicas e existenciais e por isso mesmo, ao invés de matrafonas, cabeçudos e carros alegóricos, preferimos antes comemorar o carnaval com reflexões de cariz artístico, literário e filosófico.


Talvez quem nos leia, creia ser esquisito e até um pouco pedante, comemorar-se o carnaval com reflexões de cariz artístico, literário e filosófico, e não com matrafonas, cabeçudos e carros alegóricos, porém, nós asseguramos-vos que não, que nesse nosso modo de ser não existem quaisquer esquisitices ou pedantices.

Observemos a imagem mais acima, trata-se de uma obra de 1924 de Joan Miró e intitula-se “O Carnaval do Arlequim”. A pintura pulsa de alegria e vida, há movimento, música e diversão. No entanto, o Arlequim parece meio desolado, algo alheado e deslocado na festa.

Com a sua cabeça redonda vermelha e azul, o Arlequim sabe que o seu lugar não é no meio daquela festança. Com efeito, o Arlequim é fruto da visão surrealizante e onírica de Joan Miró, no fundo habita num mundo onde o real e o imaginário se fundem de uma forma lúdica e simbólica.
Em síntese, o Arlequim é como nós, não é um puritano, mas é mais dado a comemorar o carnaval com questões metafísicas e existenciais. Dito isto, tal não significa que o Arlequim não goste que outros à sua volta bailem, gozem e se divirtam.

Vejamos de seguida a pintura abaixo, “O Combate entre o Carnaval e a Quaresma”, uma obra de 1559 de Pieter Bruegel. Na parte esquerda da composição destaca-se uma estalagem repleta de foliões, de bebedeiras, de música, de jogos, de confusão e de fogueiras. É o reino da diversão e do riso. 
A parte direita do quadro é dominada por uma igreja de onde os fiéis saem em procissão, dão esmolas aos pobres e junto à qual, as crianças brincam de modo pacífico e ordeiro.


“O combate entre o Carnaval e a Quaresma” simboliza o eterno conflito entre o prazer e a diversão por um lado, e a disciplina religiosa e o puritanismo por outro.

À esquerda no quadro, o carnaval é representado por um homem muito bem alimentado, montado num enorme barril. Ele é um símbolo da festa, do riso, do álcool e do vasto consumo de carne. O personagem usa uma torta como chapéu e empunha como arma um espeto de porco.


À direita vemos a Quaresma, personificada por uma figura magra e pálida, que representa o recolhimento, a penitência e a sobriedade. Vai sentada numa pequena carroça puxada por um monge e por uma freira. Obrigada à abstinência de carne, ela empunha uma pá de padeiro na qual se encontram dois peixes. Em seu redor há religiosos e crianças alinhadas, sossegadas e bem comportadas.


Aos dias de hoje, o puritanismo estendeu as suas terríveis e anti-carnavalescas garras muito para além dos contextos religiosos, e assim sendo, tenta a todos impor-nos a penitência, a abstinência e a sobriedade como modos de vida. No entanto, o puritanismo actual já não nos promete como antes, a vida eterna como recompensa pelo nosso bom comportamento, promete-nos sim uma vida clinicamente saudável.

Nós, como já anteriormente dissemos, não gostamos nada de puritanos, sendo que, nesse ponto em específico, acompanhamos o filósofo inglês Roger Scruton (1944-2020), que muito os combateu através dos seus escritos ao longo da sua vida inteira.

Sendo então agora Carnaval, época anti-puritana por excelência, vem assim muito a propósito evocar algumas passagens da obra literária e filosófica de Roger Scruton. 
Num dos seus derradeiros livros, “Bebo, Logo Existo: Guia de um Filósofo para o Vinho”, o autor insurge-se contra todos aqueles puritanos que constantemente nos azucrinam os ouvidos com os malefícios do vinho, e nos tentam converter à necessidade de praticarmos a abstinência no que concerne a esse magnífico líquido.

