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As razões de sermos uns tristes


“Passear contigo, amar e ser feliz…”, era o que se dizia numa cançoneta portuguesa, dos idos anos 80. No entanto, a felicidade é algo que não é fácil de obter em Portugal, pelo menos é isso o que nos dizem os números.


É certo que a felicidade individual não se mede numericamente, contudo, a felicidade colectiva de um país, sim. São os resultados numéricos dessa medição, que anualmente nos são apresentados no Relatório Mundial da Felicidade. Saiu há dias o do presente ano, aqui fica:

https://data.worldhappiness.report/table?_gl=1*1gjp7ft*_gcl_au*MTU1NjMwOTk5MC4xNzczOTAwMzI3


Os critérios analisados para estabelecer o quão cada país é feliz não se medem em amores e passeios como na cançoneta da década de oitenta. Os critérios são antes os seguintes: o PIB per capita, a assistência e coesão social, a expectativa de vida saudável, a liberdade para fazer escolhas, a generosidade, as percepções da corrupção e o predomínio de emoções positivas ou negativas.


Em 2026, os países nórdicos, e em particular a Finlândia, continuam a ocupar os primeiros lugares. Mesmo que faça frio lá por esses sítios, não é de estranhar que como povo sejam felizes, pois o nível económico e social desses países é altíssimo. Significa isto, que as condições materiais, económicas e sociais ajudam uma nação a ser colectivamente feliz.


Todavia, se olharmos para o quarto lugar dessa lista, verificamos que este é ocupado pela Costa Rica, país da América Latina cujo PIB per capita é praticamente metade do português, e onde o desenvolvimento social e económico não é de modo algum equivalente ao dos ricos países nórdicos.


O que explica então o quarto lugar da Costa Rica? Pela leitura dos gráficos e tabelas, a razão para tal é simples, pois a Costa Rica é um país onde existem muitas liberdades individuais e onde as emoções positivas predominam claramente sobre as negativas.


Em resumo, na Costa Rica podem não ter muito, mas apreciam e dão valor ao que têm, e para mais são livres e não dados a queixumes e lamúrias, mas sim à música, ao ritmo e à alegria.



Vejamos o Top 15, dos países mais felizes do mundo em 2026:


1. Finlândia

2. Islândia 

3. Dinamarca

4. Costa Rica

5. Suécia

6. Noruega

7. Países Baixos

8. Israel

9. Luxemburgo

10. Suíça

11. Nova Zelândia

12. México

13. Irlanda 

14. Bélgica

15. Austrália


Olhando para a lista acima, constata-se que há países com muita riqueza económica, mas que também nela existem outros em que tal não sucede, daí se pode concluir, que a prosperidade material ajuda mas não determina, o nível de felicidade de uma nação.


Dito isto, vamos ao que mais nos fascina: Portugal. O número total de países analisados é de 147, o último posto é do Afeganistão, sendo que, Portugal ficou posicionado na sexagésima nona posição. Relativamente a 2025, a lusitana nação desceu uns bons nove lugares.


O que será que se passa com a felicidade nacional? Por que não andamos tão contentes como os suecos ou noruegueses, ou pelo menos como os costa-riquenhos ou mexicanos?


Não se encontra uma resposta óbvia, mas nada temeis caros compatriotas, pois nós neste blog vamos sem medo em frente, e se necessário for mesmo contra os canhões marchar, até descobrirmos a real causa de por cá andarmos macambúzios.



Se olharmos para o lado, constatamos que a nossa vizinha Espanha ocupa a quadragésima primeira posição na tabela mundial da felicidade, ou seja, mais de vinte lugares acima de nós. Se olharmos para lá do Atlântico, para o país irmão, verificamos que o Brasil se situa na trigésima segunda posição, num patamar muito superior ao nosso, ou seja, mais de três dezenas de postos acima.


Significa isto, que os vizinhos espanhóis e os parentes brasileiros são muitos mais felizes que nós. 

Portugal é o país com o trigésimo segundo maior PIB per capita do mundo, é o vigésimo segundo com mais expectiva de vida saudável, é o vigésimo sétimo a nível de liberdades individuais, e depois ao nível de felicidade, vai parar lá muito abaixo, à sexagésima nona posição? Mas o que é isto!


Vendo os factos e os dados, dir-se-ia que a posição normal para Portugal seria ali pelo trigésimo lugar, mais coisa, menos coisa, algures entre a Espanha e o Brasil. Agora sexagésimo nono não, tal lugar dá-nos nitidamente a ideia, que isto por aqui é só gente triste.



Se consultarmos com atenção os gráficos e as tabelas do Relatório Mundial da Felicidade, rapidamente chegaremos à conclusão que relativamente aos critérios económicos e sociais, Portugal anda por lugares bastante honrosos, entre o vigésimo e o trigésimo. Onde o problema realmente se coloca é na percepção de corrupção, no qual estamos no centésimo vigésimo quarto lugar, no predomínio de emoções positivas, critério onde nos situamos no nonagésimo sexto posto, e na generosidade onde nos encontramos na centésima oitava posição.


Em resumo, as três grandes razões da nossa infelicidade colectiva, de sermos uma triste nação, são o acharmos que toda a gente é corrupta e o que querem é um tacho para se encherem, o estarmos constantemente a dizer coisas negativas de tudo e de todos, e o facto de sermos muito pouco generosos.


