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Do East End londrino à Mouraria, é um saltinho

 
E assim fomos, tu e eu, num certo dia de Inverno passear ao entardecer, sendo o mesmo dizer, “Let us go then, you and I, when the evening is spread out against the sky”.

E assim sendo, caminhámos por ruas esconsas, por estreitos becos e por sítios de uma Lisboa antiga, tal e qual como outrora o poeta T.S. Elliot, ia com alguém por uma Londres vazia e recôndita, uma urbe feita de lugares escondidos e nada turísticos, acerca dos quais ele escreveu: “Let us go, through certain half-deserted streets”.

E sim, talvez nesse dia o poeta Elliot passeasse por aqueles idos lados de Londres, aos quais chamam o East End, e isso precisamente ao mesmo tempo, em que nós juntos passeávamos por antigos bairros de Lisboa.

É certo que T.S. Elliot morreu em 1965, quando nós não éramos sequer nascidos, mas em termos poéticos, o que na realidade nos interessam essas meras datas? Nada, pois o tempo é relativo, como todos muito bem o sabemos.

Sabemos também, que há quem fale desses lugares com desdém, seja do East End londrino, seja de alguns bairros antigos de Lisboa. Dizem serem esses sítios perigosos, pois são habitados por quem atravessa distâncias e vem do Paquistão, do Nepal, da Índia ou do Bangladesh. Porém, os que assim o dizem, são gente simplesmente ressentida e tola, incapaz de elevar a mente e alma para além do reles, sujo e rasteiro.

Abaixo uma foto do East End algures na década de 70. Então como agora, pouco interessa qual o lugar do mundo de que se tenha vindo, pois por esses lados de Londres, o que verdadeiramente importa é ter uma pose tipo assim “groovy attitude”.


William Shakespeare, durante o final do século XVI, viveu e trabalhou no East End, num lugar próximo à actual estação de Liverpool Street. Foi a essa mesma estação que em finais do século XIX chegaram centenas de milhares de judeus, que vinham fugidos das perseguições que sofriam na Rússia. A estação foi igualmente o ponto de chegada de milhares de crianças judias, cujas famílias enviaram para o Reino Unido, de modo a escaparem à perseguição nazi, um processo que ficou para a história como o Kindertransport.

Depois, em décadas posteriores, as ruas do East End encheram-se de caril e de outros sabores e odores vindos do Índico, e finalmente chegou muita gente vinda das Caraíbas, que trouxe para a zona os seus ritmos e sons.

Em Lisboa, no antigo bairro da Mouraria, existem idênticas misturas de sons, fragrâncias e paladares, sendo que, em poucas centenas de metros, tanto se pode encontrar um estabelecimento cujos proprietários são cariocas e servem feijoada à brasileira, como um bistrô ao melhor estilo parisiense, um local que apresenta pato à Pequim, e ainda outros com comida típica do Nepal, da Índia ou da Coreia. A tudo isto, acrescentam-se as velhas tabernas onde se continua a cantar o fado, como no tempo da Severa.

Passeávamos então num certo dia de Inverno ao entardecer pela Mouraria, quando caminhando fomos ter ao pequeno Largo de São Cristóvão, lugar onde se ergue uma igreja com o mesmo nome.

Por essas cingidas ruas da Mouraria, houve tempo para nos passearmos longamente e nos cruzarmos com rostos vindos de lugares longínquos, de Dakha, de Islamabade, de Calcutá, de Pequim ou de Katmandu. Como diria o poeta, “And indeed there will be time? There will be time, there will be time, to prepare a face to meet the faces that you meet”.

Na igreja de São Cristóvão foi onde o escultor Rui Chafes, instalou uma sua obra cujo título é “Ascensão”. Bem no interior do templo, ergue-se uma escada que nos leva ao distante alto, lá até onde há anjos, santos e demais seres celestiais.

Quem nesse dia de Inverno estivesse na Baixa lisboeta, só teria de subir um pouco a Rua da Madalena, passar por debaixo de um arco e transpor as escadinhas de São Cristóvão. Fácil seria vencer degrau a degrau essa escadaria. O que não falta na Mouraria são percursos ascendentes em forma de escadas. Entraria de seguida na Igreja de São Cristóvão, edifício erguido no século XVII, e veria então uma escada que se eleva ao céu.


Rui Chafes elegeu as escadas de madeira de acesso ao Coro Alto como espaço e motivo do seu trabalho, pois aí os degraus são estreitos e têm profundas marcas da passagem das gentes ao longo de centenas de anos.

O escultor fez o molde de cada degrau da escada de madeira do Coro Alto, para depois os esculpir em ferro. Recolheu assim nesses novos degraus de ferro, a memória da matéria gasta pelo uso e pela passagem do tempo. A obra que temos é uma escada de nove metros, suspensa entre o chão e o tecto da Igreja e sem tocar em nenhum deles.

