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Quem canta seus males espanta (E em vez do medo?)



Nos nossos dois textos anteriores escrevemos sobre o medo, sendo que, neste de hoje continuaremos a escrever acerca desse mesmo tema, mas com melodias pop dos “sixties” e “seventies” a acompanhar.

O medo rodeia-nos: guerras, cheias, catástrofes, pandemias, crimes e violentos conflitos políticos, são o prato exclusivo que diariamente nos servem nas TV’s, jornais, redes sociais e até em conversas de café.

Depois, para além desse habitual menu, há ainda o medo que nos vem de dentro, esse que se manifesta em estados depressivos ou de ansiedade, em angústias, inquietações e numa estranha sensação de desequilíbrio e desassossego interior, que tudo cobre e pinta em tons mortiços e sombrios.


“I read the news today oh boy…”, inicia-se assim uma das canções menos alegres dos Beatles, “A Day in the Life”, um tema de 1967.

Só por sabermos que as notícias foram lidas, desconfiamos imediatamente que estas não terão sido boas, coisa que as frases seguintes da canção nos confirmam, “And though the news was rather sad, Well I just had to laugh. I saw the photograph. He blew his mind out in a car. He didn't notice that the lights had changed…”

“A Day in the Life” é uma das mais peculiares melodias dos Beatles, a partir de um minuto e quarenta cinco segundos, torna-se mesmo uma canção muito estranha, sendo que, todo o final da composição é verdadeiramente cacofónico. Ouçamos:


Na verdade, o que a canção “A Day in the Life” faz, é expressar musicalmente as ansiedades e angústias que sentimos perante as pequenas e as grandes catástrofes do dia a dia. A letra fala-nos de um acidente de automóvel e de uma guerra, mas fala-nos também de quotidianos desastres menores, como por exemplo cairmos da cama ao acordar, ou termos de correr para apanhar o autocarro, pois já vamos atrasados para o trabalho.

Vivia-se então à época, ou seja, na década de 60, num tempo em que o universo pop não se eximia de expressar e dar forma aos medos, tanto aos que vinham de fora, como aos cuja origem era de dentro.

Expressar e dar forma aos medos, é o melhor modo de contra eles lutar. O medo contém sempre em si algo de irracional, de incognoscível e de informe, porém, quando o medo é transformado numa canção, num poema ou numa obra de arte, imediatamente perde grande parte do seu assustador poder.

Abaixo uma obra de Andy Warhol da série “Death and disasters”.


Hoje em dia, a música pop quase que se esgota ou em sentimentalismos bacocos ou em eufóricas exaltações dançantes, sendo muito pouco dada a expressar as angústias, receios, temores e desassossegos quotidianos. Em resumo, são raras as canções actuais que dão forma aos medos, que vindos de dentro ou de fora, a todos nos cercam e odeiam.

Recorrentemente vemos as notícias e dizem-nos que há alterações climáticas e que o mundo caminha para uma inevitável catástrofe ambiental. Como seria expectável, essas previsões não nos deixam lá muito sossegados e diante de tais cenários, é perfeitamente normal que sintamos medo do futuro e do que aí vem, contudo, há modos de expressarmos e darmos forma a esses receios, para o não os deixarmos completamente à solta, totalmente livres para erguerem o seu reino de receios.

A música, sendo uma arte, é uma forma óptima de moldarmos os nossos medos e de assim aprendermos a lidar com eles, e saber como os enfrentar. “Quem canta seus males espanta”, é uso dizer-se, mas quem música escuta, de algum modo também seus medos afasta.

A propósito de tudo isto, refira-se uma canção de Marvin Gaye, “Mercy Mercy Me (The Ecology)” de 1971. A canção põe em evidência os males ambientais que atravessam o planeta inteiro: “Oh, things ain't what they used to be, no, no, Where did all the blue skies go? Poison is the wind that blows from the North and South and East”.

Na realidade, o tema fala-nos até de problemas mais específicos, como por exemplo, a poluição dos mares, “Oil wasted on the oceanos and upon our seas”, ou do excesso de população em certos lugares da Terra, “What about this overcroweded land”.

Em resumo, com “Mercy Mercy Me (The Ecology)”, Marvin Gaye transformou em palavras e em notas musicais, as angústias e receios de uma geração relativamente aos desastres ambientais, dando-lhes assim uma forma artística, não cedendo desse modo ao medo, mas sim enfrentando-o.


“What's Going On" é um tema do mesmo Marvin Gaye e também de 1971, sendo uma outra canção que dá forma a medos e receios. Neste caso, são abordados tópicos como a guerra (There's far too many of you dying), a violência policial (Don't punish me with brutality), a pobreza, a injustiça racial, e demais conflitos sociais existentes à época.

A canção foi concebida como um apelo à concórdia e à compreensão, tendo como objectivo levar os seus ouvintes a reflectir sobre a dor e a injustiça que ocorriam nas suas comunidades. Assim sendo, é também uma canção que clama por qualquer coisa de diferente, que não apenas o medo.