Comecemos pela generosidade. Quando vemos as reportagens televisivas acerca das campanhas de recolha de alimentos ou de bens para ajudar quem sofreu alguma catástrofe, ficamos todos contentes por sermos uma nação de gente generosa. Todavia, segundo os factos e os dados, a nossa generosidade limita-se a momentos pontuais como os referidos, pois habitualmente, no dia-a-dia, somos tudo menos generosos.


Segundo o Relatório Mundial da Felicidade, em 147 países, a doar somos o centésimo oitavo do mundo, a voluntariarmo-nos o centésimo décimo sétimo e a disponibilizarmo-nos para ajudar um estranho, o centésimo quinto.


Dito isto, em termos genéricos, quando alguém apela à generosidade de um português, o mais certo é que obtenha como resposta ao seu pedido um sonoro e singelo “Toma”:



Por um lado, não somos generosos, excepto quando doamos latas de conserva e pacotes de arroz e esparguete nos supermercados em dias marcados, por outro lado, também somos descrentes, invejosos e desconfiados.


Desde o simples vogal de uma junta de freguesia, até ao mais alto magistrado da nação, a larga maioria de nós não concebe que um político o seja, tendo como intenção a nobre missão de servir. Para nós, portuguesas, o que os políticos querem, todos e sem excepção, é tachos para se encherem.


Esta analogia provém da ideia de que quem está perto do "tacho" (o recipiente onde se cozinha a comida) consegue "comer melhor" ou mais facilmente. Assim, quem tem um "bom tacho" consegue retirar benefícios (financeiros ou de poder) de uma posição, sem ter necessariamente o mérito ou o trabalho que essa posição lhe exigiria.


A infelicidade nacional não se baseia em que alguém ocupe imerecidamente uma posição e disso retire benefícios indevidos, mas sim de que esse alguém não seja o próprio.


Em termos genéricos, o português é infeliz enquanto cidadão, não por os cargos serem ocupados por quem para tal não tem manifestamente competência, mas sim por não haver um qualquer “tacho” para si mesmo.


Seja no estado ou noutro lugar qualquer, o anseio do português é por um emprego em que se pague bem e se saia cedo:


Arranja-me um emprego

Pode ser na tua empresa

Com certeza eu dava conta do recado

E pra ti era um sossego


Se meto os pés para dentro

A partir de agora eu mete-os para fora

Se dizia o que penso, eu posso estar atento

E pensar para dentro


Se queres que seja duro, muito bem, eu serei duro

Se queres que seja doce, serei doce, a isso juro

Eu quero é ser o tal e como tal reconhecido

E assim digo-te ao ouvido: arranja-me um emprego


Arranja-me um emprego

Pode ser na tua empresa

Com certeza eu dava conta do recado

E pra ti era um sossego


Em suma, generosidade, só em dias marcados e no supermercado, quanto ao resto, é tudo uma malandragem que vivem de tachos ou subsídios, só eu que sou um pobre infeliz, é que tenho de me matar a trabalhar.


Assim sendo, e enquanto cidadãos do país, os portugueses vivem infelizes enquanto um colectivo, por ninguém ajudar ninguém e por invejarem a outros eventuais subsídios e tachos. Posto isto, vamos ao terceiro factor da infelicidade nacional, a saber, o predomínio de sentimentos negativos.


Não é difícil de observarmos esses nefastos sentimentos, tanto faz que seja numa conversa de café, na igreja, no emprego, numa troca de impressões com um vizinho, nas reportagens dos telejornais, nos comentários televisivos ou nas redes sociais, no fundo, aquilo de que o português gosta mesmo, é de dizer mal.


“Dizer mal” não é o mesmo que apresentar uma reclamação formal e exigir melhorias de um serviço ou de uma situação específica. Para se reclamar tem de se mostrar factos, o que está mal e qual a possível solução, só que isso, em termos genéricos, não é o modo colectivo de agir.


O modo de agir nacional é dizer mal por dizer mal, e sempre acompanhado com uma pitada de covardia. O carácter do cidadão lusitano, vê-se muito bem no trânsito. Quando há uma qualquer altercação, há sempre um corajoso cidadão que grita desvairado para um outro, “Ah camelo! Ah cavalgadura! O que é que estás para aí a ladrar, ó meu ‘ganda’ cão? Enfio-te dois sopapos nesse focinho, que até vais de avião…”, e logo de seguida, antes que se chegue a vias de facto, arranca e vai-se rapidamente embora que já se vai fazendo tarde.


No refúgio do popó sabe bem praguejar e pirar-se. Ao volante gostamos de mostrar que somos uns valentes, mas passados esses repentinos furores, sentimo-nos aliviados, já largámos a nossa dose de escárnio e mal-dizer diária e portanto podemos mansamente amochar e fazermos cada um para seu lado, o mesmo que fazemos em todos os restantes dias.


Cada um para seu lado pois claro, porque isto por este país é só malandragem e gente que vive de tachos e subsídios, gente que quer é do dado, mas pôr-se a trabalhar é que não é com eles, e gente de quem o melhor que se pode dizer é que são uns cães e umas cavalgaduras, em síntese, é por tudo isto que Portugal, como um colectivo, é uma infelicidade.


Aqui chegados, cremos, caros compatriotas, que temos explicitadas as razões pelas quais Portugal ocupa um lugar tão baixo na tabela do Relatório Mundial da Felicidade. Resta-nos a consolação, de que o Afeganistão é pior...

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