Estamos perante uma escultura que se situa entre o que está próximo e a distância. Ao elevarmos o nosso olhar, realizamos um movimento que representa a incessante e nunca terminada procura humana pelo eterno. Segundo Rui Chafes, “Transportamos connosco o desejo de alcançar algo que nunca chega”.

Saindo para o exterior, uns passos ao lado da igreja, há umas quantas pequenas esplanadas onde nos podemos sentar praticamente defronte para a fachada do templo. Aí, talvez acompanhados por um chá quente e torradas, podemos demorar-nos a olhar.

“And indeed there will be time
Time for you and time for me,
And time yet for a hundred indecisions,
And for a hundred visions and revisions,
Before the taking of a toast and tea.”


Se o nosso olhar for atento, rapidamente observaremos que da janela da igreja sai uma estranha peça em ferro. Trata-se de uma outra escultura de Rui Chafes, que faz parte da mesma instalação, “Ascensão”.

Esta segunda escultura como que nos recorda os estreitos e intricados caminhos que a alma cabe percorrer para se elevar. Não é fácil irmos pela vida com o peso daquilo que somos e transportamos, mas simultaneamente tendo em nós um anseio de leveza, de elevação e de ascensão.

A obra de Rui Chafes dá-nos a ver que o desejo de alcançar algo que nunca chega, consegue até mesmo atravessar paredes de dura pedra e janelas com apertadas grades.


O East End de Londres tem uma longa história de conflitos, caracterizada por tensões sociais, pobreza, imigração e confrontos ideológicos. Em 1936 houve um combate entre a polícia, que protegia uma marcha de fascistas britânico, e a população local, que era fundamentalmente constituída por imigrantes judeus e por militantes socialistas.

Recentemente protestos de grupos extremistas de direita contra os imigrantes, têm exacerbado as tensões em áreas com alta diversidade cultural, como o East End. Por outro lado, grupos extremistas de esquerda, manifestam-se com bandeiras palestinas pelas ruas e não se eximem de promover actos anti-semitas, tentando assim acicatar a comunidade judaica que aí habita desde o século XIX.

O que se pode dizer acerca de toda essa gente é que lhes falta capacidade para expandirem e elevarem as suas mentes e almas, pois querem viver num mundo permanentemente encerrado, pequeno e rasteiro, de duras paredes e de janelas com fortes grades. Um mundo que se limite a quem é próximo e idêntico, e que exclua para sempre distantes e distintos.

Abaixo uma foto da década de 70 no East End, em que vemos umas quantas senhoras do tempo das permanentes.


Talvez seja mais confortável viver-se num mundo encerrado, limitado e de idênticos, pois se tudo for recto, óbvio e plano, não há escadas para se subir, não havendo assim que dirigir o olhar para o alto nem para o distante, todavia, são mais vastos aqueles que se atrevem a com tempo se passearem por universos que não conhecem e a rever as suas certezas.

“And indeed there will be time
To wonder, Do I dare?” and, “Do I dare?

Do I dare
Disturb the universe?
In a minute there is time
For decisions and revisions which a minute will reverse.”

Nas peças de Shakespeare, “a London Eastender”, há imensos personagens de várias partes do mundo. Exemplos importantes incluem Shylock (judeu), Cleópatra (egípcia), Otelo (mouro), Hamlet (dinamarquês), Romeu e Julieta (italianos) e muitos outros, talvez por isso, o seu teatro se chamasse “The Globe”.

Shakespeare sabia que o mundo é um palco e que nele cada homem representa muitas partes, as próximas e as distantes, as idênticas e as diferentes.

All the world’s a stage,
And all the men and women merely players;
They have their exits and their entrances;
And one man in his time plays many parts,

Em “O Mercador de Veneza”, Shylock, o judeu, diz a quem o despreza o seguinte: “Sou um judeu. Então um judeu não possui olhos? Um judeu não possui mãos, órgãos, sentidos, afectos e paixões? Não é alimentado pelos mesmos alimentos, ferido com as mesmas armas, sujeito às mesmas doenças, curado pelos mesmos remédios, aquecido e arrefecido pelo mesmo verão e pelo mesmo inverno que um cristão? Se nos picais, não sangramos? Se nos fazeis cócegas, não rimos? Se nos envenenais, não morremos? E se vós nos ultrajais, não nos vingamos?”

Sim, judeus, mouros, egípcios, londrinos e lisboetas têm calor e frio e olhos, tal como têm também mente e alma e, desde que não queiram ser estreitos e rasteiros, possuem igualmente capacidade para ver mais alto e mais longe.

Dito isto, o East End continua a ser um belo lugar. Há uns poucos anos, o notável escultor britânico nascido na Índia Anish Kapoor, instalou no East End uma altíssima escultura. Lá de cima vê-se a cidade inteira, os céus e o horizonte, depois desce-se como num escorrega.

Para quando sítio assim na Mouraria, para lá irmos passear?

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