Há medo perante as grandes catástrofes ambientais, diante os grandes desastres e ante os tremendos conflitos bélicos e sociais, mas há também um medo, e não menos inquietante, que nasce e cresce no interior de nós.

Os números não mentem, quer seja entre adultos ou entre jovens, Portugal é um dos maiores consumidores do mundo de ansióliticos e anti-depressivos. Independentemente das razões individuais para tal, há certamente uma certa atmosfera na vida colectiva do país, que faz com que assim seja.

Portugal está no topo dos rankings internacionais no que diz respeito ao consumo de ansióliticos e anti-depressivos, mas há de modo idêntico, um excesso de uso de tais medicamentos em muitos outros lugares do mundo.

Muitas razões haverá para este contexto, sendo certamente uma delas, o ambiente de medo existente no mundo relativamente não só ao presente, mas igualmente no que concerne ao futuro. O poderoso medo parece ser rei e senhor, e todo o seu reino é feito de depressões, ansiedades e receios.


Ao dito “Quem canta seus males espanta”, nós acrescentamos que quem música escuta seus medos afasta. É sem dúvida por isso, que as mães cantam canções de embalar aos seus pequenos filhos, quando eles pelo medo do escuro são possuídos.

Os filhos crescem e tornam-se adolescentes e mais tarde jovens adultos, e aí já não há mães que lhes cantem e os medos afastem. Não fica bem, cantar canções de embalar a gente crescida. Todavia, os medos nessas idades serão certamente mais concretos e reais do que o infantil medo do escuro.

Sim, nessas idades, para além dos medos cuja origem nos é exterior, são também muitos os medos vindos de dentro de nós próprios. O medo de não conseguir ser-se aquilo que se é ou se quer ser, o medo de falhar, de fracassar e o receio de em adulto nunca se chegarem a cumprir as promessas, aspirações, desejos e sonhos que se tinham em criança e jovem.

Nessas idades, as mães já não cantam canções de embalar que afastem os medos e espantem os males, no entanto, há bandas, grupos e artistas a solo pop, que com as suas melodias e vozes, expressam e dão forma a todos esses medos, ensinando-nos assim a lidar com eles, e a saber como os enfrentar.

Em síntese, a música pop é uma forma de não deixar o medo à solta, de não permitir que o seu reino de receios tome conta de tudo. Assim sendo, regressemos aos “sixties” e recorramos novamente a um tema dos Beatles, este de1964, “I’m a loser”.

A canção diz coisas como “Although I laugh and I act like a clown, beneath this mask I am wearing a frown” ou “I'm a loser, and I'm not what I appear to be” e ainda “My tears are falling like rain from the sky”. Todas estas afirmações, demonstram-nos claramente que o protagonista da canção não está bem, que anda bastante tristonho e amedrontado, sem saber o que vai ser de si.

Mas dito isto, o facto é que a canção dos Beatles transforma todos esses temores e tristezas em ritmo e alegria, confirmando mais uma vez, que quem canta seus males espanta e quem escuta seus medos afasta. Ouçamos:


O tema transversal da Bienal Cultura e Educação promovida pelo Plano Nacional das Artes neste ano, consiste em desafiar-nos a transformarmos o medo em "desmedo", e o seu principal mote é “E em vez do medo?”

Abaixo um cartaz da Bienal Cultura e Educação, que nos apresenta uma frase de Almada Negreiros.


À pergunta “E em vez do medo?”, poder-se-ia muito bem responder “E em vez do medo, arte, canções, música, Marvin Gaye, os Beatles e alegria”.

Para quem porventura quiser espreitar os nossos anteriores textos dedicados ao medo, “Ai que medo” e “O medo vai ter tudo”, aqui ficam os links:



Para finalizarmos esta série textos, nada melhor que uma outra música pop. Esta é de 1968, sendo o seu autor e intérprete um juveníssimo Caetano Veloso. O título da canção é “Alegria, alegria” e num dos seus versos fala-nos de crimes, espaçonaves, guerrilhas e Cardinales bonitas. Ou seja, contrapõe ao que mete medo (crimes e guerrilhas) a engenhosidade e invento humano (espaçonaves) e a beleza feminina (a bonita Claudia Cardinal).

Num outro verso, faz-se uma pergunta que continua a fazer muito sentido, “O sol nas bancas de revista me enche de alegria e preguiça. Quem lê tanta notícia?”

Sim para quê ler tantas notícias, se o que se lê é só um rol de desgraças, desastres, catástrofes e tragédias?

O antídoto para todos os receios e medos é na verdade ir andando. Ir em frente sem temores, destemida e alegremente:

Caminhando contra o vento
Sem lenço, sem documento
No sol de quase dezembro
Eu vou

Eu vou
Por entre fotos e nomes
Os olhos cheios de cores
O peito cheio de amores vãos
Eu vou
Por que não? Por que não?

E pronto, aqui fica uma apoteose de alegria, em vez de medo:

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