Atentemos no que Scruton diz: “Tenho duras palavras a dizer sobre os fanáticos pela saúde, os mulás malucos e quem quer que prefira sentir-se ofendido ao considerar o ponto de vista de outras pessoas. O meu objectivo é defender a opinião atribuída a Platão de que os deuses jamais concederam ao homem algo mais excelente ou valioso que o vinho. É contra a falsa santidade e a prudência cobarde que se dirige a minha discussão, não a fim de fomentar o vício, mas para mostrar que o vinho é compatível com a virtude. Os fanáticos pela saúde, que têm envenenado todos os nossos prazeres naturais, devem ser reunidos e encerrados juntos num lugar onde se possam entediar mutuamente, empanturrando-se com suas inúteis panaceias para a vida eterna. A minha opinião é que o vinho é um excelente acompanhamento para a comida, mas é um acompanhamento ainda melhor para a reflexão.”


O puritanismo dirigido ao vinho, desconhece que foi graças a ele que poetas, músicos, filósofos, escritores e artistas criaram algumas das suas mais belas obras. Não sabem portanto, os imensos benefícios culturais, estéticos e poéticos que esse líquido trouxe à humanidade.

Citemos novamente Scruton: “Devemos beber aquilo que gostamos, na quantidade que gostamos. Isso pode apressar a nossa morte, mas esse baixo custo será compensado pelos benefícios a todos os que nos rodeiam.”

Que não haja equívocos, Roger Scruton não advoga um consumo desregrado de álcool, semelhante ao modo descomedido como bebe a juventude actual, fim-de-semana após fim-de-semana. O que Scruton defende é outra coisa, ou seja, o vinho como companheiro da boa conversação, como auxiliar da reflexão e como uma fonte que sacia, inspira e eleva a alma de poetas, filósofos, escritores, músicos e artistas.

Citemos uma última vez Roger Scruton, para que entendamos bem o seu ponto: “Graças ao empobrecimento cultural, os jovens já não possuem um repertório de músicas, poemas, discussões ou ideias com as quais possam entreter-se uns aos outros enquanto erguem os seus copos. Eles bebem apenas para preencher o vazio moral gerado pela sua falta de cultura, e embora tenhamos conhecimento dos efeitos adversos da bebida num estômago vazio, estamos actualmente a assistir aos efeitos bem mais devastadores que a bebida gera numa mente vazia”. 

Abaixo uma célebre pintura de Diego Velásquez, na qual se vê o Deus Baco no momento em que apresenta aos mortais o divino vinho. Já agora e para quem não sabe, o carnaval tem as suas raízes históricas nas Festas Dionisíacas da Grécia antiga, e nas Festas Bacanais da antiga Roma, ambas celebrações em honra de Baco (ou Dionísio), o deus do vinho, da fertilidade e do teatro. 


Todavia, os puritanos, essa gente isenta de espírito carnavalesco, não se contenta em que pratiquemos abstinência apenas em relação ao vinho, no seu entender, devemos igualmente abstermo-nos do sal, do açúcar, dos fritos, dos doces, dos enchidos e de muitas outras coisas mais. Caso caíamos em tentação e pequemos, para essa gente, não há mais remédio que não seja o da penitência.

É olhar para as montras transparentes dos imensos ginásios existentes por todo o lado e ver os muitos penitentes que por esses lugares há, nem em Fátima há tantos. Caminham longamente em passadeiras rolantes, como se fossem peregrinos que se dirigissem a Meca ou a um outro qualquer longínquo lugar sagrado. Contritos, penitenciam-se pelos seus múltiplos pecados fazendo abdominais e flexões de modo a exorcizarem dos seus corpos as demoníacas gorduras e assim se transformarem em puros e santos organismos.

Abaixo a figura de São Sebastião penitente, que fora o facto de ter sido trespassdo por umas quantas setas lançadas por hereges, de resto e como se pode constatar, encontra-se em óptima forma física.


Aqui chegados, finalizamos para não nos alongarmos nem maçarmos ninguém. Cremos já muito termos brincado ao Carnaval, com todas estas reflexões de cariz artístico, literário e filosófico. Enfim, foi um folguedo.

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